Quanto Mais Vida, Melhor estreia com direção moderna e vibrante, cheia de referências pop
22/11/2021 às 21h28

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Achei auspiciosa a estreia de Quanto Mais Vida, Melhor – nesta segunda (22) -, a nova novela das sete escrita por Mauro Wilson com direção artística de Allan Fiterman.
A trama – sobre quatro desconhecidos que morrem e recebem uma nova chance de vida – é boa, com altíssimas chances de render bem.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Mauro Wilson é conhecido pelo humor popular e, ao mesmo tempo, sofisticado, que agrada a todos, visto em A Grande Família, Aline, Tapas e Beijos e outros programas.
LEIA TAMBÉM:
● Aos 92 anos, primeiro Agostinho de A Grande Família nunca mais foi visto na TV
● A dívida impagável que a Globo ainda tem para acertar com Faustão
● Ninguém gostou: 10 vezes que a Globo foi rejeitada pelo público
Casa perfeitamente com o que se espera de uma novela das sete da noite e soa como uma mistura de Cassiano Gabus Mendes (mais sutil, mais texto) e Silvio de Abreu (mais pastelão, chanchada) dos áureos anos 80.
Contudo, o que mais me chamou a atenção foi a direção de Allan Fiterman, segura, moderna, vibrante. Tudo muito bem pontuado pela trilha sonora, edição e vai e volta de câmeras, lentas ou rápidas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Referências pop
As referências ao universo pop e cinematográfico são ótimas, de O Diabo Veste Prada a Lost e Closer. Na cena com Flávia (Valentina Herzage) de peruca pink, só faltou tocar “And so it is…“. E está tudo bem, é divertido, cabe na proposta da novela e o público curte reconhecer essas referências.
Vladimir Brichta, Giovanna Antonelli e Julia Lemmertz, em poucas cenas, deram o tom de seus personagens – já sabemos o que esperar.
Mateus Solano tem em mãos um tipo difícil e odioso. O único problema dessa estreia diz respeito a ele: achei exageradas as cenas do médico Guilherme, tendo surtos com a mulher e o filho. Entenderíamos o seu perfil sem a necessidade de pesar a mão desse jeito.
A estética colorida contrasta com as outras opções da Globo – a escura Nos Tempos do Imperador, às 18 horas, e a desbotada Um Lugar ao Sol, às 9. A trilha sonora, que recicla antigos sucessos com novos, é milimetricamente pontuada nas cenas, dando ritmo, cadência.
A abertura é ótima e o mashup da 5ª Sinfonia de Beethoven, que alterna ritmos de acordo com cada protagonista exibido, é uma sacada e tanto, um sopro de originalidade bem-vindo.
Quem acompanhou a reprise de Pega Pega (exibida até semana passada), realmente estranha a repetição de elenco. Ainda bem que eu preferi passar! Na realidade são poucos atores, mas com personagens importantes nas duas produções: Mateus Solano, Valentina Herzage, Marcos Caruso, Elizabeth Savala e alguns outros.
No mais, é sempre um prazer ver em cena, além dos já citados, Ana Lúcia Torre, Jussara Freire, Bárbara Colen, Mariana Nunes e Luciana Paes. E tem mais gente legal para aparecer.
LEIA TAMBÉM
Corte de custos e renovação: nova novela da Globo terá poucas estrelas no elenco