Em 1992, ator da Globo morreu ao ser atingido por bala perdida no Rio de Janeiro

Conhecido do grande público pela atuação em diversas novelas e humorísticos, especialmente da Rede Globo, Older Cazarré, de forma trágica, há 28 anos. Ele foi atingido por uma bala perdida enquanto dormia em seu apartamento, no Rio de Janeiro (RJ).

Older Bernard Cazarré nasceu em 16 de janeiro de 1935, em Pelotas (RS). Começou sua carreira na televisão nos anos 1960, na TV Tupi, onde trabalhou por mais de 20 anos, fazendo novelas como Hospital (1971), O Machão (1974) e O Julgamento (1976), entre outras.



Foi para a Globo em 1979, estreando na emissora em Feijão Maravilha (1979). Depois fez O Amor é Nosso (1981), Ti Ti Ti (1985), onde se destacou como Natalino, Direito de Amar (1987), Fera Radical (1988), Que Rei Sou Eu? (1989) e Rainha da Sucata (1990).

Suas últimas participações na televisão foram na Escolinha do Professor Raimundo e Estados Anysios de Chico City.

Além do trabalho como ator e humorista, se destacou como dublador. Um dos trabalhos mais destacados foi o de Jaiminho, carteiro do seriado mexicano Chaves.

Ele era irmão do também ator Olney Cazarré, que morreu um ano antes, em 1991, e é tio-avô de Juliano Cazarré, que atualmente trabalha em novelas da Rede Globo.

No dia 26 de fevereiro de 1992, Cazarré dormia em seu apartamento, na ladeira Saint Roman, em Copacabana. Ele foi atingido no peito por uma bala perdida.

O ator chegou a ser socorrido por sua parceira, Lucília Braga, mas morreu, aos 57 anos, a caminho do hospital.

A origem do tiro virou motivo de discórdia: a versão oficial aponta que partiu de traficantes das favelas do Pavão e do Pavãozinho, mas um perito disse que pode ter sido também da polícia, que trocava tiros com os bandidos. Essa versão foi contestada posteriormente.



Apartamento encalhado

Em fevereiro de 1994, dois anos após a morte do ator, a Folha de S.Paulo divulgou uma reportagem informando que o apartamento estava à venda havia dois anos, mas, até o momento, nenhum comprador apareceu.

“Anunciado há dois anos por uma imobiliária pelo preço de US$ 45 mil, o apartamento 202 do número 44 da rua Sá Ferreira não tem sequer pretendentes. A imobiliária informou que os prédios próximos aos morros do Pavão e do Pavãozinho são desvalorizados em até 20% em relação a outros do mesmo bairro”, destacou a reportagem.



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