Jamanta não morreu? Por onde anda Cacá Carvalho, que viveu o inesquecível personagem

Cacá Carvalho é o nome artístico de Carlos Augusto Carvalho Pereira. O ator nasceu em Belém (PA) no dia 24 de abril de 1953. Ele começou sua carreira no teatro em sua cidade-natal, no final da década de 1960.

Em 1978, esteve no elenco da montagem antológica de Macunaíma feita por Antunes Filho. Posteriormente, morou diversos anos na Europa, onde teve contato com grandes nomes do teatro.

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Seu primeiro papel de destaque na televisão foi uma participação na fase inicial da novela Renascer (1993), quando viveu o violento Venâncio, pai de Maria Santa (Patrícia França).

Voltou às novelas em 1998, quando fez em Torre de Babel o papel que marcou sua carreira: Ariovaldo da Silva, eternamente conhecido como Jamanta.

Na novela, ele vivia no ferro-velho de Agenor (Juca de Oliveira). Ao final da trama, descobre-se que, na verdade, ele era filho de Agenor, que sumiu na explosão do shopping, com Diolinda (Cleyde Yáconis).

Em 2000, Cacá esteve na minissérie A Muralha, da Globo, como Frei Carmelo.

Já em 2005, aconteceu um fato raro: o personagem de uma novela volta a aparecer em outra trama. Jamanta estava de volta em Belíssima, de Silvio de Abreu, o mesmo autor de Torre de Babel. Desta vez, o personagem batia cartão na oficina de Pascoal (Reynaldo Gianecchini).

O ano de 2007 foi o último com atuações de Cacá Carvalho na televisão: juiz corregedor na minissérie A Pedra do Reino (Globo), Severino na série Mandrake, da HBO, e Nestor na montagem de O Cego e o Louco na TV Cultura. Ele também esteve no elenco da série 171 – Negócios de Família, exibida no canal Universal, e na série Cine Holliúdi, da Globo.

Apesar dos poucos papeis na televisão, Cacá Carvalho é um renomado ator do teatro brasileiro, tendo participado de diversas montagens. Em 1999, após Torre de Babel, Cacá foi para Belo Horizonte (MG) para dirigir o Grupo Galpão em Partido (1999), adaptação teatral do livro O visconde partido ao meio, de Ítalo Calvino.

O ator tinha um projeto de teatro no bairro da Barra Funda, em São Paulo (SP), chamado Casa Laboratório. No entanto, a crise – e a consequente falta de apoio financeiro – fez o espaço suspender suas atividades há alguns anos anos. O projeto rendeu excelentes frutos. Exemplo: a atriz Laila Garin, estrela de diversos musicais em cartaz nos últimos tempos, como Elis, participou da Casa Laboratório.

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O ator esteva em cartaz no Sesc Pinheiros, em São Paulo, com a peça A Próxima Estação – Um Espetáculo para Ler. A história era centrada no casal Violeta e Massimo, que, juntos, repassam o curso de suas vidas em seis estações, marcadas por intervalos de uma década, ao longo de 50 anos, de 2015 a 2065. Detalhe: o diálogo não era encenado, mas lido pelo ator.

Cacá Carvalho também esteve em cartaz em São Paulo com o monólogo 2×2 = 5 – O Homem do Subsolo, inspirado no romance Memórias do Subsolo, de Fiódor Dostoiévski.

Sobre os anos longe da TV, o ator disse ao blog de Miguel Arcanjo Prado que “ninguém se afasta da TV, a TV que não tem chama. (…) Se me chamarem eu estudo e vejo a possibilidade de fazer”. No entanto, na mesma conversa, ele disse que não consegue ficar sem fazer teatro.



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