Musa nacional, vida conturbada e sumiço das novelas: por onde anda Vera Fischer?



Vera Lúcia Berndt Fischer nasceu em 27 de novembro de 1951, em Blumenau (SC), em uma família de classe média de origem alemã. Em 1969, foi eleita Miss Brasil e conquistou fama em todo o país.

A atriz se tornou musa nacional nos anos 1970, quando estrelou famosos filmes, como A Superfêmea, e depois explodiu de vez quando ela foi para a televisão, onde se tornou uma das mais reconhecidas e bem pagas atrizes entre as décadas de 1970 e 1990.



O primeiro papel veio em Espelho Mágico (1977), que foi um fracasso no Ibope. Depois esteve em Sinal de Alerta (1978) e Os Gigantes (1979).

Em 1980, a primeira protagonista: Vivian, de Coração Alado (1980). Depois disso, vieram papeis de destaque em Brilhante (1981), no papel de Luiza, e Mandala (1987), quando foi Jocasta. Ainda fez duas minisséries de sucesso em 1990: Riacho Doce e Desejo.

Depois de participações em Perigosas Peruas (1992) e Agosto (1993), a atriz enfrentou problemas em Pátria Minha (1994), onde vivia a protagonista, Lídia Laport. Ela chegou a ser afastada duas vezes da trama, a primeira por quebrar o antebraço após brigar com seu então marido, Felipe Camargo, e a segunda por constantes atrasos e outros motivos relacionados ao comportamento. Sua personagem morreu em um incêndio.

O retorno veio na primeira fase de O Rei do Gado (1996), em participação especial. Depois, fez parte do mal-sucedido remate de Pecado Capital (1998).



A atriz voltou com tudo em Laços de Família (2000), grande sucesso da Rede Globo, onde viveu Helena. Depois, ainda teve outro importante papel em O Clone (2002), atualmente em exibição no Viva, na pele de Yvete.

Desde então, depois de Agora é que São Elas (2003), Vera não foi escalada para as tramas da maneira como estava acostumava. Fez participações em Senhora do Destino (2004), América (2005), Amazônia (2007), Duas Caras (2007), Caminho das Índias (2009) e Insensato Coração (2011). Depois de muitos anos, teve destaque como Irina, em Salve Jorge (2012).

Depois de alguns anos afastada das novelas, a atriz voltou em 2018, em Espelho da Vida, e, desde então, não foi mais escalada.

Enquanto isso, a atriz aproveita para fazer coisas que gosta, como viajar. Atualmente com 68 anos, ela também atua no teatro – está na peça “Quando For Mãe Quero Amar Desse Jeito”, ao lado de Mouhamed Harfouch. A produção, no entanto, foi paralisada em virtude da pandemia do novo coronavírus.

Recentemente, Vera voltou a figurar entre os assuntos mais comentados ao falar sobre a polêmica entrevista de Regina Duarte para a CNN Brasil. “A Regina enlouqueceu! O que se pode fazer? Meu Deus”, declarou em seu perfil no Twitter.



Vida pessoal conturbada

Não foram poucos os problemas que Vera Fischer teve em sua vida pessoal. A atriz foi viciada em drogas como álcool, cannabis, LSD, heroína e cocaína, sendo dependente por mais de 30 anos e passando por várias internações – a última delas em 2011, quando tentou o suicídio.

Em 1995, alcoolizada, atacou a babá de seu filho com golpes de tesoura. Em 1997, em crise de abstinência de álcool e drogas, quebrou todos os móveis de sua casa, permanecendo internada por três meses em uma clínica de reabilitação.

Na vida amorosa, foi casada entre 1972 e 1987 com o ator e diretor Perry Salles (1939-2009), com quem teve uma filha, Rafaela Fischer. Em 1987, durante as gravações de Mandala, se envolveu com o ator Felipe Camargo, com quem esteve junto entre 1988 e 1995, tendo um filho, Gabriel Fischer. Depois disso, entre 1997 e 1999, namorou o ator Floriano Peixoto.



Durante a quarentena, Vera está aproveitando para colocar as séries em dia. Confira uma postagem recente dela no Instagram:




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