Oficial: novela nunca reprisada pela Globo voltará em janeiro

Emissora surpreendeu com a escolha de um título pouco lembrado pelo público

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Andando nas Nuvens (1999) é uma novela pouco lembrada pelo público. Escrita por Euclydes Marinho e estrelada por nomes como Marco Nanini, Débora Bloch e Mariana Ximenes, a trama apresentou um resultado mediano na faixa das sete da Globo.

Fernanda Rodrigues, Caio Blat e Mariana Ximenes em Andando nas Nuvens
Fernanda Rodrigues, Caio Blat e Mariana Ximenes em Andando nas Nuvens (Divulgação / Globo)

Por isso mesmo, causa surpresa o fato de a novela ganhar uma nova chance da Globo. A produção vai substituir Corpo Dourado na faixa das 13 horas do canal Viva no ano que vem.

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Nova chance

Marco Nanini - Andando nas Nuvens
Marco Nanini em Andando nas Nuvens (Divulgação / Globo)

A volta de Andando nas Nuvens começou a ser ventilada quando o perfil do Grupo Nós TV no X (antigo Twitter) divulgou que a novela tinha sido registrada na Ancine recentemente. Depois, o jornalista Duh Secco informou que a novela era a escolhida para substituir Corpo Dourado na faixa das 13 horas do canal Viva, informação confirmada pela emissora.

A escolha chama a atenção porque Andando nas Nuvens é uma trama pouco lembrada pelo grande público. A novela marcou a estreia de Euclydes Marinho como autor titular solo em uma novela – anteriormente, ele havia colaborado em Brilhante (1981) e assinado Mico Preto (1990) com Marcílio Moraes e Leonor Bassères.

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A produção marcou também o retorno de Marco Nanini aos folhetins, formato do qual estava afastado havia seis anos, desde Pedra sobre Pedra (1992). Em Andando nas Nuvens, ele era o protagonista Otávio Montana, que acordava após 18 anos e encontrava um mundo totalmente diferente.

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A trama de Andando nas Nuvens

Debora Bloch
Débora Bloch como Julia Montana em Andando nas Nuvens (divulgação/Globo)

Andando nas Nuvens começa quando Otávio Montana ainda dorme numa cama de hospital por conta de uma encefalite letárgica, conhecida como a doença do sono. Isso aconteceu depois que ele testemunhou o assassinato de seu pai, mas acabou empurrado do alto da varanda de sua casa.

18 anos depois, ele recebe uma descarga elétrica no hospital onde fazia um novo tratamento para sua doença e desperta. No entanto, Otávio não se lembra dos últimos anos antes de cair adormecido. Ele só se lembra que era noivo de Eva Rocha, mas não fazia ideia de que havia tido três filhas com ela – todas já adultas!

A trama explora a curiosidade e ingenuidade de Otávio diante de um novo mundo, cheio de “modernidades”, como CD player e videocassete. Andando nas Nuvens também é centrada nas três filhas do protagonista: a intrépida jornalista Julia (Débora Bloch), a “casamenteira” Bete (Vivianne Pasmanter) e a doce noviça Celi (Mariana Ximenes).

O vilão da história é San Marino (Claudio Marzo), um poderoso empresário que foi apaixonado por Eva no passado e, atualmente, projeta essa paixão em Julia – que todos dizem ser a cara da mãe! Ele é casado com Gonçala (Susana Vieira), que, por sua vez, se apaixona por Otávio.

 

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Recepção morna

Isabela Garcia e Otávio Augusto em Andando nas Nuvens
Isabela Garcia e Otávio Augusto em Andando nas Nuvens (divulgação/Globo)

Com 197 capítulos, Andando nas Nuvens foi dirigida por Dennis Carvalho e exibida entre março e novembro de 1999 na faixa das 19 horas da Globo. A novela estreou com recepção morna. A crítica se dividiu e a audiência ficou abaixo do esperado. No entanto, o autor conseguiu contornar a crise inicial e a novela terminou com 33 pontos de média geral – a emissora esperava 35. Ou seja, não foi um sucesso, mas ficou longe de ser considerada um desastre.

A trama também ficou marcada por uma série de atores insatisfeitos. Otávio Augusto, que vivia Alex, amigo de Otávio, chiou em entrevista ao jornal O Globo, em 26 de setembro de 1999.

“Ele [Alex] é um quinto coadjuvante. Nesta trama, os atores superaram os personagens e a própria história”, observou.

Susana Vieira também se mostrou insatisfeita com o pouco espaço na novela.

“O público reclama que apareço pouco. É um desperdício para mim e para a TV. Fico muito parada, gravo pouco. Estou acostumada a ralar mais. Mas sou obediente ao autor. Estou no barco e vou com ele”, disse, com sua habitual sinceridade, em entrevista ao jornal O Globo, de 23 de maio de 1999.

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Faixa jovem

Mariana Ximenes como Celi em Andando nas Nuvens
Mariana Ximenes como Celi em Andando nas Nuvens (divulgação/Globo)

Andando nas Nuvens vai substituir Corpo Dourado na faixa das 13 horas do canal Viva. A previsão é que a novela entre no ar na emissora paga no dia 22 de janeiro de 2024.

Trata-se da faixa horária criada inicialmente para ser destinada a tramas de apelo mais infantil. Era Uma Vez… (1998) foi a primeira produção do horário, seguida por Sonho Meu (1993) e O Beijo do Vampiro (2002). No entanto, a partir da reprise de Coração de Estudante (2002), a faixa passou a abrigar novelas de apelo mais juvenil, como a atual Corpo Dourado.

Já Andando nas Nuvens é uma trama mais adulta, porém com um núcleo jovem forte. A novela, inclusive, marcou a estreia de Fernanda Souza, Caio Blat e Mariana Ximenes em novelas da Globo. Os três vinham do SBT: a primeira de Chiquititas (1997) e os dois últimos de Fascinação (1998).

Além de Andando nas Nuvens, Cara & Coroa (1995) também foi registrada na Ancine recentemente. A novela, muito pedida pelos fãs para uma reprise, é uma história praiana de Antonio Calmon, com forte presença de núcleo jovem. Sendo assim, desde já, ela surge como cotada para substituir Andando nas Nuvens no Viva no ano que vem.

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