Globo fez mudança em novela para evitar associação com o PT

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Claudia Souto destacou em Cara e Coragem, atual novela das sete, uma seita que veste terninhos de cor laranja. Porém, a autora, quando elaborou a sinopse, pensou em outra cor para tais roupas…

Cara e Coragem

Na sinopse original, a seita usava peças de cor vermelha. Mas, em pleno período eleitoral, o departamento de Acompanhamento de Conteúdo optou por mudar o tom para que não houvesse associação política.

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Com a mudança em Cara e Coragem, a Globo evitou qualquer relação entre a trama e o Partido dos Trabalhadores (PT), que tem Luiz Inácio Lula da Silva como candidato à Presidência da República.

A emissora foi acusada de favorecer Lula em 1989, quando determinada parcela do público e da imprensa associou o político à figura de Sassá Mutema (Lima Duarte), protagonista de O Salvador da Pátria.

O perfil do matuto que chegava à prefeitura de Tangará, lutando contra os poderosos locais, sofreu alterações por conta de pressões diretas de Brasília, conforme o autor Lauro César Muniz revelou posteriormente.

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Polêmica em folhetim das oito

Em uma conferência na Universidade de São Paulo (USP), em 2002, Lauro César relembrou que o personagem era visto como uma defesa da esquerda e que seria responsável por levar Lula à Presidência.

“Já não havia mais censura formal, mas houve interferência direta de Brasília na cúpula da Globo. Acharam que o Sassá fazia apologia à esquerda. Assim, acabou vindo uma pressão na emissora para que a trama fosse mudada. Cheguei a ouvir nos bastidores que ‘o autor dessa novela vai eleger o presidente do Brasil’”, contou Muniz.

A sinopse original de O Salvador da Pátria, inclusive, trazia Sassá como presidente do Brasil, fato alterado pelo novelista para que a narrativa se distanciasse da “vida real”.

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