Novela da Globo foi acusada de gerar desemprego e miséria em Portugal

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Um dos grandes sucessos da história das novelas da Globo teve passagem conturbada por Portugal. Exibida no Brasil entre julho de 1978 e janeiro de 1979, Dancin’ Days foi exibida logo em seguida naquele país, pela estatal RTP.

Dancin' Days

De acordo com reportagem do Jornal do Brasil de 11 de novembro de 1979, restaurantes, cinemas, teatros e casas de espetáculos de Lisboa ficavam vazias às oito da noite, quando a exibição da trama começava.

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O fato deu origem a vários protestos formais feitos por empresas e cooperativas à emissora que exibia a produção estrelada por Sônia Braga, que estava no ar há quatro semanas.

“Basicamente, esses protestos chamam a atenção da RTP para o grave problema que o esvaziamento vem causando, podendo gerar desemprego em massa nas casas de espetáculo atingidas por Dancin’ Days”, destacou a reportagem do JB.

Dancin' Days

Vasco Teves, que era um dos diretores da emissora portuguesa, foi enfático quando questionado:

“E o que podemos fazer? Se tirarmos a novela do ar, o que dirão as donas de casa?”, exclamou.

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O Sindicato dos Cinemas, Teatros, Hotéis e Restaurantes de Lisboa, em memoriais dramáticos, afirmaram que não havia como competir com Dancin’ Days, cujo sucesso praticamente reeditava o que ocorrera com Gabriela alguns anos antes.

Nesses documentos, falava-se, inclusive, que a novela causava “desemprego e misérias nos lares portugueses”.

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Outro caso

A Viagem

Além de Gabriela e Dancin’ Days, existe outro caso notório de novela brasileira que mexeu com Portugal: o remake de A Viagem, produzido pela Globo em 1994.

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Transmitida pelo canal SIC, a novela foi considerada decisiva para a realização de um congresso internacional de espiritismo em Lisboa na mesma época, de acordo com uma reportagem do jornal O Globo daquele ano.

Contudo, a obra também acabou sendo pivô de polêmicas por lá: na mesma reportagem de O Globo, foram abordadas acusações de que a novela teria, supostamente, influenciado no suicídio de duas adolescentes, internas de um lar para jovens.

Além disso, a Folha de S. Paulo publicou, em janeiro de 1995, matéria com o psiquiatra infantil Jorge Mira Coelho, que relatou casos de crianças assustadas com a trama, principalmente por medo de fantasmas e do Vale dos Suicidas.

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