Silvia Pfeifer, que se destacou ao interpretar a grã-fina Léia, esposa de Bruno Mezenga (Antonio Fagundes) em O Rei do Gado (1996), já viveu dias em que se sentiu desprestigiada na televisão.
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Um ano antes de integrar o elenco da novela de Benedito Ruy Barbosa, atualmente em reapresentação no Vale a Pena Ver de Novo, a atriz pediu para deixar o elenco de Malhação. Ela se se sentiu mal aproveitada na atração.
Frustração
Divulgação / Globo
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Ex-modelo de sucesso, Silvia Pfeifer estreou na televisão na minissérie Boca do Lixo, em 1990. Apesar das duras críticas que recebeu ao longo deste trabalho, a atriz seguiu adiante. No mesmo ano, viveu a protagonista Isadora Venturini de Meu Bem, Meu Mal (foto acima, com José Mayer) e se consagrou dois anos depois, ao protagonizar a comédia Perigosas Peruas ao lado de Vera Fischer.
Depois de ter estrelado Tropicaliente (1994), Silvia foi chamada para viver Paula, a proprietária da academia Malhação na primeira temporada do seriado adolescente. No entanto, ao se sentir mal aproveitada na história, a atriz se ressentiu e pediu para sair da atração.
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“Entrei para o programa porque recebi o convite do Roberto Talma. Gosto muito de trabalhar com ele, é um tremendo diretor. Nem precisaria ter aceito porque havia acabado de gravar ‘Tropicaliente’ dois meses antes. Mas topei porque achei a proposta diferente e porque os diretores seriam o Talma e o Flávio Colatrello. Aí, em pouco tempo, os dois se afastaram da Globo. Os meninos que estão na direção são ótimos, mas a saída dos dois me deixou frustrada”, contou ela, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, de 26 de novembro de 1995.
Questionada se ela se sentia mais segura com os antigos diretores, Silvia foi sincera:
“Eles têm mais experiência e isso é importante para o ator aprender. Além disso, estou cansada porque emendei a novela com o seriado. Quero férias para relaxar, um tempo para fazer outra coisa. Queria fazer um trabalho mais elaborado, uma minissérie ou uma novela das oito”.
Mudança de imagem
Nelson Di Rago / Globo
Apesar do peso de Paula para a novela, Silvia Pfeifer confessou o seu descontentamento com o trabalho.
“Ela dá estrutura ao programa, mas ele é dos adolescentes. Então, naturalmente, fiquei meio jogada. Passei meses falando nada”, disparou.
Contudo, ela afirmou que seu papel em Malhação acrescentou muita coisa em sua carreira, pois, segundo a artista, a personagem mudou a sua imagem perante a mídia:
“Quando fiz ‘Meu Bem, Meu Mal’, as críticas diziam que eu não era boa. Em ‘Perigosas Peruas’, fiz cenas mais engraçadas e as pessoas calaram um pouco a boca. Em ‘Tropicaliente’, fiz uma mulher sofrida, rica, que andava chiquérrima o dia inteiro. Já em ‘Malhação’, passei a ser vista como uma mulher mais esportiva, atual, real e alegre”.
Fôlego
Divulgação / Globo
Ainda nessa mesma entrevista, Silvia Pfeifer acreditou que, com Wolf Maya assumindo a condução do seriado, Malhação duraria mais tempo no ar.
“Existe uma ideia do Wolf Maya de colocar atores e personagens novos e fazer a linguagem ficar mais rápida ainda para diferenciar o programa das outras novelas. Ainda rende o ano que vem [1996]”.
Já sobre o resultado apresentado pelo seriado, a atriz fez a seguinte avaliação:
“É bom e cumpriu grande parte da sua proposta. Para mim é que pensei que aconteceriam mais coisas. Disseram que Paula ia ter um relacionamento complicado com o ex-marido, com o filho. Mas não souberam administrar isso”, lamentou ela ao Estadão.
Por fim, a publicação perguntou à atriz se ela se imaginava atuando em O Rei do Gado, novela que de fato iria estrelar no ano seguinte. Léia era esposa do protagonista Bruno Mezenga e mantinha um caso extraconjugal com o gigolô Ralf (Oscar Magrini).
“Adoraria fazer algo do tipo peão de fazenda. É engraçado porque, no dia a dia, sou muito diferente do que as pessoas imaginam. Estou sempre vestida despojadamente, sento, levanto as pernas, agora, tenho de tomar cuidado com as calcinhas (risos)”, concluiu.