Remake de novelas da concorrência não é inédito na Globo; relembre cinco casos - TV História

Remake de novelas da concorrência não é inédito na Globo; relembre cinco casos

Algumas novelas fizeram tanto sucesso fora dos domínios globais que até a própria líder de audiência se rendeu. Incluindo tramas da Tupi, SBT e Manchete, vamos destacar cinco vezes que a Rede Globo fez remakes de tramas de outras emissoras.

Confira:

PANTANAL (Pantanal, Rede Manchete, 1990)

Uma das mais famosas pedras no sapato da emissora carioca, a novela Pantanal, de Benedito Ruy Barbosa, vai ganhar remake no horário nobre em 2021. O anúncio oficial foi feito durante reportagem especial no Fantástico.

Caso não haja imprevistos, a nova versão de Pantanal deve estrear em setembro do ano que vem, sob a direção de Rogério Gomes.

Pantanal é o maior sucesso da história da Rede Manchete e ameaçou a liderança da Globo por diversas vezes. Benedito levou o projeto da novela à emissora após recusa da própria Globo, alegando que a produção teria um alto custo.

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ÉRAMOS SEIS (Éramos Seis, SBT, 1994)

O livro Éramos Seis, da escritora Maria José Dupré, já inspirou diversas obras na televisão brasileira.

Em 1958, foi adaptada pela primeira vez como telenovela pela Record, escrita e dirigida por Ciro Bassini e trazendo Gessy Fonseca como protagonista.

Em 1967, a Tupi realizou a segunda versão, escrita por Pola Civelli e dirigida por Hélio Souto, ainda na época das novelas ao vivo, trazendo no papel principal a atriz Cleyde Yáconis.

Em 1977, a mesma Tupi realizou outra versão da novela, sendo escrita por Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho, protagonizada por Nicette Bruno.

Em 1994, a história da Tupi foi adaptada pelo SBT, trazendo novamente o texto de Sílvio de Abreu e Rubens Ewald Filho. Essa versão contou com Irene Ravache como protagonista.

Em julho de 2017, a Rede Globo adquiriu os direitos autorais de uma nova adaptação de Éramos Seis. A base dos roteiros foram os próprios textos escritos pelos autores no SBT. A trama foi exibida entre setembro de 2019 e março de 2020.

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O CRAVO E A ROSA (O Machão, Rede Tupi, 1974)

Que O Cravo e a Rosa é baseada na obra A Megera Domada, de William Shakespeare, todos nós sabemos. Agora que a novela é remake de O Machão, de Ivani Ribeiro, poucos sabem. A trama, foi um sucesso nos anos 1970, na Rede Tupi, e também era um remake de outra novela da autora – A Indomável, de 1965.

Sucesso em todas as versões, a trama conta a história do rude e determinado Julião Petruchio que, à beira de perder sua fazenda, aceita se casar com uma rica herdeira paulista na década de 1920.

A novela de Walcyr Carrasco fez tanto sucesso que foi prolongada por mais de 100 capítulos logo após a estreia, ultrapassando os 200 capítulos finais.

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SONHO MEU (A Pequena Órfã e Ídolo de Pano, 1968 e 1974)

A novela Sonho Meu, de Marcílio Moraes, fez bastante sucesso na tela da Rede Globo em 1993.

Para sua concepção, o autor inspirou-se em duas outras novelas do autor Teixeira Filho: A Pequena Órfã, da extinta TV Excelsior, de 1968, e Ídolo de Pano, da também extinta TV Tupi, de 1974.

De A Pequena Órfã, o autor pegou o trecho sobre a amizade entre uma garotinha de um orfanato e um bondoso velhinho; de Ídolo de Pano, ele se inspirou na disputa de dois irmãos pelo amor da mesma mulher.

Curiosamente, em 2005, foi a vez da Record adaptar a história, dentro da novela Prova de Amor, de Tiago Santiago.

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A VIAGEM (A Viagem, Rede Tupi, 1975)

Uma das novelas mais famosas de Ivani Ribeiro na Rede Globo é um remake de uma trama homônima da própria autora. A Viagem foi transmitida originalmente entre 1975 e 1976, pela Rede Tupi.

Para escrever A Viagem, Ivani Ribeiro inspirou-se nos livros Nosso Lar e E a vida continua, que foram psicografados pelo médium brasileiro Chico Xavier, com autoria atribuída ao espírito André Luiz.

Vale ressaltar outras novelas globais feitas a partir de textos de produções da concorrência: Amor com Amor se Paga, A Gata Comeu, Hipertensão, O Sexo dos Anjos, Mulheres de Areia e O Profeta.

SOBRE O AUTOR
Alexandre Pequeno é jornalista e apaixonado pelas novelas brasileiras desde a infância. A paixão foi tanta que seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi sobre a novela Mulheres Apaixonadas, de Manoel Carlos. Em 2018, lançou o canal Novelando, onde aborda, de forma bem humorada, sobre as tramas que marcaram a história da TV. Já publicou contos e crônicas em antologias nacionais.

SOBRE A COLUNA
Listas, análises e notícias sobre o universo da teledramaturgia. A coluna, publicada de forma semanal, aborda os vários aspectos que envolvem as tramas nacionais e internacionais.



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