Longe da Globo, veterana explica sumiço das novelas: "Não estavam nem aí"

Longe da Globo, veterana explica sumiço das novelas: “Não estavam nem aí”

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A atriz carioca Maria Zilda Bethlem Bastos, também conhecida somente como Maria Zilda, tem 68 anos e iniciou sua carreira artística em 1974, na telenovela Fogo sobre Terra.

Maria Zilda

Na década de 1970, além de Fogo Sobre Terra, também atuou em Escalada (1975), Nina (1977), Sem Lenço, sem Documento (1977) e participou da série Plantão de Polícia.

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No início da década de 1980, interpretou Gilda, em Água Viva, e Glorinha França, em Coração Alado. Ainda nos anos 80, viveu Rosana em Jogo da Vida (1981), esteve na pele de Vânia em Guerra dos Sexos (1983) e foi Regina na minissérie Meu Destino É Pecar (1984).

Maria Zilda e Walmor Chagas em Selva de Pedra

Trabalhou também em Vereda Tropical (1984), sendo indicada como Melhor Atriz no Troféu Imprensa por seu papel de Verônica. Dois anos depois, outro destaque ao interpretar Laura em Selva de Pedra.

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Ainda participou do programa Cida, a Gata Roqueira, e foi Carina, protagonista de Hipertensão. Concluiu a década vivendo mais duas personagens destacadas: Ângela, em Bebê a Bordo, e Marisa, em Top Model.

Maria Zilda e Nuno Leal Maia em Top Model

Já no início da década de 1990, participou do humorístico TV Pirata e viveu Telma em Vamp. Esteve em De Corpo e Alma (1992), Olho no Olho (1993), Vira Lata (1996)e Por Amor (1997).

Ainda na década de 1990, Maria Zilda participou de alguns episódios do Você Decide e concluiu o decênio com uma presença no humorístico Sai de Baixo.

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Menor presença em novelas nos anos 2000

Maria Zilda

Sua presença na televisão diminuiu na primeira década dos anos 2000. Ela fez Agora É que São Elas (2003), A Lua Me Disse (2005), Pé na Jaca (2007) e Sete Pecados (2007).

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Em 2008, esteve na série Faça Sua História e fechou a década em 2009, como Léa, em Caras & Bocas.

Participou ainda do remake de Ti-Ti-Ti (2010), Aquele Beijo (2011) e Êta Mundo Bom! (2016).

Maria Zilda em Êta Mundo Bom!

Além disso, esteve na terceira temporada da série Magnífica 70 (2018) e nas obras Chuteira Preta e Pico da Nebina, dos canais por assinatura Prime Box Brazil e HBO Brasil, respectivamente.

A atriz teve também uma sólida carreira no cinema, com destaque para A Intrusa (1979), em que viveu Juliana e conquistou o prêmio de Melhor Atriz no Festival Internacional de Cinema de Montreal, e Eu Não Conhecia Tururú (2000), no qual foi eleita Melhor Atriz pelo Festival de Gramado.

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Lives no Instagram

Maria Zilda

Em 2020, durante a pandemia da Covid-19, a artista voltou a aparecer na mídia devido a assuntos polêmicos tratados nas suas Lives da Alegria, transmitidas no Instagram.

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Com Lucélia Santos, por exemplo, confessou que abandonou as novelas por se estressar com atores mais jovens que, segundo ela, esqueciam o texto e não tinham comprometimento com o trabalho.

“Hoje eu entro num set com o colega e ele não sabe o texto, eu fico um tanto chateada. Acho que os atores têm que ter uma responsabilidade. Acho que isso mudou muito”, explicou. “Quando a pessoa vai trabalhar não sabendo o que vai fazer lá, está roubando, na verdade, o seu tempo. É chato porque cada um tem que saber de si”, completou.

“A última novela que eu fiz, a das 18h, botei na minha cabeça: essa foi a última. Porque os jovens que trabalhavam ficavam fazendo Snapchat no celular durante a gravação. Em dia de cena, eles não estavam nem aí. Aí, quando chegava a hora de gravar, eles perguntavam pra mim: ‘Onde eu fico, hein?’ e ‘o que eu falo mesmo, hein?”, concluiu.

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Numa dessas lives, ela comentou que recebeu um valor muito baixo pela exibição de Selva de Pedra no canal Viva. Ela chegou a chamar o pagamento de “esmola”.

“Sabe quanto eles me pagaram por toda a novela Selva de Pedra? Faço questão de dizer: R$ 237,40”, declarou. “Pela lei, a gente ganha 10% de tudo o que ganhou na novela durante um ano. Então, para você ganhar R$ 237, é porque você ganhava isso por mês, então você ganhou durante um ano R$ 2 mil? Você trabalhou 10 meses ganhando R$ 200? Para reprise, funciona. Quando mostra no Viva, eles alegam que não são donos. Eu não me conformo com isso”, completou.

Em outra, quando conversava com o ator Murilo Rosa, disse que José de Abreu, com quem contracenou em Bebê a Borda, tinha mau hálito.

Maria Zilda e José de Abreu em Bebê a Bordo

“Era uma coisa insuportável”, disparou. “Ele estava numa fase muito doida. Bebia demais. E ele estava tão compulsivo que tinha umas cenas que a gente ficava amarrado numa árvore, um de costas para o outro. Você sabe que ele obrigava o contrarregra a dar a cachaça na boca dele”, completou.

Seu colega de profissão José Mayer recusou um convite para participar, preferindo continuar recluso.

“Zilda querida, parceira de tantos momentos lindos! Tô fora dessa ciranda maluca dessa ‘vida célebre’, minha amiga”, disse o veterano na época.

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Pandemia e vida pessoal

Ana Kalil e Maria Zilda

Em fevereiro de 2021, Maria Zilda anunciou que não faria mais as animadas participações no Instagram.

“Por muito tempo ela foi um oásis na nossa vida, e eu tenho certeza disso, da minha gratidão por vocês e a gratidão de vocês por mim. Mas depois que hackearam meu Instagram, a coisa foi meio pro brejo e começou a ficar difícil e eu mesma comecei a ficar triste, com a política do país, com a pandemia”, disse. “Então, eu decidi encerrar pra descansar, pra botar as coisas no devido lugar, pra me dedicar a minha vida, a minha casa.”, completou.

Na vida pessoal, a atriz está solteira. Em 2017, ela terminou seu casamento de oito anos com a arquiteta Ana Kalil.

Antes disso, foi casada com o engenheiro César Leite Fernandes e o diretor Roberto Talma, tendo um filho com cada.

Maria Zilda contou que a pandemia atrapalhou um novo relacionamento que ela havia iniciado em fevereiro de 2020, pois em seguida vieram a quarentena e o isolamento.

“Como já estou velha e aprontei todas, já fiz de tudo um pouco, não faço mais questão de passar a régua. Mas um chameguinho é o que a pandemia me deixou com mais saudade”, admitiu.

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