Convites não faltaram: entenda por que Renée de Vielmond deixou as novelas - TV História

Convites não faltaram: entenda por que Renée de Vielmond deixou as novelas

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Quando Paraíso Tropical estreou, em 2007, Renée de Vielmond estava longe da televisão desde 1998, quando participou de um episódio da série Mulher. No entanto, o retorno ficou nisso mesmo: depois disso, a atriz sumiu de vez da telinha, sendo vítima até de uma gafe de Fausto Silva.

Nascida Renée Le Brun de Vielmond, no Rio de Janeiro (RJ), em 14 de julho de 1953, estreou no palco aos cinco meses de vida, no circo de suas tias avós. Em 1968, foi convidada pelo diretor Antunes Filho para fazer um teste para um filme. Aprovada, estreou na telona em Compasso de Espera, aos 16 anos. Em seguida, também foi atuar na televisão, na TV Cultura.

Sua primeira novela foi Meu Pedacinho de Chão, produzida pela Globo e pela Cultura em 1971. Em seguida, esteve em O Bofe (1972), A Revolta dos Anjos (1972) e Jerônimo, o Herói do Sertão (1974).

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Seu primeiro papel de grande destaque foi Marina, de Escalada (1975). Em seguida, foi a Léa, da primeira versão de Anjo Mau (1976).

Depois disso, participou de Pecado Rasgado (1978), Amizade Colorida (1981), Brilhante (1981), Moinhos de Vento (1983) e Guerra dos Sexos (1983). Outro papel de destaque veio em 1983, quando esteve em Eu Prometo, última novela de Janete Clair.

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Em seguida, sua participação na televisão começou a diminuir. Esteve em Novo Amor (1986), Olho por Olho (1988) e Fronteiras do Desconhecido (1990), produções da Manchete.

Em 1990, teve destaque como Aída Baroni, em Barriga de Aluguel, na Globo. Depois, participou de De Corpo e Alma (1992), Pátria Minha (1994) e Explode Coração (1995), sua última novela antes de Paraíso Tropical.

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Se afastou do veículo após rápidas presenças em Malhação (1997) e Mulher (1998), aceitando convite de Gilberto Braga para retornar ao vídeo em 2007.

Na trama, viveu Ana Luísa, a esposa dedicada de Antenor Cavalcanti (Tony Ramos), com quem era casada há mais de 30 anos. De boa família, fina, bonita, culta e educada, não reparou o quanto se anulou ao longo da relação com o marido. Era traída constantemente, mas não desconfiava de nada.

Ainda sofria pela perda de seu único filho, vítima de um acidente de automóvel, e, por isso, passou a ter fobia de dirigir. Ao longo da trama, reencontrou em Lucas (Rodrigo Veronese), mais novo do que ela, a alegria de viver um grande amor.

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A participação da atriz seria rápida, mas, como agradou ao público, ela acabou permanecendo na trama por mais tempo. Após a personagem ir para os Estados Unidos com o amado, na metade da trama, Renée voltou a gravar na reta final.

Depois disso, a atriz abandonou de vez as novelas, voltando a se dedicar à carreira acadêmica. Mesmo assim, convites não faltaram. “Recebo inúmeras convites, mas nem sempre são personagens para os quais eu me sinta adequada e, além disso, trabalhar em TV exige suportar o ritmo industrial”, declarou à colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, em 2014.

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Ainda em 1998, Renée, decidiu retornar seus estudos, ingressando no curso de História da PUC-RJ. Ela foi casada com José Wilker, com quem teve uma filha, a roteirista Mariana (foto acima). Desde a morte do ator, em 2014, ela também tem se dedicado a preservar a grandiosa coleção de livros e filmes que Wilker mantinha.

Com recém-completados 68 anos, a atriz acabou passando por um constrangimento em 2016, quando Faustão disse, no Domingão, que ela havia morrido. “Uma atriz extraordinária, inesquecível, falecida algum tempo atrás”, disse ao entrevistado, Rodrigo Santoro, que foi par romântico dela em Explode Coração e não corrigiu a gafe.

Após o intervalo, o apresentador fez a correção. “A Renée de Vielmond está mais viva do que nunca. Nós é que estamos com muita saudade dela, porque faz tempo que ela não aparece por aqui”, declarou.



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