Como uma novela de sucesso quase arruinou o casamento de Tony Ramos - TV História

Como uma novela de sucesso quase arruinou o casamento de Tony Ramos

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Um dos mais sólidos e conhecidos casais no mundo dos famosos é o formado pelo ator Tony Ramos e Lidiane Barbosa, que estão juntos há 51 anos.

No entanto, para que essa união fosse possível, o casal teve que passar por cima de um obstáculo: o temperamental autor Geraldo Vietri (1927-1996), que escrevia e dirigia a novela Nino, o Italianinho, que contava com a presença no elenco de Tony, em plena ascensão naquele ano de 1969.

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Vietri simplesmente marcou gravações da trama no dia do casamento de Tony e Lidiane. Detalhe: ele era padrinho do casal, junto com a atriz Aracy Balabanian.

Ao livro “Geraldo Vietri – Disciplina é Liberdade”, de Vilmar Ledesma, a madrinha lembrou de Tony todo escanhoado de fazer a barba correndo para não se atrasar.

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“Agora, mais do que nunca, esse menino precisa trabalhar”, dizia o novelista. Da Tupi, todos forma correndo para a cerimônia, realizada na Igreja Nossa Senhora do Brasil, nos Jardins, na capital paulista.

“Choramos muito na igreja, parecia que era uma primeira comunhão, devido à juventude dos noivos”, relembrou Aracy.

Vietri deu de presente para o casal uma geladeira, artigo de luxo na época.

Ao mesmo livro, Tony disse que tinha grandes lembranças do “homem temperamental, doce, sensível, tranquilo, reservado, muito discreto”. “Um dia, Vietri foi jantar na casa do casal e depois disse para Lidiane: não é que você cozinha bem mesmo”, destacou a obra.

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Sucesso da Tupi, Nino, o Italianinho ficou no ar entre 1º de maio de 1969 e 5 de julho de 1970, com 304 capítulos.

Depois dessa trama, Tony ainda fez diversas novelas na Tupi antes de partir para a Globo: Simplesmente Maria (1970), As Bruxas (1970), Hospital (1971), A Revolta dos Anjos (1972), Na Idade do Lobo (1972), Vitória Bonelli (1972), Rosa dos Ventos (1973), Ídolo de Pano (1974), Os Inocentes (1974), A Viagem (1975) e O Julgamento (1976).

Estreou na Globo na mal-sucedida Espelho Mágico (1977), brilhando, em seguida, como Márcio Hayala em O Astro, no mesmo ano.

Já Vietri escreveu novelas para Tupi, Globo, TV Cultura, Band, Manchete e, por fim, CNT. Ele morreu em 1º de agosto de 1996, aos 68 anos, vítima de broncopneumonia.



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