Libera aí, Globo: 10 novelas antigas que queremos ver no canal Viva - TV História

Libera aí, Globo: 10 novelas antigas que queremos ver no canal Viva

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Bombando no ranking de audiência principalmente por conta das novelas antigas da Globo, o canal Viva vem nos presenteando com boas notícias nos últimos dias.

Estão confirmadas tramas como A Viagem, que estreia em dezembro, e O Salvador da Pátria; ainda estão em pauta exibições de produções como Locomotivas, Era Uma Vez, Cara & Coroa e O Beijo do Vampiro.

Já que a Globo está disposta a tirar a poeira dos arquivos, listamos abaixo 12 folhetins com vocação para turbinar ainda mais os índices do canal:

Jogo da Vida (1981)

Após anos de união, Jordana (Glória Menezes) se vê abandonada por Silas (Paulo Goulart), envolvido pela garotinha Carla (Maitê Proença). Decide então usar a cara e a coragem para conseguir emprego e sustentar a filha, Lívia (Débora Bloch). Após meses de devoção a dona Mena (Norma Geraldy), velhinha da qual se tornou cuidadora, Jordana se vê com uma fortuna nas mãos, deixadas pela senhorinha no interior de quatro estátuas de cupido. As peças passam de mão em mão – para desespero dos vilões Loreta (Rosamaria Murtinho) e Carlito (Raul Cortez), sobrinhos de Mena, que nunca conseguem a posse dos objetos. Em seu caminho, Jordana conta com a ajuda de Seu Vieira (Gianfrancesco Guarnieri), o vizinho apaixonado.

Partindo de um argumento de Janete Clair, Silvio de Abreu – com a conivência dos diretores Guel Arraes e Jorge Fernando – implantou o estilo que nortearia as produções das 19h na década de 1980: a comédia desvairada, que vai da graça contida ao pastelão. Pesa a favor de Jogo da Vida o fato de, supostamente, já estar à disposição do VIVA: a novela chegou a ser anunciada como uma das possíveis estreias de 2018; seu horário, contudo, parece ter sido ocupado pela também cômica Bebê a Bordo (1988).

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Elas Por Elas (1982)

Márcia (Eva Wilma) decide reunir-se com seis amigas dos tempos do colégio, “reavivando” desafetos e traumas. A começar por Natália (Joana Fomm), que se recusa a comparecer ao encontro, por julgar uma de suas amigas como a responsável pela morte de seu irmão caçula. Enquanto Marlene (Mila Moreira) segue solteira, Carmem (Maria Helena Dias) se ressente com a vida de casada. Já Helena (Aracy Balabanian) se incomoda com o relacionamento de seu filho, Gil (Lauro Corona), com Miriam (Tássia Camargo), herdeira de Adriana (Esther Góes) – paixão do marido de Helena no passado. Wanda (Sandra Bréa), por sua vez, teme encontrar Márcia, já que era a amante de seu esposo, mistério investigado por Mário Fofoca (Luís Gustavo).

Como sempre, Cassiano Gabus Mendes partiu de um fiapo de história para desenvolver um novelo de situações como as que fizeram de Elas Por Elas um grande sucesso! Dos dilemas das amigas às trapalhadas do detetive Mário Fofoca – que chegou a ganhar série e filme – tudo foi muito bom nesta produção embalada por uma das mais criativas vinhetas já criadas pelo mago Hans Donner. No elenco, Carlos Zara, Cássio Gabus Mendes, Christiane Torloni, Herson Capri, Laerte Morrone, Marco Nanini, Mário Lago, Nathalia Timberg e Reginaldo Faria.

Final Feliz (1982)

César (Roberto Maya) simula a própria morte, deixando a esposa, Maria Luiza (Lilian Lemmertz), as filhas Débora (Natália do Vale) e Suzy (Lídia Brondi), e o sócio Alaor (Milton Moraes) na miséria. Débora é uma moça voluntariosa, que planeja tomar Leandro (Adriano Reys) de sua noiva, Mirtô (Priscila Camargo), irmã de Rodrigo (José Wilker), que vem a se apaixonar pela prima Débora. Já Suzy se interessa por Paulo (Buza Ferraz), funcionário de um jardim zoológico que acredita estar à beira da morte. Paulo é filho de Marina (Mirian Pires) e irmão de Rafael (Irving São Paulo), um rapaz com necessidades especiais que desenvolve uma tenra amizade com Mestre Antônio (Stenio Garcia), um pescador do litoral cearense em busca da filha desaparecida.

Única novela inédita de Ivani Ribeiro – de sucessos como Mulheres de Areia (1993) e A Viagem (1994) na Globo -, Final Feliz garantiu a audiência ao tratar com bom humor situações divertidas, como os mistérios de Dona Sinhá (Elza Gomes), velhinha que vendia, literalmente, gato por lebre; explorar dramas familiares, como o das mães Maria Luiza e Marina; e investir no jogo de gato e rato dos protagonistas, Débora e Rodrigo. O desacerto do casal dava o tom da abertura, em que famosos pares românticos do cinema trocavam tapas e beijos.

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Louco Amor (1983)

A embaixatriz Renata Dumont (Tereza Rachel) trama para afastar a enteada Patrícia (Bruna Lombardi) de Luís Carlos (Fábio Jr), filho da empregada Isolda (Nicette Bruno). Anos depois, o casal se reencontra. Neste momento, Patrícia se mostra uma mulher volúvel, que “empurra” Luís Carlos para Cláudia (Gloria Pires), sua colega na faculdade de comunicação. Enquanto isso, Renata aproxima Patrícia de Márcio (Carlos Alberto Riccelli). Qual não é a surpresa de todos os personagens quando o passado paupérrimo da madame vem à tona, bem como a troca de bebês – Márcio e Luís Carlos – na maternidade. Ainda, a paixão de Lipe (Lauro Corona) e Carla (Beth Goulart) e de Edgar (José Lewgoy) e Gisela (Lady Francisco).

Gilberto Braga considera este seu pior trabalho. Mas o pior de Giba ainda será melhor do que muita coisa, de outros tantos autores… Louco Amor caprichou no empoderamento feminino: de Cláudia e sua família de mulheres até Muriel (Tônia Carrero), desafeto de Renata, que seduz um homem mais jovem, Guilherme (Reginaldo Faria); ou Lúcia (Christiane Torloni), que rompe com o machismo – e a boa situação financeira – de Fernando (Carlos Eduardo Dolabella) para curtir a vida ao lado de Jorge Augusto (Antonio Fagundes).

Amor com Amor se Paga (1984)

O avarento Nonô Corrêa (Ary Fontoura) propõe casamento a jovem Mariana (Cláudia Ohana), em troca do perdão de uma dívida de seu pai, Dr. Vinícius (Adriano Reys). O problema é que Mariana está apaixonada por Tomás (Edson Celulari), filho de Nonô, que também desperta o interesse de Bel (Narjara Turetta), irmã de sua amada. Nonô acaba se humanizando com a chegada do órfão Zezinho (Oberdan Jr.) à sua casa e através do amor de sua empregada Frosina (Berta Loran); também pelas intervenções de Tio Romão (Fernando Torres), velhinho simpático e bondoso. Ainda, a briga de Grace (Yoná Magalhães), uma feminista americanófila, e Bruno (Carlos Eduardo Dolabella), um machista patriota, cujos filhos estão para casar.

O grande destaque deste sucesso do horário das 18h foi o avarento Nonô Corrêa, criação magistral de Ary Fontoura, que tornou-se sinônimo de mesquinharia, devido a ações como revirar o lixo dos vizinhos, cortes de luz à noite, banhos cronometrados, café requentado para visitas e cadeados na geladeira. Certamente, seria o grande atrativo de uma eventual reprise e a principal peça de divulgação da novela. Traz também atores badalados em início de carreira – casos de Edson Celulari, Júlia Lemmertz e Miguel Falabella -, outro chamariz para a audiência.

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Vereda Tropical (1984)

Silvana (Lucélia Santos), líder sindical, se apaixona pelo filho do patrão, Victor (Lauro Corona). Os dois fogem para a casa da avó dela, Dona Paz (Norma Geraldy), onde a moça dá à luz a Zeca (Jonas Torres). Pouco depois, Victor a abandona, fugindo de seu pai, Oliva (Walmor Chagas), dono da fábrica de perfumes CPP, que planeja fazer de Victor seu sucessor, em detrimento às filhas Catarina (Marieta Severo) e Verônica (Maria Zilda). Oliva decide assumir a guarda do neto Zeca, levando-o para o Rio de Janeiro. Silvana parte atrás do filho, conhecendo o jogador de futebol Luca (Mário Gomes), por quem se apaixona. O rapaz é filho de Bina (Geórgia Gomide), dona de uma cantina italiana e grande amor de Oliva.

Carlos Lombardi estreava como titular, após a bem-sucedida colaboração em Guerra dos Sexos (1983), de Silvio de Abreu (aqui atuando como supervisor). A novela privilegia as situações cômicas, embora a trajetória de Silvana, a protagonista, possua tintas de drama bastante fortes. Dessa forma, Vereda Tropical seduziu os adultos e o público infanto-juvenil, aficionado nas traquinagens de Zeca e na figura do Super Téo (Marcos Frota), rapaz introvertido que voava pelos ares acreditando ser um super-herói. O público masculino foi fisgado graças a Luca, jogador de futebol.

Livre Para Voar (1984)

O casal Pardal (Tony Ramos) e Bebel (Carla Camuratti) nasce de uma farsa: ele oculta o passado de arquiteto renomado, acusado de um crime que não cometera, vivendo humildemente em um vagão de trem, ao lado do maquinista Pedrão (Elias Gleizer) e do menor abandonado Gibi (Fernando Almeida); ela regresse de Portugal e emprega-se na firma do pai, recém-falecido, sob a falsa identidade de Cristina, a moça do cafezinho. Quando tais verdades vêm à tona, Pardal e Bebel se separam – também por conta das armações dos vilões Danilo (Carlos Augusto Strazzer) e Helena (Dora Pelegrino), interessados em tomar a fábrica de cristais da moça. Mas o destino se encarrega de manter o casalzinho unido, das mais diferentes formas…

Livre Para Voar explorou as bucólicas paisagens de Poços de Caldas, Minas Gerais, onde a produção gravou boa parte das tomadas externas. Também fez bom uso de um elenco de estrelas como Laura Cardoso (Carolina) e Nívea Maria (Bia), além de estreantes do quilate de Cássia Kis – Verona, uma moça iludida com a promessa de um casamento que não se realizou, ludibriada pelo ardiloso Danilo. O folhetim figurava em primeiro lugar, numa lista divulgada pelo VIVA em 2015, com as 10 novelas mais desejadas pelo público do canal.

Direito de Amar (1987)

Rio de Janeiro, início do século XX. Na noite de Ano Novo, Rosália (Glória Pires) e Adriano (Lauro Corona) se apaixonam. O que eles nem imaginam é que o destino da moça já está traçado: em troca do perdão de uma dívida, Augusto (Edney Giovenazzi), pai de Rosália, a vendeu ao temido Senhor de Montserrat (Carlos Vereza), pai de Adriano. Desiludido, o rapaz se engaja em campanhas sociais ao lado do médico Ramos (Carlos Zara), ao mesmo tempo em que se deixa enredar por Paula (Cissa Guimarães), prima de Rosália. Ainda, a louca do sobrado, Joana (Ítala Nandi), mulher de origem misteriosa, mantida por Montserrat no sótão de sua casa. No decorrer da trama, descobre-se que ela é esposa do vilão, o que o torna bígamo.

Direito de Amar, baseada na obra de Janete Clair, veio após uma interrupção de três meses nas atividades do horário das 18h. O público recebeu a produção inédita com grande entusiasmo, garantindo os bons índices da novela; até hoje lembrada como uma das mais belas produções de época da faixa. O grande chamariz para uma eventual reprise seria sem dúvida o casal Glória Pires e Lauro Corona. A dupla ostentava uma química invejável! Também o execrável vilão interpretado por Carlos Vereza, um ator comumente visto em papéis mais dóceis.

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O Sexo dos Anjos (1989)

O Anjo da Morte (Bia Seidl) pede a seu emissário Adriano (Felipe Camargo) que vá para a Terra buscar Isabela (Isabela Garcia). Adriano se apaixona pela moça e propõe que a Morte leve Ruth (Sílvia Buarque), a cruel irmã de Isabela que tem por hábito maltratar o irmão surdo-mudo Tomás (Marcos Frota). O Anjo então transforma Adriano em humano para que ele vigie Isabela, impedindo a de cometer mais três pecados; caso contrário, ela morrerá. A certa altura, o Anjo transforma-se em Diana e também aporta por aqui, para vigiar o trabalho de seu emissário. Acaba se apaixonando por Renato (Mário Gomes), ambientalista cuja trajetória foi inspirada em Chico Mendes. Ainda, a tresloucada Francisquinha (Eloísa Mafalda), fã da lambada.

O Sexo dos Anjos, apesar do sucesso, nunca foi reprisada pela TV Globo. Talvez por isso a novela tenha angariado fãs ao longo dos anos, desejosos por conhecer essa primeira incursão de Ivani Ribeiro, da aclamada A Viagem, no mundo espiritual. O Sexo dos Anjos, no entanto, não possui a seriedade da trama já exibida pelo VIVA no trato com o sobrenatural. Trata-se de uma comédia romântica sem maiores pretensões. Grande destaque para a trilha sonora internacional, repleta de hits, que vendeu feito água!

Lua Cheia de Amor (1990)

A ambulante Genu (Marília Pêra) se esforçou para dar boa vida aos filhos, Mercedes (Isabela Garcia) e Rodrigo (Roberto Bataglin), após ser abandonada na miséria pelo marido, Diego (Francisco Cuoco). A ambiciosa Mercedes casa-se com Douglas (Rodolfo Bottino), mesmo apaixonada por Augusto (Maurício Mattar), que ela julga ser tão pobre quanto ela. O publicitário, na verdade, é filho do milionário casal Conrado (Cláudio Cavalcanti) e Laís Souto Maia (Susana Vieira), musa inspiradora da emergente Kika Jordão (Arlete Salles). Enquanto isso, Genu luta para reaver a loja de louças que o marido perdeu no jogo, enfrenta a maldosa Emília (Bete Mendes) e se apaixona por Túlio (Geraldo Del Rey). Tudo vai bem até que Diego ressurge…

Lua Cheia de Amor nasceu como um remake de Dona Xepa (1977), novela de Gilberto Braga inspirada na peça homônima de Pedro Bloch. No entanto, revelou-se uma trama praticamente inédita, tamanha foram as modificações nos perfis dos personagens. Coproduzida por uma TV espanhola e outra italiana, Lua Cheia de Amor fora protagonizada por Marília Pêra, já conhecida no mercado internacional. Entretanto, sua Genu Miranda acabou ofuscada por Kika Jordão, criação magistral de Arlete Salles, que renderia um excelente “meme” para as redes sociais do Viva.



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