Público passa pano para personagem preferida de Um Lugar ao Sol

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Semana #10

– As irmãs Assunção – tal qual as Cajazeiras e as Ferretos – não cansam de entregar entretenimento. Quando estão juntas, senta que lá vem resenha. A fofoca geralmente é o que as move, seguida de trocas de farpas, ironias, acusações e chorume.

Em seu primeiro dia de estágio, Bárbara descobriu o caso do Túlio e Ruth. Léo Dias precisa contratá-la para as próximas edições do BBB.

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Bárbara serviu para Rebeca a cabeça de Túlio em uma bandeja. Na briga com o marido, nunca a palavra “piranha” foi proferida com tantas letras. A bem da verdade, para quem acompanhava o caso de Túlio e Ruth, o destempero de Rebeca foi de lavar a alma.

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Porém, de nada adiantou. Na cabeça dela, perder Túlio seria um atestado de incompetência como mulher, que já perdeu a carreira e a juventude. Triste que pense assim.

Rebeca é o cristal de Um Lugar ao Sol, a personagem preferida de muitos, e mesmo assim, tão errática e instável quanto Bárbara, Nicole, Júlia, Joy, Nara, Noca, Stefany… Enfim, são todas humanas. Mas para Rebeca passamos pano.

Um Lugar ao Sol

Rebeca quer Túlio substituindo seu pai na empresa, porque está interessada em dinheiro para sua velhice. Para ela, o casamento agora é investimento.

Na verdade, ela tem medo de ter o mesmo fim que sua mãe, que foi abandonada pelo marido e terminou seus dias desmemoriada em uma casa de repouso.

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Padrões negativos

Um Lugar ao Sol

– Outra questão que Lícia Manzo levanta muito bem em sua novela é que os personagens acabam repetindo padrões negativos dos quais são vítimas.

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Rebeca foi assistir ao show de Júlia mentindo ser uma fã desinteressada, cheia das boas intenções, para levantar o moral da mãe de Felipe. Repetiu o que seu pai fez consigo: na surdina, Santiago usou de sua influência para que Rebeca conseguisse trabalho em uma campanha publicitária.

Ao descobrir que Rebeca e Felipe estavam namorando, Júlia discutiu com Felipe, foi para casa e teve uma recaída. Enquanto bebia, seu apartamento pegou fogo.

Como afirmei na review da semana passada, acho toda essa trama muito deprê.

Nascem os bebês

Um Lugar ao Sol

– Um dos momentos mais aguardados das últimas semanas: nascem os bebês de Ilana. Porém uma criança nasce morta.

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Breno revela à terapeuta que a morte do bebê mexe consigo de alguma forma, pois sente-se culpado – irracionalmente – da morte do irmão gay, no passado, quando seu pai o pôs para fora de casa e negou-lhe ajuda quando ele sofria de Aids.

Já deu para perceber que nem o pai, nem a irmã de Breno – Domício e Lucília (Luiz Serra e Cláudia Missura) – são “flores que se cheiram”.

Quando a irmã mostra a Breno um álbum antigo de família, ele questiona por que faltam as fotos do irmão falecido. No meio da conversa, Lucília diz que reza todo dia pela alma do irmão morto e Breno dá uma ótima resposta: “Não precisa, não perca seu tempo. Reze pela sua alma.”

Um Lugar ao Sol

– Cecilia não é só imatura. É uma garota bem iludida. Ao flagrar a mãe com Felipe no carro, aos beijos, vai tirar satisfações com Rebeca, que insiste em negar tudo. Triste, ela procura Breno, o homem mais velho em quem projeta um misto de figura paterna com figura romântica idealizadas.

E taca-lhe um beijo, em um momento em que Breno acabara de perder uma filha. Da galeria de tipos problemáticos de Um Lugar ao Sol, Cecília e Breno destacam-se.

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A pior personagem

– Joy chifrou Ravi com o pichador Damon (Juan Aguiar). Em uma de suas cenas, eles aparecem fumando um cigarro de maconha. Já aconteceu de forma tão explícita em uma novela? Não lembro. Sei que houve em Água Viva (1980), mas nunca vi essa cena, não sei se foi explícita ou subliminar.

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Joy abandona Ravi e o filho para fugir com Damon (“Homem bonzinho demais como o Ravi, tem hora que enjoa“). Joy é a pior personagem de Um Lugar ao Sol (como já escrevi anteriormente), mas em uma coisa ela tem razão: Ravi praticamente a forçou a levar adiante a sua gravidez, porque ela não queria aquela vida.

Na verdade, o próprio Ravi é o culpado: quem mandou deixar a janela aberta!

Escombro

Um Lugar ao Sol

– Muito bem roteirizada toda a sequência em que Lara descobre que Marri menstruou pela primeira vez. Lara explica a situação com todo carinho e cuidado. Ao fim, Lara afirma que comprará um presente para Marri e ela pergunta: “Pode ser brinquedo?“.

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– Lembra do capítulo em que uma cigana “enxergou” duas crianças na vida de Lara, que ela não gerou? Eu acredito que uma seja Marri… Pode ser que não! Naquele momento afirmei que a outra poderia ser Chico, o filho de Ravi e Joy. Bingo!

– Helena (Cláudia Mauro), a coach de emagrecimento de Nicole, lhe deu um ultimato: ela precisa se livrar de relacionamentos que interfiram em seu tratamento. No caso, de Paco, que, indiretamente, a induz a sair de seu regime.

Agora Nicole terá que fazer uma escolha: ser magra e voltar a ficar solteira, ou ter um relacionamento estável, mas gorda ao lado do homem que ama.

– No jantar entre Santiago, Nicole, Paco e Mel, a garota pergunta o que é “escombro“. Santiago responde e, como estavam falando de teatro, ele complementa: “Como a Cultura do Brasil, que resiste bravamente.

Elite racista

Um Lugar ao Sol

– Morreu a tia rica de Elenice, por quem ela teve um súbito interesse nas últimas semanas. Na verdade um interesse financeiro. Na conversa com a empregada Penha (para quem a falecida deixou sua herança) um show de racismo: “Você gosta de um bom barraco. Normal, está no sangue. Cada macaco no seu galho“. Elenice acaba denunciada por injúria racial.

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Em um diálogo à mesa com Bárbara e Renato, Elenice profere absurdos que encheriam de orgulho boa parte da elite brasileira e de muitos políticos:

Elenice:Hoje em dia, tudo é crime. É a ditadura do politicamente correto. É engraçado! Ao mesmo tempo em que eles exigem os seus direitos, eles vêm falar em liberdade de expressão. Veja a empregada doméstica. Hoje em dia ela é a rainha da cocada pret… não, não pode falar essa palavra!. O que quero dizer é que elas têm mais direitos que funcionário público de carreira.

Bárbara, concordando:Acho tão excessivo isso!“.

Renato: “Elenice, se você não quiser ser intimada de novo, quando sair na rua, não segue falando esse tipo de coisa. Dá licença“, e se levanta.

Elenice: “Pera aí meu filho, eu acabei de chegar!“.

Renato: “Se você está na mesa com dois racistas e continua sentado, você tem um terceiro racista“.

Elenice inconformada conclui: “Eu juro que não criei esse menino assim“.

Bem, não criou mesmo, esse menino.

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