Em 1969, Globo sofreu com novela inovadora da Tupi e foi obrigada a se renovar - TV História

Em 1969, Globo sofreu com novela inovadora da Tupi e foi obrigada a se renovar

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Há exatamente 52 anos, em 15 de janeiro de 1969, a Globo estreava, no Rio de Janeiro (RJ), Rosa Rebelde, trama escrita por Janete Clair – na capital paulista, a estreia aconteceu somente em 10 de março, já que a emissora ainda não transmitia em rede na época.

A história nada mais era que a adaptação para a TV de um sucesso radiofônico da autora: Rosa Malena. Mas a ação foi transferida para a Espanha dos tempos napoleônicos por ordem de Glória Magadan, que mandava e desmandava, até então, na teledramaturgia global.

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Rosa Rebelde teve a ingrata tarefa de concorrer com Beto Rockfeller (foto abaixo), trama da Tupi que revolucionou o gênero ao mostrar uma história moderna e passada no Brasil. Dessa forna, os dramalhões de capa e escapa que eram a marca daqueles tempos estavam ficando definitivamente para trás.

A novela, que reunia novamente Tarcísio Meira e Glória Menezes, ficou marcada por algumas curiosidades. Da mesma forma como deu um salto no tempo em Anastácia, a Mulher sem Destino (1967), que ainda sofreu um terremoto que dizimou boa parte dos personagens, Rosa Rebelde teve uma passagem de tempo de 20 anos na reta final por conta de um fato trágico: os estúdios da Globo em São Paulo pegaram fogo e atrasaram a produção de A Cabana do Pai Tomás (foto abaixo), que seria a nova produção das sete.

Dessa forma, a Globo teve que levar as gravações para o Rio, mas não teria como produzir a sucessora de Rosa Rebelde, que acabou sendo espichada em mais de 100 capítulos. Tarcísio e Glória acabaram ganhando novos papeis: além do casal Sandro e Rosa Malena, também viveram o filho Fernando e Simone, a filha de uma prima de Rosa, respectivamente.

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Outra curiosidade foi que a chegada do Homem à Lua, em julho de 1969, levantou o Ibope da novela, já que o público queria ver as notícias no telejornal da Globo – vale lembrar que o Jornal Nacional estrearia somente em setembro daquele ano.

Ao final de Rosa Rebelde, a Globo, enfim, pôde dar início ao processo de modernização de sua teledramaturgia com a produção de Véu de Noiva, também de Janete Clair, que fez sucesso e marcou uma nova era na televisão brasileira.



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