Um dos principais nomes da teledramaturgia brasileira, Manoel Carlos morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família.
Internado nos últimos dias, o autor enfrentava complicações da Doença de Parkinson. A causa da morte não foi divulgada.
Maneco construiu uma obra marcada por histórias realistas, conflitos familiares e personagens profundamente humanos. Suas novelas, quase sempre ambientadas no Rio de Janeiro, retratavam o cotidiano da classe média urbana e transformavam situações comuns em dramas intensos.
Sucessos
Entre seus maiores sucessos estão Baila Comigo (1981), Felicidade (1991), História de Amor (1995), Por Amor (1997), Laços de Família (2000), Mulheres Apaixonadas (2003), Páginas da Vida (2006), Viver a Vida (2009) e Em Família (2014). As produções consolidaram seu estilo autoral e conquistaram grande repercussão junto ao público.
Outro elemento recorrente em sua obra foram as personagens chamadas Helena, protagonistas fortes e contraditórias, geralmente mães dispostas a grandes sacrifícios pelos filhos. As “Helenas” se tornaram uma marca registrada do autor e atravessaram diferentes fases de sua carreira.
Nascido em São Paulo, Manoel Carlos iniciou sua trajetória artística ainda jovem, passando pelo teatro, pela atuação e pela direção. Trabalhou em várias emissoras até se firmar na TV Globo, onde também dirigiu o Fantástico e escreveu minisséries como Presença de Anita (2001) e Maysa – Quando Fala o Coração (2009).
Ele deixa duas filhas, a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina. O velório será reservado a familiares e amigos próximos.
Em nota, a família agradeceu as manifestações de carinho e pediu respeito à privacidade neste momento de despedida.
