Há cinco anos, terceiro protagonista morria durante uma novela da Globo - TV História

Há cinco anos, terceiro protagonista morria durante uma novela da Globo

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Há cinco anos, em 17 de setembro de 2016, a morte de Domingos Montagner, após mergulhar no município de Canindé (SE), no leito do rio São Francisco, comoveu o Brasil. O ator foi o terceiro protagonista de uma novela da Globo a morrer durante o período de exibição da trama.

Durante o horário de almoço das gravações da trama, o ator mergulhou acompanhado por Camila Pitanga, com quem fazia par romântico na história. A atriz o viu desaparecer na água, sendo arrastado pela correnteza e não conseguindo retornar à terra firme, mesmo sabendo nadar. O corpo de Montagner ficou desaparecido durante quatro horas, até ser encontrado submerso a 18 metros de profundidade.

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As gravações de Velho Chico foram imediatamente suspensa, com apenas cinco capítulos de frente. Em meio à discussão sobre o que aconteceria com a novela, a Globo resolveu seguir até a data prevista (30 de setembro), filmando cenas com a participação do personagem a partir da perspectiva de seus olhos, sem falas.

Além de Montagner, os outros casos, que também repercutiram em todo o País, foram de Sérgio Cardoso, de O Primeiro Amor, em 1972, e Jardel Filho, de Sol de Verão, em 1983.

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Sérgio Cardoso vivia o professor viúvo Luciano em O Primeiro Amor quando morreu, vítima de um ataque cardíaco, no dia 18 de agosto de 1972, no Rio de Janeiro, aos 47 anos.

Faltavam apenas 28 capítulos para o desfecho da trama e ele teve que ser substituído por Leonardo Villar, que entrou em cena após um texto lido por Paulo José. A partir da morte do ator, surgiu uma famosa lenda de que ele teria sido enterrado vivo, fato que sempre foi negado por sua família.

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Onze anos depois, a morte de Jardel Filho, protagonista de Sol de Verão, abalou o autor Manoel Carlos e o elenco da novela das oito. No dia 19 de fevereiro de 1983, o ator também sofreu um ataque cardíaco e não resistiu.

Destacada no Jornal Nacional, a notícia caiu como uma bomba, tumultuando o desfecho da produção. A Globo encomendou uma pesquisa urgente para ouvir a opinião do público se continuaria ou não com a novela: 55% dos entrevistados acharam que a trama deveria ter um final.

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Mesmo com boatos de que Jardel Filho seria substituído, a emissora preferiu simplesmente sumir com o personagem, após uma homenagem lida por Gianfrancesco Guarnieri. O experiente ator e dramaturgo assumiu a autoria da trama ao lado de Lauro César Muniz, já que Manoel Carlos declarou-se impossibilitado de prosseguir. No entanto, a novela não foi até a data prevista originalmente, sendo substituída por um compacto de O Casarão, de 1976, enquanto Louco Amor ficava pronta.

Outros casos

Além dos três protagonistas, existem alguns casos emblemáticos de morte de artistas durante o período de exibição das novelas em que trabalhavam.

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O mais famoso foi o assassinato de Daniela Perez, filha da autora Glória Perez, em 28 de dezembro de 1992. Ela foi morta pelo ator Guilherme de Pádua, seu colega de elenco em De Corpo e Alma, e sua esposa na época, Paula Thomaz. Na trama, foi feita uma homenagem à atriz e a personagem Yasmin foi para uma viagem de estudos. O personagem Bira, de Pádua, simplesmente deixou de existir.

Outros casos lembrados são de Umberto Magnani, também em Velho Chico, Luiz Carlos Tourinho, em Desejo Proibido (2008), e Miriam Pires, em Senhora do Destino (2004).

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