Final decepcionante foi o maior erro de Mulheres Apaixonadas

Público ficou frustrado com as resoluções rápidas e a falta de emoção dos episódios finais do folhetim

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André Santana

A segunda reprise de Mulheres Apaixonadas (2003) no Vale a Pena Ver de Novo chegou ao fim e o desfecho da novela de Manoel Carlos, mais uma vez, decepcionou o público. Os espectadores ficaram frustrados com as resoluções rápidas e a falta de emoção dos episódios finais do folhetim exibido na Globo.

Tony Ramos em Mulheres Apaixonadas
Tony Ramos em Mulheres Apaixonadas (Reprodução / Globo)

Com muitos personagens e tramas, Mulheres Apaixonadas deixou para o último capítulo o desfecho de seus principais conflitos. E, claro, não houve tempo para uma conclusão mais bem elaborada.

O final de Téo (Tony Ramos) e Salete (Bruna Marquezine), por exemplo, é um dos desfechos mais frustrantes.

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Final bizarro

Mulheres Apaixonadas - Bruna Marquezine, Tony Ramos e Victor Cugula
Victor Cugula (Lucas), Tony Ramos (Téo) e Bruna Marquezine (Salete) em Mulheres Apaixonadas (Divulgação / Globo)

Durante mais de 200 capítulos, o público acompanhou a saga da menina Salete, que comeu o pão que o diabo amassou. A garotinha chorou um rio de lágrimas ao pressentir a morte da mãe, Fernanda (Vanessa Gerbelli). Depois, ao ficar órfã, ela sofreu mais ainda nas mãos da avó interesseira Inês (Manoelita Lustosa).

E o público, que seguiu esse drama atentamente, ansiava por um momento de catarse. A expectativa era que Salete desse a volta por cima e Inês pagasse por todas as suas maldades. Mas quem esperava uma bela resolução deste conflito ficou a ver navios.

A cena final de Salete e Téo é bizarra. O músico recebe o resultado do exame de DNA no meio de uma festa de formatura. Ao confirmar que é o pai da menina, ele simplesmente tira a menina de perto da avó. Inês só observa e nada diz. E é isso. Fim.

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Final trágico em Mulheres Apaixonadas

Mulheres Apaixonadas - Dan Stulbach, Helena Ranaldi e Pedro Furtado
Pedro Furtado, Helena Ranaldi e Dan Stulbach em Mulheres Apaixonadas (Divulgação / Globo)

Em 2003, quando Mulheres Apaixonadas foi exibida pela primeira vez, outros finais desagradaram o público. Um deles foi o de Fred (Pedro Furtado), que morreu ao se enfiar num carro com Marcos (Dan Stulbach), sujeito que o ameaçou a novela toda.

Fred era um rapaz boa praça que acaba sendo vítima de um sociopata. Independentemente do quão problemática era sua relação com a professora Raquel (Helena Ranaldi), fato é que o rapaz não merecia um final tão trágico.

Marcos, por tudo o que fez contra Raquel, merecia o pior dos castigos. Mas levar Fred junto para um destino tão terrível acabou se mostrando um desfecho feito apenas para chocar o público. Bola fora de Maneco!

 

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Pressa

Oswaldo Louzada, Regiane Alves e Carmem Silva em Mulheres Apaixonadas
Oswaldo Louzada, Regiane Alves e Carmem Silva em Mulheres Apaixonadas (divulgação/Globo)

Eram tantas as histórias que Maneco precisava colocar um ponto final em Mulheres Apaixonadas que o último capítulo da novela foi enorme, com mais de duas horas de duração. O episódio acabou sendo fatiado em três na exibição do Vale a Pena Ver de Novo.

Mesmo com longa duração, o capítulo final foi apressado e poupou o público de cenas muito esperadas. Os espectadores ansiavam em descobrir como reagiriam as mulheres de Caetano (Paulo Coronato) ao descobrirem que não eram as únicas. Mas isso não aconteceu. Tudo ficou do jeito que estava.

O público também esperava um melhor castigo para Dóris (Regiane Alves), mas só viu a jovem apanhar de Carlão (Marcos Caruso) numa cena quase patética. O final de Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) também decepcionou: as jovens apenas trocaram uma bitoca durante uma encenação de Romeu e Julieta.

Aliás, concentrar boa parte do final na formatura do colégio ERA não foi uma boa ideia. Tudo ficou atropelado em meio às inúmeras apresentações, deixando o capítulo longo demais – e chato.

Faltou emoção no final de uma história que encantou o público.

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