Novo programa de Fernanda Gentil na Globo causou a pior das impressões

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Ao invés de substituir o The Voice Kids na grade vespertina com mais filmes, a Globo resolveu dar um novo programa para Fernanda Gentil aos domingos.

Com isso, acabou subitamente com o Se Joga aos sábados, que já tinha retornado em 2021 de uma forma bem pouco planejada, após uma avalanche de críticas ao fracassado formato diário da atração (em 2019/início de 2020), que logo acabou com a chegada da pandemia do novo coronavírus. O novo desafio da apresentadora tem o estranho nome de Zig Zag Arena.

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O programa é quase uma espécie de Olimpíadas do Faustão (quadro de sucesso e até hoje lembrado do Domingão na década de 90) modernizado através de muitas luzes e tecnologia.

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O palco de 1500 m², inspirado em um gigantesco e multicolorido tabuleiro de pinball – há o objetivo de relembrar várias brincadeiras da infância -, conta com um campo de camas elásticas, além de escorregas e muitos obstáculos. É um cenário luxuoso e que custou um bom investimento da Globo, deixando claro que a intenção da emissora é emplacar mesmo o formato.

As partidas acontecem em três fases: Pique-Pega, Megaball e Tudo ou Nada. Assim como no mundo dos esportes, todas as etapas são narradas por um profissional. Everaldo Marques, conhecido no canal pago Sportv e que caiu nas graças do grande público com suas recentes narrações das Olimpíadas de Tóquio, é o escalado para observar cada lance e transmitir toda a energia para o telespectador.

Ao lado dele, a jogadora Hortência e o humorista Marco Luque comentam os melhores momentos. A competição é realmente levada a sério, embora o objetivo seja a diversão de quem assiste.

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Famosos e anônimos – em grupos formados por atores, humoristas, cantores, apresentadores e ex-participantes de reality – competem entre si. Além deles, também participarão profissionais de diversas áreas de atuação, como médicos, garis, enfermeiros, advogados, enfim.

Os anônimos da atração de estreia, neste domingo (03/10), foram os profissionais da saúde. Dois times, com seis participantes em cada lado – três homens e três mulheres -, se enfrentam nas três fases já mencionadas. E todos precisam traçar estratégias para uma boa organização. A equipe vencedora leva R$ 30 mil.

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A premissa é bem interessante. Reunir um amontoado de brincadeira infantis clássicas valendo um prêmio em dinheiro e com regras que deixam a disputa séria – lembra até um pouco a sinopse de Round 6, nova série de sucesso da Netflix.

Todavia, na prática não funcionou. Muita informação visual. É um exagero. Fica difícil prestar atenção em alguma coisa. As regras são confusas: não vale nada a equipe criar vantagem na primeira e segunda etapas porque o que decide o jogo é a fase final. Então qual a razão para o esforço dos grupos nas duas primeiras? Não faz o menor sentido.

Para culminar, os comentaristas falam um em cima do outro e não havia a menor necessidade de tê-los ali. Isso ainda diminui a relevância de Fernanda Gentil.

Aliás, coitada da apresentadora. Não vem tendo sorte na área de entretenimento da Globo. Até hoje só ganhou programa ruim. Claro que foi apenas a estreia do novo formato, mas causou a pior das impressões.

O Zig Zag Arena é um formato inédito, criado pelo gênero de reality show dos Estúdios Globo, com direção artística de Raoni Carneiro e direção de gênero de Boninho.

Embora seja chamado de ‘novidade’, o programa em si não tem nada de realmente novo. Nada mais é do que uma simples disputa entre equipes em um cenário de encher os olhos. Funcionaria como um bom passatempo, mas a premissa se mostrou equivocada na prática. Talvez seja bem divertido para quem participe. Só que a experiência não é compartilhada com quem assiste. Não deve durar na grade da Globo.

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