Primeira versão de O Cravo e a Rosa marcou despedida de Antonio Fagundes

Primeira versão de O Cravo e a Rosa marcou despedida de Antonio Fagundes

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Na iminência de perder suas terras, Julião Petruchio, um homem rude, recebe a missão de domar Catarina, temperamental e feminista figura da década de 1920. Conhece essa história?

Adriana Esteves e Eduardo Moscovis em O Cravo e a Rosa

Se você pensou em O Cravo e a Rosa, acertou. Mas, antes do sucesso de Walcyr Carrasco na Globo, o mesmo ponto de partida para essa trama foi feito em O Machão, que exibida entre 1974 e 1975 pela Tupi.

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A novela era uma reedição de A Indomável, que Ivani Ribeiro escreveu na TV Excelsior, em 1965. Ou seja, O Cravo e a Rosa, que volta dia 6 de dezembro na Globo, é uma espécie de remake do remake.

Ivani Ribeiro

Em O Machão, depois dos primeiros 43 capítulos, Ivani foi cuidar de A Barba Azul, que seria a próxima novela das sete do canal dos Diários Associados, e passou o bastão para Sérgio Jockyman.

Após a troca de autor, a comédia rasgada tomou conta da novela.

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Protagonistas

Antônio Fagundes e Maria Isabel de Lizandra em O Machão

Antonio Fagundes e Maria Isabel de Lizandra, após o sucesso de seus personagens em Mulheres de Areia, foram colocados como protagonistas da produção, vivendo, respectivamente, Julião e Catarina.

Além do casal protagonista, também estiveram na novela Rogério Márcico, Irene Ravache, João José Pompeo, Jacques Lagoa, Liza Vieira, Flávio Galvão, Clarissa Abujamra, Elias Gleizer, Liana Duval, Etty Fraser e muitos outros.

Personagens que se destacaram em O Cravo e a Rosa já estavam lá, como o banqueiro Batista; o casal Dinorá e Cornélio; Bianca, Edmundo, Mimosa, Calixto e muitos outros.

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Despedida

Antônio Fagundes em Saramandaia

A atração teve algumas particularidades: seus capítulos tinham apenas 20 minutos e não apresentavam intervalos comerciais; a cada nove episódios, mudava-se completamente o rumo do enredo, como se fosse um seriado; as gravações começaram em preto e branco, mas, durante a exibição, a novela passou a ser exibida a cores; e nas vinhetas o personagens, especialmente Petruchio, rugiam como se fossem leões, fazendo graça.

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Essa foi a última novela de Antonio Fagundes na Tupi. Ele pediu um aumento para a emissora, que, pelo contrário, queria diminuir seu salário.

“Ao comprar uma câmara na Inglaterra, a Tupi não discute o preço da máquina porque ela é insubstituível. Em compensação, diminui o salário do ator. Quanto mais cara é a máquina, menor é o salário do ator. E bem ou mal, a emissora aplicou em cima de mim, durante dois anos, desde Mulheres de Areia. Agora, com a explosão de O Machão, devo estar dando lucros razoáveis. Se me deram o papel de protagonista nesta novela é porque reconhecem o ator que sou”, explicou o ator à revista Amiga, em 22 de janeiro de 1975, explicando que gravaria suas cenas até 31 de janeiro, quando seu contrato expiraria.

Revoltado com a atitude, o ator deixou a casa e seguiu para a Globo, onde estreou em Saramandaia (foto acima), em 1976, e ficou até o ano passado.

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