Muitos cortes, poucas imagens e sem banho: como era o PPV no início do BBB

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Quando a Globo anunciou que produziria o primeiro Big Brother Brasil, no início de 2002, a Sky e a NET, que ainda pertenciam às Organizações Globo, logo se interessaram por transmitir o pay-per-view do reality. Vale lembrar que, na mesma época, a principal concorrente da operadora, a DirecTV, tinha essa parceria com o SBT para a exibição da Casa dos Artistas.

Pouco antes da estreia, as operadoras começaram a vender os pacotes. Quem quisesse ver a transmissão completa do BBB, durante os 90 dias de confinamento, 24 horas por dia, pagaria R$ 45; o pacote para assistir à atração em um fim de semana custava R$ 16; para ver apenas 24 horas do reality, era preciso desembolsar R$ 10. Para se ter uma ideia, o salário mínimo, na época, era de R$ 180,00.

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Além desses pacotes, a Globo e a Sky utilizaram o primeiro BBB para testar a TV interativa, que permitia consultar dados como curiosidades e o perfil dos participantes da atração.

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No entanto, apesar do BBB já contar com 40 câmeras e 60 microfones naquela época, a transmissão do pay-per-view não era como nos dias de hoje, já que existia uma limitação dos canais e imagens disponíveis.

Além disso, um fato que acontecia até alguns anos atrás e gerava muitas reclamações, era que as imagens eram cortadas em momentos decisivos, como provas de resistência e provas do Anjo, para não estragar a surpresa da exibição noturna na Globo.

A Folha de S.Paulo informou, em 16 de fevereiro de 2002, que um grupo de consumidores revoltados estudava processar a Sky pela exclusão dessas cenas. A abertura da ação foi propostas em um fórum no próprio site do BBB, mas não deu em nada. Na mesma reportagem, a emissora informou que foram vendidas mais de 35 mil assinaturas do pay-per-view.

O público ainda podia conferir imagens do programa no Multishow, logo após a exibição do programa na Globo, como acontece até hoje, e no site do reality, com imagens ainda incipientes numa época em que a banda larga estava começando a se popularizar no Brasil. Para assistir aos vídeos, era preciso instalar plugins como Real Player ou Windows Media Player no computador.

Mesmo com todas essas limitações, na época já surgiram os primeiros viciados em BBB, que ainda não tinham as redes sociais para comentar a atração.

A partir do BBB2, o único exibido no meio do ano, também em 2002, o pay-per-view foi incrementado como imagens exclusivas dos banhos dos participantes, que não eram mostradas na edição pioneira.

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