Quanto Mais Vida, Melhor! salva protagonistas em final coerente com o enredo

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Duh Secco

No último capítulo de Quanto Mais Vida, Melhor!, a Morte (A Maia) poupou os quatro condenados. Paula (Giovanna Antonelli), Neném (Vladimir Brichta), Guilherme (Mateus Solano) e Flávia (Valentina Herszage) escaparam da passagem para outro plano. Final frustrante? Talvez. Condizente, porém, com o enredo de Mauro Wilson.

Quanto Mais Vida Melhor

A novela das sete que a Globo finalizou nesta sexta-feira (27) divagou, acima de tudo, sobre a vida. Os protagonistas partiram em busca de redenção diante da possibilidade de, dentro de um ano, um deles seguir em definitivo para o “outro lado”.

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Não foi fácil. Complexos, Paula, Neném, Guilherme e Flávia necessitaram de trocas de corpos para compreenderem melhor as razões dos tropeços deles e dos outros.

Quanto Mais Vida Melhor

A mudança, aliás, sacudiu a narrativa e os intérpretes – Giovanna e Solano saíram do “lugar comum” enquanto almas deslocadas de Neném e Flávia. O evento, contudo, demorou a acontecer.

Mal da concepção de capítulos em meio às incertezas da pandemia de Covid-19, que adiou a estreia do folhetim de julho de 2020 para novembro de 2021, inviabilizando correções de rota diante das respostas do público.

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Correções inviabilizadas

Barbara Colen

Quanto Mais Vida, Melhor! enfrentou, desta forma, os mesmos problemas de Nos Tempos do Imperador e Um Lugar ao Sol.

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Personagens que não funcionam, como Rose (Bárbara Colen), terceiro vértice do triângulo formado com Guilherme e Neném. As idas e vindas da ex-modelo e seus pares – e o apego ao vestido branco e aos seis dias de paixão com o jogador em Roma – entediaram o público.

A obra de Mauro Wilson se saiu melhor por, apesar de compreender um tema nada agradável, em meio às tantas vidas perdidas para a Covid-19, optar por um tom lúdico, diferente da sobriedade das produções das seis e das nove. A direção artística de Allan Fiterman contribuiu consideravelmente para tal, da opção pelo colorido de cenários e figurinos às intervenções musicais.

Quanto Mais Vida, Melhor!

Cabe ressaltar o desempenho de coadjuvantes, de gigantes como Ana Lúcia Torre (Celina), Elizabeth Savala (Nedda) e Júlia Lemmertz (Carmem) até nomes em ascensão, casos de Felipe Abib (Roni), Luciana Paes (Odete), Mariana Nunes (Joana) e Thardelly Lima (Odaílson) – em ótima dobradinha com Evelyn Castro (Deusa).

Em entrevista ao Gshow, Mauro Wilson ponderou que “a ideia da morte é muito mais ligada a um destino que a um final”. E foi exatamente este conceito que Quanto Mais Vida, Melhor compreendeu.

O saldo é positivo, das viradas de Paula, Neném, Guilherme e Flávia ao bom entretenimento ao longo de seus 161 capítulos.

Em tempo: atingido por um tiro disparado por Cora (Valentina Bandeira), ao se colocar entre ela e o alvo Roni, Neném foi recebido pela Morte e informado de que seu coração seria transplantado para a filha Bibi (Sara Vidal). Roni, contudo, sofreu um acidente enquanto perseguia a ex. Morto, o bandido redimido doou o órgão para a sobrinha.

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