Exceção à regra: até os vilões se deram bem no final de A Viagem

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Toda novela termina com a punição dos vilões, certo? Errado. Muitos personagens que aprontam durante as tramas acabam escapando, mas um caso foi bem peculiar. O remake de A Viagem, produzido em 1994 pela Globo e cuja exibição termina nesta sexta (2), no canal Viva, ficou marcado por isso.

Reportagem do jornal O Dia de 16 de outubro de 1994 destacou que, na novela de Ivani Ribeiro, até os vilões se davam bem. “O fim de A Viagem vai surpreender o público. A novela das sete da Globo terá um final feliz generalizado. Até os vilões vão se livrar do castigo de praxe”, descreveu.

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Alexandre (Guilherme Fontes) se arrependeu de tudo que fez, desistindo da vingança contra aqueles que lhe entregaram. Após ouvir os conselhos de Diná (Christiane Torloni), ele pede perdão ao homem que matou e reencarna como filho de Lisa (Andréa Beltrão) e Téo (Maurício Mattar).

De caráter duvidoso, Mauro (Eduardo Galvão) terminou a trama feliz ao lado de Naná (Keyla Bueno).

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Mas quem deveria receber um castigo mais pesado e acabou escapando foi Ismael (Jonas Bloch). Apesar de ter ficado preso a uma cadeira de rodas, o vilão, que tocou o terror durante toda a novela, escapou da prisão ou da morte. No entanto, também passa por humilhações causadas por Regina (Mara Carvalho).

“Assim na Terra como no Céu, tudo é transitório. E não foi diferente com A Viagem. O último capítulo refletiu bem os momentos de Céu e inferno vívidos pela trama, com vantagens para a parte de cima. As cenas no tranquilo campo de golfe foram longas demais neste final, talvez para marcar bem que se vai desta para melhor”, destacou o jornal O Globo de 24 de outubro de 1994.

“O bem e o mal se enfrentaram de maneira literal no contraste entre a luminosidade exuberante do paraíso e as trevas cheias de fogo do inferno. Uma sequência de arrependimentos sofridos terminou em uma orgia de felicidade e amor, regada a muitos casamentos e nascimentos. De maneira inusitada, a telenovela combina as dicotomias primárias do folhetim com o aparato das mais sofisticadas ilhas de edição. O resultado é certamente muito esquisito”, completou a Folha de S.Paulo do mesmo dia.

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