Apesar do nome equivocado, novo programa da Globo é um besteirol delicioso

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No dia 10 de agosto, a Globo estreou seu novo talent show, The Masked Singer Brasil, baseado no formato original sul-coreano King of Mask Singer. Comandado por Ivete Sangalo e tendo Rodrigo Lombardi, Taís Araújo, Simone e Eduardo Sterblitch no júri, a atração – uma coprodução da Globo com a Endemol Shine Brasil – tem uma proposta bastante diferente e nunca vista até então no país. Parece uma disputa clássica de calouros, mas não é.

Nomes de diferentes áreas se enfrentam em um desafio musical com fantasias belíssimas. Na competição, são 12 personalidades já conhecidas pelo público, mas todas fantasiadas, cobertas da cabeça aos pés. Alguns são cantores profissionais e outros não.

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Resta a cada um dos jurados, além de julgar, tentar adivinhar – junto com o telespectador – quem é o artista mascarado apenas por sua performance. O mistério em torno do nome do mascarado se dá até o final, já que a cada semana, apenas o eliminado do dia revela a sua identidade para todos.

Durante cada programa o público pode contar com um espetáculo completo, com apresentações especiais que misturam os convidados, jurados e até a apresentadora. Em seguida, é a vez dos mascarados se apresentarem, sempre em duelos.

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Cabe aos jurados escolherem quais foram os melhores e os piores da noite. Com isso, os dois participantes que estão na zona de risco duelam e quem perde tem sua identidade revelada, deixando a competição. Lendo fica difícil de entender, mas basta assistir ao programa para captar melhor o formato. Não é tão complicado quanto parece.

A estreia surpreendeu e divertiu. Já o segundo programa, nesta terça (17), se mostrou tão bom quanto. As fantasias são luxuosas e o formato soa ridículo, mas quando você assiste fica difícil não se prender em meio a vários palpites sobre a identidade de cada participante.

Simone e Rodrigo Lombardi não parecem à vontade no júri; já Taís Araújo e Eduardo Sterblitch entenderam o objetivo do programa e protagonizam várias situações engraçadas, além de realmente se divertirem. Aliás, os jurados têm a função de mentir bem. Eles realmente não sabem nada sobre os competidores, mas a voz de alguns dá para adivinhar sem dificuldades, como foi o caso de Sidney Magal, o primeiro eliminado, como Hot dog, e Sandra de Sá, de Girassol.

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Só é difícil entender a razão para a não adaptação do nome. Afinal, é preciso constatar que o título escolhido pela emissora foi no mínimo equivocado. Poderiam ter colocado um nome mais simples de ser dito. Se o desejo é popularizar a atração, já começaram errado.

Mas, deixando a questão de lado, o formato ao menos é diferente das inúmeras disputas musicais que proliferam em todos os canais, incluindo na própria Globo com os desgastados The Voice Brasil e The Voice Kids.

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O maior desafio da produção será manter em sigilo o time escalado. Alguns sites já divulgaram todos os nomes que estão na disputa, o que tira toda a graça do programa. Resta aguardar para ver se conseguiram mesmo identificar todos os contratados ou não, e se o vazamento vai prejudicar muito o conjunto. Por enquanto está tudo ótimo.

O segundo programa, exibido nesta terça (17), foi impagável e surpreendente com Renata Ceribelli cantando vestida de Brigadeiro.

Além da Globo, o reality ainda é exibido no Multishow, com reprises às quartas-feiras. A carismática Camilla de Lucas, influencer e ex-BBB 21, também está no time e foi colocada como repórter, entrevistando os participantes.

The Masked Singer Brasil, com direção artística de Adriano Ricco e Marcelo Amiky (Endemol Shine Brasil), teve um começo agradável e funcionou como um bom entretenimento para as noites de terça. É um besteirol caprichado.

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