Anunciado como novidade, Ilha Record não passa de uma cópia de outros realities - TV História

Anunciado como novidade, Ilha Record não passa de uma cópia de outros realities

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A Record sabe que os realities ganharam uma força em tempos de pandemia, onde a dificuldade das produções inéditas se tornou imensa. Nada mais simples do que confinar pessoas em um espaço, sem risco da covid-19, e aproveitar as brigas e embates que todos terão ao longo da disputa de um prêmio em dinheiro. Para o hiato entre o final do fracassado Power Couple Brasil e o início de A Fazenda 13 não ser grande, a emissora ‘criou’ um formato próprio chamado Ilha Record, que estreou nesta segunda (26).

Na verdade, o formato não tem novidade alguma. É apenas uma cópia de várias fórmulas de outros realities conhecidos do grande público. Treze famosos são confinados em uma espécie de casa de praia, com vista para o mar, e dois grupos são formados para a disputa de provas de força, agilidade e raciocínio.

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Os participantes são eliminados nas votações e não há escolha popular. Lembra No Limite? Bastante. A diferença é o conforto do casarão e a eliminação não ocorrer ‘para valer’. Isso porque os jogadores que saem são confinados em uma caverna e de lá assistem tudo o que acontece no programa, podendo interferir em decisões e provas. Lembra o ‘paredão falso’ do BBB? Sim.

Há vários momentos com depoimentos dos jogadores sobre algum desentendimento ou acontecimento relevante no programa, algo que se assemelha ao MasterChef, da Band, e De Férias com o Ex, da MTV. Aliás, há outra similaridade com o reality da MTV: a presença de um misterioso guardião, que só aparece com alguma missão que deixa o clima tenso na casa.

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Nada mais é do que o tal Tablet do Terror materializado na figura de uma pessoa com capuz. Já as dinâmicas nas votações, sempre abertas e com muitas discussões, são baseadas no que funciona há anos em A Fazenda, da própria Record. Ou seja, tudo é copiado, embora seja uma produção anunciada como ‘novidade’.

Há, então, um demérito em toda essa reciclagem? Não. Após tantos realities já exibidos e criados, é quase impossível criar algo totalmente novo. E o objetivo da Record ficou claro: preencher a grade com uma produção de menor custo até a estreia da décima terceira temporada de A Fazenda. Uma estratégia inteligente. Aliás, o trabalho do diretor Rodrigo Carelli merece elogios em torno do marketing. Houve uma boa repercussão nas redes sociais bem antes da estreia e tudo por conta das brigas que já renderam na edição e foram divulgadas aos poucos, em breves cenas.

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O programa está todo gravado e a situação que mais gerou notícias e comentários foi uma suposta traição de Pyong, que culminou no término do seu casamento com Samy Lee, após a exibição de dois segundos de um momento em que o hipnólogo estava na cama com a argentina Antonela, ex-BBB4.

Embora se pareça bastante com o No Limite, o reality será exibido de segunda a sábado, o que ajuda bastante no envolvimento do telespectador, que pode acompanhar a rotina dos confinados. Nada disso foi possível no programa da Globo, exibido apenas um dia na semana, e foi um dos maiores erros do formato.

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A seleção dos participantes também parece certeira, pois há figuras conhecidas por barracos em outros realities, como Nadja Pessoa e Laura Keller. Lucas Selfie, Negão da BL, Valesca Popozuda, Dinei, Nanah, MC Mirella, Any, Claudinho e Thomaz Costa completam o time. O prêmio é de 500 mil reais e todos ganham partes de um mapa para achar um tesouro. O vitorioso não será feito por votação popular, mas o público poderá dar 250 mil reais a um participante preferido.

O Ilha Record não apresenta novidade alguma, mas é um bom entretenimento para quem gosta do gênero. E, pelas quantidades de ‘tretas’ exibidas em prévias, tem tudo para prender a atenção de quem assiste pelas próximas semanas. A conferir.



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