Programa da Globo só deveria voltar se erros do passado forem corrigidos

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André Santana

Clássico programa da Globo que mostrava os bastidores da emissora e reverenciava o seu acervo, o Vídeo Show pode retornar ao ar em breve. De acordo com o site Notícias da TV, já existe uma movimentação na emissora para resgatar a atração, que teve um fim melancólico e apressado no início de 2019.

Video Show

O retorno do Vídeo Show em 2023 seria uma boa pedida, e por vários motivos. Um deles é justamente a efeméride, tendo em vista que a revista eletrônica completará 40 anos de sua estreia. Celebrar esta importante marca no ar seria bastante simbólico e oportuno.

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Outro motivo é a efervescência dos bastidores da Globo e suas diversas plataformas nos últimos meses. As novas novelas, as trocas de apresentadores, as experimentações do Globoplay… tudo isso rende pauta no programa, com alto potencial de interesse do público. Basta ver o sucesso que a repercussão de Pantanal tem feito nos programas matinais do canal.

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O cancelamento

Balanço Geral

Porém, é sempre importante lembrar que o cancelamento do Vídeo Show não foi à toa. O programa, em seus últimos anos, andava mal das pernas e definhava diante do público.

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Pautas fracas e preguiçosas, trocas constantes de apresentadores, mudanças cosméticas que pouco acrescentavam à atração, enfim. Tudo isso ajudou a desgastar o Vídeo Show. Paralelamente, a Record aproveitou este vácuo para avançar com seu A Hora da Venenosa, do Balanço Geral, que começou a fazer sucesso em várias praças.

Na Grande São Paulo, principal mercado publicitário do país, as fofocas de Fabíola Reipert conseguiram alcançar a liderança na concorrência com o Vídeo Show, o que acabou provocando mais transformações pouco úteis e, por fim, seu cancelamento.

Erros

Video Show

Ou seja, caso o Vídeo Show realmente ganhe uma nova chance na grade da Globo, erros como os que foram cometidos em seus anos derradeiros devem ser evitados. Um deles foi, justamente, tentar imitar a concorrência e trazer notícias de celebridades. Fofocas “chapa branca” são desinteressantes e não combinam com o Vídeo Show.

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Além disso, o Vídeo Show errou demais em seu cast na sua fase final. Buscando um público “jovem” e “conectado”, a atração apostou em nomes que fazem sucesso nas redes sociais, como Matheus Mazzafera. O programa também teve Vivian Amorim e Fernanda Keulla, que eram simpáticas, mas sem domínio dos assuntos tratados ali. Com isso, as entrevistas ao vivo não rendiam.

Por fim, o Vídeo Show precisa retornar mais consciente de sua proposta na atualidade, já que bastidores por bastidores nem sempre são interessantes. As redes sociais e a internet já desmistificam grande parte da produção da emissora e, neste contexto, o Vídeo Show precisa trazer algo novo, como um “curador” capaz de mostrar o que realmente vale a pena acerca dos segredos das produções do canal.

Este é um problema que poderia ser drasticamente reduzido se o Vídeo Show retornasse semanal. Com o programa indo ao ar uma vez por semana, sua equipe teria condições de promover pautas mais elaboradas e interessantes. Além disso, a atração fugiria da concorrência com os programas de fofocas.

Nomes fortes

Miguel Falabella

O Vídeo Show também carece de nomes fortes para sua condução. Durante anos, Miguel Falabella foi o rosto da atração, imprimindo uma identidade muito forte ao vespertino. Depois, a dupla André Marques e Angélica segurou bem este legado.

Porém, mais tarde, o programa foi ganhando apresentadores novos a todo o momento, o que o descaracterizou. Em 2015, com Otaviano Costa e Monica Iozzi, o Vídeo Show voltou a ter um rosto (ou, no caso, dois), mas a parceria durou pouco e o problema da falta de identidade prevaleceu.

Segundo o site Notícias da TV, nomes como Maisa Silva, Ana Clara Lima e Paulo Vieira estão cotados para a nova fase. São bons nomes que, se bem aproveitados, podem render. A conferir.

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