Noivos invertidos e viuvez precoce: a vida amorosa das princesas de Nos Tempos do Imperador

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Quem acompanha a novela Nos Tempos do Imperador fica por dentro do que se passou na vida amorosa das princesas Isabel (Giulia Gayoso) e Leopoldina (Bruna Griphao).

Nos Tempos do Imperador

Você sabia que a ideia inicial era que Isabel se casasse com Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota (Gil Augusto) e sua irmã ficaria com o Conde D’Eu (Daniel Torres)? Porém, devido a uma maior afinidade entre os casais, foi feito o inverso.

Confira abaixo mais curiosidades sobre os dois casamentos:

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Isabel e Gastão

Nos Tempos do Imperador

Na vida real, o casamento de Gastão e Isabel ocorreu em 15 de outubro de 1864, na Capela Imperial do Rio de Janeiro, celebrado por D. Romualdo Antônio de Seixas, o Arcebispo da Bahia.

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A cerimônia foi cheia de pompa, com direito a um desfile de carruagens saindo de São Cristóvão, seguida do regimento de cavalaria.

Os convidados eram encaminhados aos seus lugares na Capela Imperial por um mestre de cerimônias. Sobre uma almofada bordada, um fidalgo levou ao altar as condecorações que o Imperador deu ao genro.

Outro, as alianças e dois cartões com as palavras que os jovens repetiriam diante do arcebispo. Um terceiro levou os documentos para serem assinados.

O vestido de Isabel era de filó branco, véu de rendas de Bruxelas e grinalda de flores de laranjeiras. Gastão vestiu o uniforme de marechal.

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Após a troca de alianças, ao som de harpas, foi estendida no estrado do altar mor uma colcha bordada a ouro, onde os noivos se ajoelharam para receber as bênçãos.

A seguir, Gastão foi condecorado e recebeu “um ósculo paternal” do Imperador, numa demonstração pública de que estava entrando oficialmente para a Família Imperial.

Na saída, uma salva de artilharia postada no largo do palácio e correspondida pelas fortalezas e embarcações colocadas em semicírculo na baia anunciaria aos moradores da cidade que a cerimônia estava concluída. Para encerrar, houve desfile militar e recepção no Paço.

Casal apaixonado

Isabel e Conde D'Eu

Os historiadores relatam que os registros feitos pela Princesa e pelo Conde mostram um casal extremamente apaixonado, com uma relação sólida. Da união nasceram quatro filhos: Luísa Vitória, Pedro, Luís e Antônio.

Em 1921, a saúde da Princesa começou a se deteriorar e ela mal conseguia andar.

Isabel acabou morrendo aos 75 anos de idade, em 14 de novembro de 1921, sendo inicialmente enterrada na tumba da Casa d’Orleães em Dreux, França.

O Conde d’Eu morreu no ano seguinte, de causas naturais, a bordo do navio Massilia. Ambos estão sepultados no Mausoléu Imperial da Catedral de Petrópolis.

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Leopoldina e Augusto

Nos Tempos do Imperador

Já Leopoldina casou-se com Augusto, o Duque de Saxe-Coburgo , em 15 de dezembro de 1864. O casal recebeu uma dotação de 300 contos de réis para aquisição de uma residência no Rio de Janeiro, da qual eles e seus descendentes teriam o usufruto, mas que permaneceria como patrimônio nacional.

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O imóvel escolhido foi um palacete vizinho ao Palácio de São Cristóvão, batizado como “Palácio Leopoldina”.

Após o nascimento do primeiro filho, o casal passou a viver entre o Brasil e a Europa, sempre retornando à terra natal para o nascimento de seus filhos.

Quando descobriu-se grávida do quarto filho, Leopoldina e o marido decidiram que não voltariam ao Brasil e ficaram de vez na Áustria.

Leopoldina e Luis Augusto

O casal teve quatro filhos: Pedro Augusto, Augusto Leopoldo, José Fernando e Luís Gastão. Apesar da prosperidade no casamento e na família, Leopoldina teve uma vida curta.

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Morte precoce

Pouco mais de seis anos após ter se casado, ela faleceu, em 1871, aos 23 anos, vítima de febre tifoide.

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Viúvo, Augusto passou a viver com seus pais, e sua mãe, Clementina de Orléans, substitui Leopoldina na educação de seus filhos.

Ele dedicou-se à caça, uma paixão, além de ter feito algumas viagens ao redor do mundo. O Príncipe também realizou algumas missões a serviço de Dom Pedro II.

Seus últimos anos foram marcados pela morte de um de seus filhos mais novos, pela queda da monarquia constitucional no Brasil e pela loucura de seu filho mais velho, internado em 1891.

Bastante abalado pela perda de sua mãe, Augusto morreu poucos meses depois dela, em 14 de setembro de 1907.

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