Lá em Pato Branco: sucesso da Globo, Toma Lá Dá Cá estreava há 14 anos

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Sucesso entre 2007 e 2009, o Toma Lá Dá Cá foi visto pelo grande público como uma espécie de nova versão do Sai de Baixo, fenômeno exibido entre 1996 e 2002 na Globo. Isso porque há uma clara similaridade nos formatos: ambos com famílias repletas de figuras pitorescas e presença de plateia nas encenações. A produção que inspirou as duas, vale lembrar, foi a clássica Família Trapo, de 1960, exibida pela então TV Record.

O Toma Lá Dá Cá, que estreava há exatamente 14 anos, em 7 de agosto de 2007 (um especial de fim de ano foi mostrado em 2005), já vinha sendo reprisado no canal Viva desde abril de 2012 e, mais recentemente, foi mostrado pela Globo nas tardes de sábado. A turma do condomínio Jambalaya Ocean Drive deixou uma marca na comédia nacional através de personagens até hoje lembrados e piadas certeiras que seguem atuais.

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Como sempre costuma ocorrer nas produções de Miguel Falabella, o formato não se utiliza de conflitos ou situações que provoquem uma movimentação no roteiro. A base é o texto. A trama basicamente se vale dos personagens contando situações que viveram uns para os outros. É comum ver ciclano ou beltrano falando de algo que aconteceu e o telespectador não viu, mas provocando risos pela forma como foi contada.

O corretor de imóveis Mário Jorge (Miguel Falabella) foi casado com Rita (Marisa Orth), também corretora, com quem teve Isadora (Fernanda Souza) e Tatalo (George Sauma). Porém, o personagem vive com Celinha (Adriana Esteves), que era casada com Arnaldo (Diogo Vilela), um dentista fracassado, e com quem teve Adônis (Daniel Torres). Já Arnaldo se casou com Rita e as duas famílias moram no mesmo andar de um condomínio na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, há dez anos.

Celinha mora com o marido, o filho do outro casamento e sua mãe, a devoradora de homens Copélia (Arlete Salles). Ainda tem uma empregada: a paranaense Bozena (Alessandra Maestrini), que adora contar vários casos ocorridos em Pato Branco, município localizado no sudoeste do Paraná. Vale também citar a ranzinza e corrupta síndica Dona Álvara (Stella Miranda). Todos perfis hilários e caricatos.

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A história deu tão certo que ao longo dos meses novos personagens faziam participações e alguns entravam para o elenco fixo, o que deixava o conjunto ainda melhor. Foi o caso de Seu Ladir, marido de Álvara, interpretado pelo saudoso Ítalo Rossi. O sujeito era um gay afetado ao extremo e reproduzia pérolas impagáveis, incluindo o bordão “É mara”.

Aliás, bordões eram comuns na série. Um dos mais amados era o de Copélia: “Prefiro não comentar”. E outras presenças que funcionaram tão bem que acabaram permanecendo na história foram a de Dona Deise (saudosa Norma Bengell), lésbica que dava em cima de todas as mulheres, e Doutora Percy (saudoso Miguel Magno), psicoterapeuta de Adônis.

É preciso também ressaltar que muitos atores viveram o auge da popularidade na produção. Ítalo Rossi sempre foi um respeitado ator de teatro com pequenas participações em novelas e séries da Globo. A maior lembrança até então era o mordomo Alfred, de Senhora do Destino, em 2004. Mas foi com Seu Ladir que o intérprete chegou até o povão.

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Alessandra até hoje é lembrada como a Bozena, enquanto Stella fez de Álvara um marco em sua admirável carreira até então pouco conhecida do grande público. E foi ótimo ver atores em perfis diferentes dos esteriótipos que estavam acostumados.

Marisa Orth, por exemplo, viveu a personagem que menos tinha humor na série; Rita era uma das mais sensatas da história. Já Adriana Esteves pôde deitar e rolar na comicidade de Celinha, após tantos perfis dramáticos em novelas.

A série vale a pena ser revista por várias razões, entre elas o elenco primoroso. Miguel Falabella, Stella Miranda, Adriana Esteves, Arlete Salles, Alessandra Maestrini, Diogo Vilela, Marisa Orth e Fernanda Souza foram os principais destaques da história e os perfis refletem com perfeição a classe média alta brasileira, muitas vezes tão controversa.

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