Enganaram bem: cinco mocinhas que mais pareciam vilãs em suas novelas - TV História

Enganaram bem: cinco mocinhas que mais pareciam vilãs em suas novelas

Mocinhas bondosas, de coração puro e caráter irreparável sempre foram o ponto forte de diversas novelas que fizeram sucesso em todo mundo. Nas tramas mais maniqueístas, o bom é sempre bom e o mau é sempre mau – e muitas novelas seguem essa cartilha à risca.

Porém, vez ou outra, alguns autores de novelas resolvem brincar com as facetas das protagonistas femininas de suas tramas. Por isso, hoje iremos conhecer algumas mocinhas tão malvadas que poderiam ser as vilãs das suas histórias.

Clara (Passione, 2010)

Em sua última novela inédita no horário nobre, Silvio de Abreu, atual chefe da dramaturgia da Rede Globo trouxe uma história com núcleos interligados. À beira da morte, Eugênio Gouveia (Mauro Mendonça) revela à sua esposa Bete (Fernanda Montenegro) que o filho que eles tiveram há 55 anos está vivo.

A enfermeira da família, Clara (Mariana Ximenes), interessada na herança deixada pelo milionário, parte na busca para encontrar Totó (Tony Ramos), o filho perdido.

No decorrer da trama, Clara revela-se uma grande assassina, disposta a cometer todos os tipos de crimes para conseguir o que deseja: dinheiro e poder.

No último capítulo de Passione, Clara terminou impune dos crimes que cometeu, olhando para o mar, na mesma profissão de enfermeira do início da trama.

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Teresa (Teresa, 2010)

Com a característica frase “ser ou não ser, e eu sou”, Teresa mirou no seu objetivo principal na trama que levava seu nome: sair da pobreza extrema e conseguir ascender socialmente.

Em busca desse objetivo, ela se envolve com Paulo (Alejandro Nones), o melhor aluno do curso preparatório em que ela estudou graças a uma bolsa de estudos.

Porém, ele termina com ela quando descobre sua condição financeira e a vingança de Teresa vem anos depois, com Paulo mergulhado no mundo das drogas.

Com ambição desmedida, Teresa procura outro amor para ascender na vida. O escolhido agora é Artur (Sebastián Rulli), o professor que decide bancar os estudos dela na melhor universidade do país. Apaixonado por ela e enganado por suas mentiras, o homem acaba abrigando Teresa em sua casa.

Durante a exibição de Teresa, surgiram algumas críticas sobre a possibilidade da trama ter plágio de Rubi (2004), cujo original data o ano de 1968. Porém, a primeira versão de Teresa é de 1959. No Brasil, Teresa também ganhou uma versão na tela da Rede Tupi, em 1965.

Rubi (Rubi, 2004)

Por falar nela, a ambiciosa Rubi (Bárbara Mori) também é uma das mocinhas mais controversas das novelas. Dona de uma beleza incomparável, Rubi foi capaz de passar por cima até da “melhor amiga” Maribel (Jacqueline Bracamontes) para conquistar um homem rico.

Com um final trágico, a “descarada” Rubi ainda preparou sua sucessora (Fernanda), sua própria sobrinha, para continuar seu legado nas maldades e ambição.

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Jezabel (Jezabel, 2019)

Acostumada a produzir novelas inspiradas em tramas bíblicas com jovens heróis épicos, a Record TV resolveu inovar em 2019 ao lançar uma trama protagonizada por uma mulher má. Pelo menos é essa a descrição bíblica da princesa fenícia Jezabel (Lidi Lisboa).

Malvada, vingativa, perversa e sedutora, Jezabel casou-se com o príncipe Acabe (André Bankoff) e tornou-se a rainha de Israel. Para mostrar seu poder, Jezabel promovia sacrifícios públicos com sangue, além de outras excentricidades.

Ao final, após uma profecia de Elias (Iano Salomão), Jezabel foi arremessada de um prédio e devorada por cães. O spoiler está na própria Bíblia na passagem: “Então voltaram e contaram isso a Jeú, que disse: ‘Cumpriu-se a palavra do Senhor anunciada por meio do seu servo Elias, o tesbita: Num terreno em Jezreel cães devorarão a carne de Jezabel’”, 2 Reis 9:36.

Xica da Silva (Xica da Silva, 1996)

A escrava mais famosa do Brasil Colônia merece destaque nesta lista. A novela da Rede Manchete, escrita por Adamo Angel (Walcyr Carrasco), é livremente baseada nos romances “Chica que Manda”, de Agripa Vasconcelos, e também no romance homônimo de João Felício dos Santos. A trama foi marcada por forte violência e erotismo.

Xica da Silva (Taís Araújo) se apaixona pelo homem mais importante de Minas Gerais na época, o Contratador João Fernandes de Oliveira (Victor Wagner). Já alforriada, Xica passa a viver com luxo e nobreza numa fazenda construída pelo próprio Contratador.

Para defender sua união com ele, Xica foi capaz de cometer as maiores atrocidades com as mulheres que cruzaram seu caminho. Isso incluiu mandar cortar a boca de Fausta (Lu Grimaldi), as orelhas de Clara (Adriane Galisteu), arrancar a cabeça de Caetana (Thalma de Freitas) e os dentes de Almerinda (Mônica Mouda de Castro). Todas elas tiveram um romance com João Fernandes.

Ela ainda mandou costurar a boca de Paulo (Déo Garcez) e fazer uma feijoada com o corpo de Damião (Romeu Evaristo). Foi um duelo de gigantes com a verdadeira vilã da novela, Violante (Drica Moraes).

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E aí, lembra de outra mocinha tão malvada quanto as citadas no texto?

SOBRE O AUTOR
Alexandre Pequeno é jornalista e apaixonado pelas novelas brasileiras desde a infância. A paixão foi tanta que seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi sobre a novela Mulheres Apaixonadas, de Manoel Carlos. Em 2018, lançou o canal Novelando, onde aborda, de forma bem humorada, sobre as tramas que marcaram a história da TV. Já publicou contos e crônicas em antologias nacionais.

SOBRE A COLUNA
Listas, análises e notícias sobre o universo da teledramaturgia. A coluna, publicada de forma semanal, aborda os vários aspectos que envolvem as tramas nacionais e internacionais.



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