Em 2008, Record quase trocou Os Mutantes por novela sobre machismo

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Ao invés de Os Mutantes – Caminhos do Coração, que fez sucesso na tela da Record em 2008, a emissora quase produziu uma trama que abordaria o machismo. Esse era o destaque de Machos, comédia escrita por Lauro César Muniz para o hoje extinto horário das 22h, que nunca saiu do papel.

O plano inicial, contudo, era outro. Uma brasileira se envolve acidentalmente com o grupo terrorista Al Qaeda, mentor dos atentados de 11 de setembro. Este seria o fio condutor da novela que Lauro César apresentou ao canal para substituir Caminhos do Coração (2007). A cúpula da emissora, no entanto, avaliou que a trama se enquadraria melhor em uma minissérie, e entregou a Lauro a adaptação de Machos, novela chilena exibida pela Sony na América Latina.

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O enredo girava em torno de Ângelo, um homem capaz de tudo para fazer de seus sete filhos verdadeiros machos – cujo lema era “sejam duros, sejam homens”. Entretanto, todos os rebentos tentavam de alguma forma fugir ao controle do patriarca. E nessa fuga, os machos cruzariam com mulheres independentes em busca de afirmação e enfrentando a crise de meia-idade.

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Tais mulheres saíram de uma sinopse de Lauro, As Lobas. Entre elas estaria Laura Orlin, de 45 anos, presa a um casamento com um homem que dissimula seu machismo (ao contrário dos “machos”). A partir da descoberta da traição, Laura traçaria um novo rumo para sua vida.

No elenco de Machos, foram definidos apenas os nomes de Paloma Duarte e Marcelo Serrado; ela, parceira do autor em Cidadão Brasileiro (2006), e ele, recém-saído da bem-sucedida Vidas Opostas (2006). Para a direção, Ignácio Coqueiro, estreando na casa após passagem pela Band, onde capitaneou Paixões Proibidas (2006).

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Problemas com a Sony e o sucesso de Caminhos do Coração – que ganhou uma “segunda temporada”, Os Mutantes – acabaram protelando Machos.

De tal maneira que a novela acabou esquecida e Lauro partiu para o desenvolvimento da sinopse de Poder Paralelo, estreia de abril de 2009, após Chamas da Vida, trabalho de Cristianne Fridman, que substituiu Amor e Intrigas (2007); a Record inverteu os horários de suas produções nesta época, para colocar Os Mutantes na concorrência direta com a novela das oito da Globo, A Favorita.

Machos e Chamas da Vida – então intitulada Prova de Fogo – chegaram a ser anunciadas pela emissora em um chamadão especial da programação 2008. Mas a novela ficou só nisso mesmo.



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