Pandemia do novo coronavírus expõe a soberania do jornalismo da Globo



A pandemia do novo coronavírus vem provocando um caos no mundo e inúmeras mortes. Praticamente todos os países adotaram várias medidas de emergência para conter a contaminação e o isolamento social é a principal delas. No Brasil não é diferente. Mas esse momento tão preocupante tem algo positivo: a volta da valorização da imprensa no país, após um período onde a maioria das pessoas confiava mais em notícias falsas de correntes em WhatsApp. E a soberania da Globo novamente ficou em evidência.



A emissora foi a primeira a interromper os trabalhos no entretenimento em prol da segurança de seus funcionários e maior importância do jornalismo. Não demorou para as concorrentes copiarem as medidas. A maior surpresa foi o fim das novelas inéditas. Fato jamais visto desde o surgimento da Globo em 1965. Mas os programas também foram suspensos, como “Mais Você”, “Se Joga” e “Encontro com Fátima Bernardes”. Todos os telejornais tiveram suas durações estendidas, inclusive os locais, para preencher o tempo de grade com mais informação para o público.

“Bom Dia Brasil”, “Jornal Hoje” e “Jornal Nacional” têm durado costumeiramente quase duas horas diárias. É muita notícia sobre o Brasil e o mundo em meio ao caos da pandemia. Claro que Record, Band, SBT e Rede TV! têm feito coberturas sobre o coronavírus com bastante intensidade, mas não tem como estabelecer um comparativo com a Globo.



A líder tem sido a principal fonte de informação da população e muitas vezes cumprido uma função que deveria ser do governo. Será que as pessoas aceitariam o isolamento social se não fosse pela cobertura intensa da proliferação do vírus?

É importante elogiar outra atitude da emissora que deu certo: a criação de um novo programa especialmente para a cobertura do caso. O “Combate ao Coronavírus” é apresentado pelo ótimo Márcio Gomes e sempre conta com a presença de dois médicos para o esclarecimento de dúvidas dos telespectadores. Várias vezes são ensinadas técnicas de higiene em casa ou excepcionalmente na rua, além de respostas sobre o risco de contágio em objetos ou sintomas mais graves da doença que é ainda mais perigosa para idosos e crianças. Recentemente, o apresentador ensinou a fazer uma máscara de pano e o vídeo ‘viralizou’ nas redes.

Não é por acaso que a audiência da emissora cresceu tanto. Claro que o fator quarentena tem muito a ver com o fato e por isso é desonesto estabelecer comparativos dos números nas novelas reprisadas, por exemplo. Não é surpreendente que algumas vezes ultrapassem a média das inéditas que saíram do ar. Mas os expressivos números dos telejornais provam o interesse da população. Na média das 24 horas, a Globo não registrava um resultado tão bom em um mês de março desde 2008.



Segundo dados do Kantar Ibope, o canal registrou média de 15 pontos e 36% dos aparelhos ligados em março. Um aumento de dois pontos comparado ao mesmo mês de 2019. Porém, as concorrentes não apresentaram aumento. A Record teve perda de um ponto (de 6 para 5 pontos), enquanto Band (2 pontos), SBT (6 pontos) e Rede TV! (1 ponto) mantiveram seus índices. Já no horário nobre, das 18h à 0h, a Globo ainda registrou 27 pontos, um aumento de cinco pontos em relação a 2019. É algo significativo.

A questão do coronavírus está assustando o mundo, mas vai passar. Ao menos é o que todos esperam. Mas enquanto esse momento tenso não acaba, é muito importante seguir as orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e acompanhar os telejornais para se manter sempre bem informado sobre a melhora ou piora da pandemia. E o jornalismo da Globo mais uma vez se destaca.






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