Sucesso de Pantanal pode fazer Globo tirar outro remake da gaveta

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O êxito do remake de Pantanal fez com que a Globo colocasse em pauta novas versões de velhos sucessos. Conforme noticiado na imprensa, há o interesse em resgatar outro título assinado por Benedito Ruy Barbosa. Terra Nostra (1999), O Rei do Gado (1996) e Renascer (1993) encabeçam a bolsa de apostas.

Adriana Esteves

O que os leitores do TV História talvez não saibam é que a trama do coronel José Inocêncio (Antonio Fagundes) quase foi regravada anos atrás. Na época, a obra esteve cotada para outra faixa da grade…

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Saga com sabor de cacau às 18h

Benedito Ruy Barbosa

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De acordo com a jornalista Cristina Padiglione, em sua coluna no Estado de São Paulo de 14 de fevereiro de 2011, a Globo mostrava-se animada para refazer a produção que marcou época às 20h. A perspectiva positiva vinha da receptividade do público aos folhetins de Benedito adaptados pelas filhas dele, Edmara e Edilene Barbosa.

Cabocla (1979), Sinhá Moça (1986) e Paraíso (1982) foram atualizadas pelas herdeiras de Ruy Barbosa em 2004, 2006 e 2009. Além disso, o sucesso da reprise de O Rei do Gado, no Canal Viva, fez com que a nova versão de Renascer ganhasse forma.

Na época, Benedito Ruy Barbosa e as herdeiras discutiam a renovação de seus contratos com a casa.

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Gaveta

Meu Pedacinho de Chão

O remake acabou descartado, sem maiores explicações. Em 2013, o Viva resgatou Renascer. No ano seguinte, o horário das seis contou com uma nova adaptação da obra de Benedito: Meu Pedacinho de Chão, datada de 1971 – e produzida pela Cultura em parceria com a Globo –, foi atualizada por ele, a filha Edilene e o neto Marcos Barbosa de Bernardo.

Ruy Barbosa, porém, não atribuiu o rótulo de regravação à novela, que contou com nomes como Osmar Prado, Juliana Paes, Irandhir Santos, Bruna Linzmeyer, Rodrigo Lombardi e Antonio Fagundes, além de Paula Barbosa, neta do novelista. ‘Meu Pedacinho’ trouxe debates que o original ficou devendo.

“Eu pensei em fazer um remake, mas quando eu estava começando a trabalhar, pensei assim: é uma oportunidade de eu dizer as coisas que a censura não deixava. E eu pude começar a falar de política, de saúde, de educação. Essa novela não tem nada da outra, só os nomes dos personagens e das localidades”, afirmou ele ao Gshow.

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Outros títulos pelo caminho…

Éramos Seis

A Globo já atualizou vários de seus sucessos. Selva de Pedra (1972-1986), Anjo Mau (1976-1997), Tititi (1985-2010) e O Astro (1977-2011) integram esta lista. Obras de outros canais, como Mulheres de Areia (1973-1993) e Éramos Seis (1977-2019), também foram adaptadas. Muitos remakes, porém, acabaram apenas na intenção, tal qual Renascer.

O Casarão, que Lauro César Muniz escreveu para a faixa das oito em 1976, acompanhava a trajetória de uma família em três épocas distintas. A narrativa não era linear – os acontecimentos de um determinado período dividiam o mesmo capítulo com o de outro, promovendo uma viagem constante entre o passado e o presente.

“Certa vez, durante uma reunião na Globo, alguém sugeriu fazer um remake de ‘O Casarão’. Na mesma hora, o Daniel Filho respondeu: ‘Não! ‘O Casarão’ é um cult e, em cult, a gente não mexe!’. Essas foram as palavras dele”, revelou Lauro César em depoimento ao livro A Seguir, Cenas do Próximo Capítulo.

O autor, no entanto, usando elementos da obra em Cidadão Brasileiro (2006), da Record.

…e muitos projetos adiados

Dancin' Days

Clássico de Gilberto Braga, fixado no horário nobre após o êxito desta trama, Dancin’ Days (1978) foi cotada para remake em 1998. A princípio, a Globo pensou em celebrar os 20 anos do folhetim com uma reapresentação em Vale a Pena Ver de Novo. Autor e emissora acabaram optando pela atualização.

Malu Mader, Gloria Pires e Leandra Leal foram cotadas para os papéis de Sonia Braga (Júlia), Joana Fomm (Yolanda) e Gloria Pires (Marisa) no original. Só que Gilberto insistia em levar a novela para o horário nobre e a alta direção queria a trama às 18h. Diante do impasse, outro título foi cogitado: Água Viva (1980), também de Braga. Novamente, nada feito.

A opção final, porém, foi Pecado Capital, criada por Janete Clair em 1975. Gloria Perez respondeu pela atualização. Outras “trocas” também ocorreram em 2012, quando Cambalacho (1986) e Guerra dos Sexos (1983) surgiram como possibilidades de regravação; autor de ambas, Silvio de Abreu acabou por refazer ‘Guerra’.

Nos últimos anos, ventilou-se a atualização de Brega & Chique (1987), de Cassiano Gabus Mendes, por Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari – também responsáveis por Anjo Mau e Tititi. O cancelamento mais recente envolveu Amor com Amor se Paga (1984), de Ivani Ribeiro, entregue para Alcides Nogueira. O novelista chegou a apresentar a sinopse, transferindo a época da narrativa, dos anos 1980 para os 1940.

O projeto foi adiado por conta da pandemia de Covid-19, quando, de acordo com a coluna de Flávio Ricco no portal R7, o autor aguardava a aprovação do primeiro bloco de capítulos.

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