Recusou tratamento: saiba como foram os últimos dias de estrela da Globo

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O Brasil perdeu o talento e a beleza de Sandra Bréa no dia 4 de maio de 2000. A atriz morreu aos 47 anos, triste e afastada dos amigos, ela nos deixou meses após receber um triste diagnóstico dos médicos e recusar o tratamento oferecido.

Sandra Brea

Grande nome da televisão brasileira e símbolo sexual nos anos 1970 e 1980, Sandra Bréa Brito nasceu em 11 de maio de 1952, no Rio de Janeiro (RJ). Ela iniciou sua carreira aos 13 anos, como modelo. Em seguida, iniciou no teatro de revista, estralando Poeira de Ipanema.

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Estreou na televisão em pequenos papeis em Assim na Terra como no Céu (1970), Bicho do Mato (1972) e nos humorísticos Faça Humor, Não Faça Guerra (1970) e Uau, a Companhia (1972).

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O Bem-Amado

Em 1973, estourou quando foi convidada pelo Daniel Filho para viver Telma, um dos principais papeis de O Bem-Amado, disponibilizada recentemente no Globoplay.

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A partir daí, vieram muitos sucessos, como Os Ossos do Barão (1973), Corrida do Ouro (1974), Escalada (1975), O Pulo do Gato (1978) e Memórias de Amor (1979). Em 1976, ganhou seu próprio programa, Sandra & Miele, ao lado de Luis Carlos Miele.

Mila Moreira e Sandra Brea em Elas por Elas

Importantes papeis vieram na década de 1980, como a Vanda, de Elas por Elas (1982), e a Jacqueline, da primeira versão de Ti-Ti-Ti (1985). Ainda fez Sabor de Mel (1983), Hipertensão (1986), Bambolê (1987), Pacto de Sangue (1989) e Gente Fina (1990), além do humorístico Viva o Gordo, entre 1981 e 1987.

Sua última novela como atriz foi Felicidade (1991), quando viveu Rosita.

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Aids e morte

Sandra Bréa

Em agosto de 1993, a atriz surpreendeu o Brasil ao anunciar publicamente que foi contaminada pelo HIV. Ela contou que contraíra o vírus em uma transfusão de sangue realizada após um acidente automobilístico.

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Passou a lutar contra a discriminação e sempre dizia que não iria morrer de Aids.

“Vou morrer como qualquer um, atropelada”, declarou.

Após anos de afastamento da mídia, voltou em Zazá (1997), quando fez uma participação especial como ela mesma. Na trama, deu seu depoimento como portadora do vírus e apoio à Jacqueline (Adriana Londoño), que era soropositiva na trama.

Em 1999, Sandra teve detectado um tumor maligno no pulmão, em estágio avançado. Os médicos lhe deram seis meses de vida. A atriz recusou os tratamentos à base de quimioterapia e radioterapia.

Em abril de 2000, estava praticamente sem voz, com muitas dores, insuficiência respiratória e febre. Foi internada em 2 de maio de 2000 no Hospital Barra D’or. Ela morreu dois dias depois, aos 47 anos, em sua casa, em Jacarepaguá, e foi enterrada no Cemitério São João Batista.

“A Aids vinha sendo controlada. Quando descobrimos o câncer, não dava mais para operar. Foi indicado rádio ou quimioterapia, mas Sandra não quis fazer. Ela tinha também um enfisema bastante avançado para a idade, o que acelerou a evolução do tumor”, declarou a médica Margareth Dalcomo à revista Istoé.

Na mesma reportagem, foi informado que a atriz passou seus últimos tempos lamentando que, por causa da Aids, não podia mais andar pelas ruas.

“Há uns dois meses, foi a um restaurante. Chegando lá, passou mal. Os outros fregueses olharam com cara feia e ela ficou muito chateada. Não quis mais sair”, declarou seu caseiro, José Carlos.

“No auge da fama, era cortejada. Com a Aids, ficou sozinha. É muito triste acabar assim”, completou.

Herança

Filho de Sandra Brea

Sandra foi casada três vezes, com Eduardo Espínolla Netto, Antonio Guerreiro e Arthur Guarisse. Ela teve um filho adotivo, Alexandre Bréa Brito, com quem estava brigada na época de sua morte.

Alexandre estava sumido há muitos anos, sem que sua família fizesse ideia do que aconteceu com ele. O rapaz foi dado como morto pela Justiça em 2019.

Dois anos antes, em 2017, foi divulgado na mídia que o processo de inventário da atriz ainda estava correndo, com os três netos da atriz disputando seus bens na Justiça.

Segundo informação do jornal Extra, Alexandre encontrou manuscritos na casa da atriz, onde Sandra contou como foram seus últimos dias. A mãe queria ele fizesse uma fundação que levasse seu nome, mas isso jamais saiu do papel.

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