"Mãe" de O Cravo e a Rosa, última novela de Fagundes na Tupi estreava em 1974 - TV História

“Mãe” de O Cravo e a Rosa, última novela de Fagundes na Tupi estreava em 1974

Whatsapp

Na iminência de perder suas terras, Julião Petruchio, um homem rude, recebe a missão de domar Catarina, temperamental e feminista figura da década de 1920. Conhece essa história?

Se você pensou em O Cravo e a Rosa, acertou. Mas, antes do sucesso de Walcyr Carrasco na Globo, o mesmo ponto de partida para essa trama foi feito em O Machão, que estreava há exatamente 47 anos na Rede Tupi, em 5 de fevereiro de 1974.

A novela era uma reedição de A Indomável, que Ivani Ribeiro escreveu na TV Excelsior, em 1965. Depois dos primeiros 43 capítulos, Ivani foi cuidar de A Barba Azul, que seria a próxima novela das sete do canal dos Diários Associados, e passou o bastão para Sérgio Jockyman. Após a troca de autor, a comédia rasgada tomou conta da novela.

Antonio Fagundes e Maria Isabel de Lizandra, após o sucesso de seus personagens em Mulheres de Areia, foram colocados como protagonistas da produção, vivendo, respectivamente, Julião e Catarina.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Além do casal protagonista, também estiveram na novela Rogério Márcico, Irene Ravache, João José Pompeo, Jacques Lagoa, Liza Vieira, Flávio Galvão, Clarissa Abujamra, Elias Gleizer, Liana Duval, Etty Fraser e muitos outros.

Personagens que se destacaram em O Cravo e a Rosa, entre 2000 e 2001, já estavam lá, como o banqueiro Batista; o casal Dinorá e Cornélio; Bianca, Edmundo, Mimosa, Calixto e muitos outros.

A atração teve algumas particularidades: seus capítulos tinham apenas 20 minutos e não apresentavam intervalos comerciais; a cada nove episódios, mudava-se completamente o rumo do enredo, como se fosse um seriado; as gravações começaram em preto e branco, mas, durante a exibição, a novela passou a ser exibida a cores; e nas vinhetas o personagens, especialmente Petruchio, rugiam como se fossem leões, fazendo graça.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Essa foi a última novela de Antonio Fagundes na Tupi. Ele pediu um aumento para a emissora, que, pelo contrário, queria diminuir seu salário. Revoltado com a atitude, o ator deixou a casa e seguiu para a Globo, onde estreou em Saramandaia (foto abaixo), em 1976, e ficou até o ano passado.

“Ao comprar uma câmara na Inglaterra, a Tupi não discute o preço da máquina porque ela é insubstituível. Em compensação, diminui o salário do ator. Quanto mais cara é a máquina, menor é o salário do ator. E bem ou mal, a emissora aplicou em cima de mim, durante dois anos, desde Mulheres de Areia. Agora, com a explosão de O Machão, devo estar dando lucros razoáveis. Se me deram o papel de protagonista nesta novela é porque reconhecem o ator que sou”, explicou o ator à revista Amiga, em 22 de janeiro de 1975, explicando que gravaria suas cenas até 31 de janeiro, quando seu contrato expiraria.

O Machão teve 371 capítulos e foi exibida por mais de um ano, terminando em 15 de abril de 1975.



Leia também