Irresponsabilidade: relatório final sobre acidente que matou Boechat é chocante - TV História

Irresponsabilidade: relatório final sobre acidente que matou Boechat é chocante

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Vinte meses depois da tragédia que vitimou o jornalista Ricardo Boechat (1952-2019), o CENIPA concluiu as investigações sobre a queda do helicóptero. O relatório do órgão governamental aponta que o piloto Ronaldo Quattrucci, também morto no acidente aéreo, estava ciente de que a aeronave estava em condições precárias.

O relatório foi divulgado em primeira mão pelos jornalistas Valteno de Oliveira, repórter da Band em Brasília, e Alexandre Bentivoglio, coordenador de Redação da BandNews FM em São Paulo. De acordo com o documento, que possui 65 páginas, o tubo de distribuição de óleo da aeronave estava entupido.

De acordo com Bentivoglio, o compressor do helicóptero já havia apresentado problemas em 2017 e chegou a ser substituído. Entretanto, a RQ Serviços Aéreos optou por voltar a incluir a peça defeituosa no equipamento apenas dois meses depois da troca.

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O compressor é uma das peças mais importantes para o funcionamento de um helicóptero. Ele pressuriza o ar para jogar na câmara da turbina, onde ocorre a queima do combustível. Com o entupimento, o equipamento falhou e provocou uma pane no motor da aeronave, que passou 38 meses sem ser vistoriada — o ideal, segundo a fabricante, seria uma vistoria anual.

“No dia do acidente, o piloto chegou a ver uma luz no painel, que poderia indicar um problema. Ele voou até uma oficina perto de Campinas enquanto o Boechat participava de um evento, e ouviu do mecânico que o helicóptero precisaria ser desmontado”, afirma o coordenador da BandNews FM em seu perfil oficial no Twitter.

Na sequência, Alexandre continua relatando as informações contidas no relatório do CENIPA. “O que ele teria dito? Que não, que cuidaria disso depois. Voou de volta pra Campinas, pegou o Boechat e a queda do helicóptero foi poucos minutos depois”, concluiu ele.

O jornalista Ricardo Boechat morreu em 11 de fevereiro de 2019, aos 66 anos. Ele deixou a mulher, a jornalista Veruska Seibel, e seis filhos, e apresentava o Jornal da Band há 13 anos. Antes, teve passagem marcante pela TV Globo, como analista político do Bom Dia Brasil.



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