Onça atacou atriz em gravação da Globo: “Podia ter quebrado o pescoço”

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Um incidente marcou as gravações de Hilda Furacão no início de 1998. A atriz Priscila Gontijo, então com 22 anos, levou uma mordida de uma onça e foi parar no hospital.

Priscila Gontijo

Priscila cursou a Oficina de Atores da Globo e teve seu primeiro trabalho na emissora no ano anterior, com uma pequena participação em Anjo Mau, vivendo uma das clientes de Casa de Noivas de Goreti (Lilia Cabral).

Na minissérie, ela vivia a personagem Lurdinha. Na cena em questão, a moça se apavora com o bicho de estimação de Tunico Mendes (Stênio Garcia) e saía gritando para proteger-se nos braços dele.

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Experiência traumática

Hilda Furacão

Após o ataque, Priscila foi levada para uma clínica na Barra da Tijuca, onde fez curativos, colocou um colar ortopédico e tomou vacinas contra tétano e raiva.

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“Foi traumático, mas agora já estou tranquila. A Globo está me dando assistência e pagando todas as despesas médicas”, declarou a atriz ao jornal O Globo de 11 de fevereiro de 1998.

O pai de Priscila, Ricardo Gontijo, estava muito assustado com o incidente.

“Foi sorte ela não ter morrido”, declarou ao Jornal do Brasil de 10 de fevereiro daquele ano.

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Ao jornal O Globo, Stênio também falou sobre o incidente, ressaltando que a jovem ficou muito nervosa.

“Ela chorou muito. Sorte que o leopardo não trincou os dentes como fazem os animais com suas presas. Do contrário, poderia até ter quebrado o pescoço dela. Eu passei quatro dias com a onça, a alimentei, deixei que ela me cheirasse, para criar intimidade. O animal foi dócil comigo o tempo todo. Gravei mais de 30 cenas com ele. Priscila estava abraçada comigo momentos antes de ser mordida. Depois eu a levei para uma cama e o leopardo veio por trás e deu a mordida. Os tratadores acreditam que ela tenha ficado com ciúmes”, explicou.

Flávio Farney Xavier era o adestrador da fêmea, chamada Scarlet, e garantiu que ela era mansa e estava acostumada aos estúdios.

“A Scarlet já gravou a minissérie O Coronel e o Lobisomem e o filme O Guarani, com Norma Bengell, e nunca deu problemas”, explicou. “Ficam seis pessoas no estúdio, treinadas para entrar em ação caso aconteça alguma coisa”, completou, em declaração ao JB.

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Roteirista e escritora

Priscila Gontijo

Priscila, na época usava o sobrenome Luz, não deu andamento na carreira de atriz de novelas, mas se tornou bem-sucedida como roterista e escritora.

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É mestre em Literatura e Crítica Literária e Licenciada em Língua Francesa e Língua Portuguesa pela PUC/SP e doutoranda no Programa de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela FFLCH/USP.

Integrou o Núcleo de Dramaturgia do CPT, coordenado por Antunes Filho. É fundadora da Companhia da Mentira e autora de peças como Soslaio, A vida dela, Funâmbulas, Uma noite sem o aspirador de pó e Deadline.

Em 2016, publicou Peixe cego (7Letras), romance finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, e, mais recentemente, O Som dos Anéis de Saturno, pela mesma editora.

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