Pobre e esquecido, pai do mundo cão na televisão morria há 16 anos

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Fenômeno do rádio e da televisão brasileira, Jacinto Figueira Júnior era amado por muitos e temido por outros.

O apresentador nasceu no dia 4 de dezembro de 1927, na capital paulista, e iniciou sua carreira artística como músico, na banda Júnior e Seus Cowboys.

Nos anos 1960, estreou na televisão e teve um programa de grande sucesso no rádio.

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Sapato branco

Em 1968, passou a comandar o programa semanal O Homem do Sapato Branco na então novata Globo, levando a emissora, junto com o Programa Silvio Santos, a alcançar a liderança.

A abertura da atração focalizada os passos de um par de sapatos brancos, em um ambiente esfumaçado, com fundo musical sinistro.

O adereço que fez sua fama, segundo ele, veio da obra do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, que exaltava os profissionais que usavam branco.

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Carreira política e mundo cão

Posteriormente, foi eleito deputado estadual, com votação expressiva, mas foi cassado pelo regime militar logo em seguida, após arrumar algumas confusões.

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Na televisão, além da Globo, também passou por Band, Record e SBT. Nesta, além de seu programa, também fez reportagens para o jornalístico Aqui Agora.

É considerado o pai do gênero “mundo cão” na televisão, deixando seu legado para atrações como O Povo na TV, Aqui Agora, Márcia, Programa do Ratinho e os atuais programas Cidade Alerta e Brasil Urgente.

O que aconteceu com Jacinto Figueira Junior, o Homem do Sapato Branco?

Em 2001, Jacinto sofreu um derrame e ficou com uma série de sequelas, incluindo problemas de locomoção e de audição.

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O apresentador tinha dívidas e passou por diversos problemas financeiros. Ele morreu no dia 27 de dezembro de 2005, aos 78 anos, no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, em virtude de problemas pulmonares.

“Após tudo isso, apenas digo que somos inquilinos do mundo. A vida passa depressa demais”, declarou, em entrevista à Folha de S.Paulo em 30 de julho de 2000.

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Leonel Aguiar, que trabalhou muito anos com o apresentador, enviou o seu relato sobre Jacinto.

“O lendário Homem do Sapato Branco era aposentado como jornalista, morava no Paraíso, um bairro nobre de São Paulo e tinha uma vida digna. Sobre dívidas e problemas de saúde, são coisas normais para aqueles que deixam a mídia, principalmente naquela época.

Por ser um artista de grande apelo popular, seus eventos recebiam expressivo número de público, às vezes sem a estrutura necessária do poder público o que gerava controvérsias. Por fim, a foto da matéria onde Jacinto aparece idoso é da página O Homem do Sapato Branco, cujos créditos devem ser dados.

A matéria corresponde com a verdade de uma carreira vitoriosa”, escreveu.



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