Escondeu crises: como foi o fim da vida de estrela que nos deixou cedo

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Uma atriz reconhecida por sua elegância ímpar acabou nos deixando repentinamente, comovendo o Brasil. Estamos falando de Márcia de Windsor, que nasceu em Ouro Preto (MG), em 3 de outubro de 1933.

Marcia de Windsor

Descendente de duas famílias tradicionais das cidades de Ouro Preto e Diamantina, Márcia resolveu romper com as tradições de sua família quando, aos 17 anos, decidiu-se casar com um fazendeiro Montanha de Barros, 25 anos mais velho que ela, em Ilhéus (BA).

Deste casamento, nasceram os filhos Arlindo Barreto, ator que ficaria conhecido por viver o palhaço Bozo na década de 1980, e Gilberto Márcio. Com o fim deste relacionamento, ela se casou com o ator Jardel Filho, na década de 1960.

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Início da carreira artística

Jardel Filho e Marcia de Windsor

A artista mudou-se para o Rio de Janeiro (RJ) e estreou na carreira artística como vedete em show de reabertura do Copacabana Palace em 1958. O sobrenome Windsor foi uma sugestão do jornalista Stanislaw Ponte Preta, já que, segundo ele, ela lembrava muito a duquesa de Windsor.

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Márcia iniciou sua trajetória na televisão na extinta TV Rio. Tentou ser cantora, mas acabou se destacando como apresentadora e, posteriormente, como jurada de programas dos apresentadores Silvio Santos e Flávio Cavalcanti.

Marcia de Windsor e Walter Forster

Conhecida como a “Jurada Nota 10”, a artista era querida e admirada pelo público por ser generosa com os calouros.

“Como cantora, era fraca. Depois foi apresentadora, com maior sucesso, mas realmente atingiu a categoria de ídolo quando, paradoxalmente, virou jurada”, escreveu a crítica Maria Helena Dutra no JB.

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Atuação em novelas

O Sheik de Agadir

Além disso, Márcia exerceu seu lado atriz em inúmeras peças de teatro e filmes. Na teledramaturgia, trabalhou em produções de diversas emissoras, incluindo o sucesso O Sheik de Agadir (1967), na Globo.

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Na Excelsior, atuou nas novelas Os Fantoches (1967), A Menina do Veleiro Azul (1969) e Os Estranhos (1969). Durante sua passagem na Tupi, esteve em E Nós, Aonde Vamos? (1970), Bel-Ami (1972), Na Idade do Lobo (1972) e O Profeta (1977).

Por fim, foi contratada pela Rede Bandeirantes, onde participou de Cara a Cara (1979), Cavalo Amarelo (1980), Os Adolescentes (1981) e Ninho da Serpente (1982), que acabou sendo sua última novela.

Morte repentina

Marcia de Windsor

Márcia de Windsor morreu em 4 de agosto de 1982, aos 47 anos, vítima de um infarto agudo no miocárdio, no apartamento onde residia no Hotel San Raphael, na capital paulista.

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Ela já havia concluído a sua participação em Ninho da Serpente. Na noite anterior à sua morte, ela havia participado do Boa Noite Brasil, programa de auditório apresentado por Flávio Cavalcanti, onde tinha um quadro semanal intitulado Meu Neto é uma Graça.

O corpo da atriz foi encontrado pela camareira do hotel, que, após tentar chamar a atriz para um telefonema, entrou no quarto de Márcia, que se encontrava trancado por dentro.

Seu corpo estava na cama, com os braços e pernas esticados e os olhos e a boca abertos. A profissional chamou a atriz Carmem Silva, que também trabalhava na Band e estava no quarto ao lado; a colega a enrolou num lençol e telefonou para a emissora.

Marcia de Windsor

De acordo com o Jornal do Brasil de 5 de agosto de 1982, não foi encontrado nos pertences da artista nenhum comprimido de um remédio que ela sempre levava consigo para conter eventuais crises cardíacas.

À reportagem, o médico Inácio Nusbaum explicou que, se no instante do ataque, Márcia tivesse utilizado o medicamente, “talvez conseguisse evitar a morte”.

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Escondia problemas de saúde

Arlindo Barreto

Ao JB, Arlindo Barreto disse que ela escondia problemas cardíacos há alguns meses e nunca deixou de fumar três maços de cigarro por dia, além de ter uma vida sedentária e abusar do sal nas refeições. Quando tinha crises, segundo o filho, dizia ter pressão alta.

O corpo da atriz foi velado no Teatro Bandeirantes, em São Paulo, com a presença de muitos artistas, e, posteriormente, na capela do Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, onde ela foi enterrada.

No bairro de Santíssimo, localizado na capital fluminense, existe uma praça com seu nome.

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