Multijornalista, Márcio Gomes é muito bom para ficar sem um programa para chamar de seu

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Há mais de 25 anos entrando em nossas casas, o jornalista e apresentador Márcio Gomes é sinônimo de simpatia, educação e profissionalismo. Com um currículo impecável, de redator a correspondente internacional, o carioca (isso mesmo, ele não é paulista!) de 49 anos é uma grata e excelente surpresa nessa cobertura incansável sobre a Covid-19.

Desde que voltou de Tóquio, onde foi correspondente por cinco anos, ele foi escalado logo de cara para fazer reportagens especiais no Jornal Nacional, retornando à redação da TV Globo em São Paulo, onde trabalhou em meados de 1996.

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Obviamente, era questão de tempo até ele sair das ruas e voltar ao estúdio. Afinal, Márcio Gomes casa perfeitamente com as câmeras pelo seu jeito franco, simples e carismático. Em 2018, ele assumiu como apresentador reserva dos telejornais SP1 e SP2. Já no ano seguinte, passou a concorrer às escalas de fim de semana do Jornal Hoje e do Jornal da Globo na falta da Renata Lo Prete e/ou do Carlos Tramontina.

Chegamos em 2020, veio a pandemia e surgiu a dúvida: quem deveria ser escalado para a apresentação de um programa criado às pressas e colocado no ar em menos de 48 horas, voltado para o esclarecimento de todas as dúvidas sobre o novo vírus? Márcio Gomes, claro. E que acerto da direção de jornalismo!

O “Combate ao Coronavírus” recebeu mais de 50 mil perguntas, das quais cerca de 800 foram lidas pelo apresentador e mais de 60 médicos tiraram inúmeras dúvidas em mais de 70 horas de transmissão, no período de 17 de março a 22 de maio, com uma ancoragem forte e, quando possível, com boas pitadas de ironia.

O programa foi mais uma prova da capacidade de Márcio Gomes, confirmando a sua característica profissional multifacetada. Ao mesmo tempo, fez com que ele se tornasse, em minha opinião, o novo queridinho do Grupo Globo. Não é à toa que, segundo o Flávio Ricco, Gomes é o mais cotado para assumir de vez a edição do SP2, mesmo com o (possível) fim da pandemia.

Recentemente, o jornalista voltou a apresentar os dados sobre o vírus, agora durante o JN que, convenhamos, é o principal telejornal da casa. Dessa forma, podemos concluir que, se ele está lá, é por algum motivo que o credencia para o posto. Afinal, William Bonner e Ali Kamel não dão ponto sem nó. A Maju Coutinho é prova disso.

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No entanto, caso essa informação de bastidores sobre o SP2 não se confirme, tenho a convicção de que Márcio Gomes deverá, ao menos, assumir um programa na GloboNews, em uma provável dança das cadeiras. Afinal, seu colega de redação, o jornalista César Tralli, vem disparando em audiência no Edição das 18h, mostrando o quanto é qualificado para conversar com dois tipos de público de segunda à sexta-feira.

Se eu fosse o Ali Kamel, não pensaria duas vezes: Márcio Gomes é muito bom para ficar sem um programa para chamar de seu.

SOBRE O AUTOR
Douglas Pereira é formado em Jornalismo pela PUC Minas, estudante e estagiário acadêmico em Direito, com passagens pela TV Horizonte e Rádio 98FM, em Belo Horizonte. Além de fazer prints de quase tudo que passa na TV no @uaiteve pelo Twitter, também é entusiasta da aviação, sobre a qual mantém o site Portão Um.

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Um espaço para análise, opinião e crítica sobre as coberturas jornalísticas, esportivas e do entretenimento na TV brasileira.



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