Novela que terminava em 2000 inovou na abertura, mas não cativou o público - TV História

Novela que terminava em 2000 inovou na abertura, mas não cativou o público

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Após o êxito de Era uma Vez, em 1999, Walther Negrão e o saudoso diretor Jorge Fernando repetiram a parceria em Vila Madalena, novela que terminava há exatamente 21 anos na Globo, em 6 de maio de 2000.

No entanto, desta vez o sucesso não veio. Insossa, a trama não cativou o público e ficou marcada por não ter uma abertura fixa. Pela primeira vez, a Globo colocava diversos clipes da trilha sonora para ilustrar a abertura. Os créditos eram inseridos nos vídeos simulando o movimento do trânsito das ruas.

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Foram mostrados clipes de canções de cantores conhecidos, como Ana Carolina, com Tô Saindo, Lenine, com Paciência, Lulu Santos, com Aquilo, Maria Bethânia, com Resto de Mim, e Milton Nascimento, com Certas Coisas, até bandas que sumiram algum tempo depois, como LS Jack, com a música homônima, e Mr. Jam, com Rebola na Boa.

Os vídeos foram feitos pela própria Globo, com os custos sendo pagos pelas gravadoras – R$ 30 mil cada. Foi uma excelente forma de divulgar os artistas e também a trilha da produção.

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Ambientada, evidentemente, na Vila Madalena, a trama mostrava a história dos casais Solano (Edson Celulari) e Eugênia (Maitê Proença) e Pilar (Cristiana Oliveira) e Roberto (Marcos Winter). O grande vilão era Arthur (Herson Capri).

Feita a partir de uma sugestão de Negrão, a trama queria mostrar uma São Paulo diferente do que se costumava ver no vídeo e atrair o público paulistano para a emissora. Com isso, gravações foram feitas no próprio bairro, onde o autor morava, e também contaram com a participação de conhecidas figuras locais.

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Vila Madalena manteve a média do Ibope da Globo, registrando 32 pontos na estreia. O recorde foi de 38 pontos, no episódio 82. Com o último capítulo marcando 39, a média geral da obra ficou na casa dos 32 pontos.

Exibida em 155 capítulos, a novela está longe de ser um fracasso, mas nunca foi reprisada e dificilmente é lembrada pelo público, que simplesmente a esqueceu.



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