20 anos depois, Fantástico voltar a salvar Globo de perrengue no BBB

20 anos depois, Fantástico volta a salvar Globo de perrengue no BBB

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Desde o anúncio da saída de Tiago Leifert da Globo, em setembro, começaram as especulações sobre o nome que assumiria o Big Brother Brasil. O apresentador, que está há 15 anos na emissora, cumprirá seu contrato até dezembro deste ano, encerrando seu ciclo comandando o The Voice Brasil. Desde 2017, ele comandava o BBB no primeiro semestre, substituindo Pedro Bial.

De repente, a Globo se viu novamente obrigada a buscar um nome ideal para o reality show, entre especulações envolvendo Tadeu Schmidt, Marcos Mion e Ana Clara, entre outros. O atual comandante do Fantástico acabou sendo o escolhido, em anúncio oficialmente realizado no programa deste domingo (10).

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E esse filme é repetido. No segundo semestre de 2001, além da dor de cabeça causada pelo lançamento da Casa dos Artistas pelo SBT, a Globo penou para encontrar o apresentador considerado ideal para o Big Brother Brasil, reality show que estreou em 29 de janeiro de 2002.

Sem alguém com as mesmas características de Silvio Santos, o canal pensou em diversos nomes para comandar o programa. O primeiro foi Fausto Silva, que teria sido descartado porque a casa não estava satisfeita com seus índices de audiência naquela época, de acordo com matéria do jornal O Estado de S. Paulo de 22 de janeiro de 2002.

Outro nome ventilado foi o do ator Antônio Fagundes, que já havia comandado o Você Decide alguns anos antes. Diversas reportagens da mídia da época citam o interesse no ator para o posto de comandante da atração, mas o fato não acabou se concretizando.

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A mesma reportagem do Estadão citada também destacou o nome de Miguel Falabella, que apresentou o Vídeo Show por vários anos e fazia sucesso no papel de Cabo Antibes, do Sai de Baixo. “De fato, Falabella seria uma boa escolha. Mas, consultado ontem, declarou que não terá nada a ver com o BBB”, destacou o jornal.

Outras matérias citaram os nomes de Zeca Camargo, que fez sucesso no comando do No Limite, primeiro reality show produzido pela Globo, e Cissa Guimarães.

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Poucos dias antes da estreia, finalmente, a emissora definiu como apresentador o jornalista Pedro Bial, que, até então, comandava o Fantástico. No dia 24 de janeiro de 2001, a Folha de S.Paulo anunciava a escolha e informava que faltava acertar com uma mulher para compor a dupla – a escolhida seria a atriz Marisa Orth, que estava entre as cotadas, mas acabou durando pouco no comando do reality.

Outro perrengue foi vivido um pouco antes disso: a Globo resolveu trocar a direção do programa em dezembro de 2001. Saiu Luís Gleiser, que havia sido o responsável pela compra do formato e desde abril daquele ano se dedicava ao projeto, e entrou J. B. de Oliveira, o Boninho, que havia dirigido a primeira e a terceira edições de No Limite.

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“Boninho foi intimado a dirigir Big Brother porque a Globo atribui a ele os acertos de No Limite. Para a emissora, o segundo No Limite, sem Boninho, não emplacou porque não foi bem dirigido e editado. Gleiser vai assinar a direção geral do BBB, mas não terá poderes sobre a versão do programa para a TV Globo. Será como um rei numa monarquia parlamentarista”, informou Daniel Castro na Folha de S.Paulo de 14 de dezembro de 2001.

Sucesso de audiência, o primeiro BBB durou 64 dias, ficando no ar até 2 de abril de 2002 e teve como vitorioso o dançarino Kleber Bambam, com 68% dos votos. Ele recebeu o prêmio de R$ 500 mil e tornou-se celebridade nacional.

Vinte anos depois, a Globo terá que reinventar novamente um de seus principais produtos de audiência e faturamento, agora com Tadeu Schmidt.



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