Parecidos? Como eram 10 personagens reais de Nos Tempos do Imperador

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No ar desde 9 de agosto, a novela Nos Tempos do Imperador retrata um dos períodos mais longevos da história do Brasil, o Segundo Reinado, que teve em Dom Pedro II o seu principal expoente.

E, a exemplo do próprio monarca, outros personagens da época também possuem trajetórias repletas de curiosidades.

Confira 10 exemplos na lista:

Dom Pedro II – Selton Mello

Com um nome de batismo tão longo quanto o seu reinado, Dom Pedro II teve o rumo de sua vida alterado de forma abrupta logo aos 5 anos de idade quando o pai, Dom Pedro I, abdicou do trono brasileiro em abril de 1831.

Após o Período Regencial (1831-1840), assumiu a condição de Imperador aos 14 anos em razão da instabilidade política do país, que levou ao chamado “Golpe da Maioridade”. Era reconhecido internacionalmente pela erudição, sendo um grande incentivador das artes e das ciências. Com a Proclamação da República, em novembro de 1889, autoexilou-se em Paris, onde morreu em 1891 aos 66 anos, vítima de pneumonia.

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Imperatriz Teresa Cristina – Letícia Sabatella

Nascida em Nápoles, no então Reino das Duas Sicílias (hoje parte da Itália), foi apelidada “Mãe dos Brasileiros” por sua generosidade no período como imperatriz consorte do Brasil (1843-1889).

Esposa dedicada, teve quatro filhos com Dom Pedro II e suportou os casos extraconjungais do marido, permanecendo ao seu lado até o fim. Devido a uma parada cardiorrespiratória, morreu em dezembro de 1889 na cidade do Porto (Portugal).

Princesa Isabel – Giulia Gayoso

Filha mais velha de Dom Pedro II e Teresa Cristina, marcou o seu nome na história do Brasil por ter assinado, em 1888, a Lei Áurea, que aboliu a escravidão no país. Nascida em 1846, casou-se aos 18 anos com o príncipe francês Gastão de Orléans (que tinha o título de Conde d’Eu). O casal demorou pouco mais de dez anos para ter o primeiro filho, mas depois vieram outros três.

Por ser a herdeira presuntiva do trono em razão do falecimento precoce de seus dois irmãos homens, foi regente em três ocasiões, durante viagens de seu pai (na última delas, assinou a Lei Áurea). Faleceu em 1921, aos 75 anos, na França.

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Princesa Leopoldina – Bruna Griphao

Irmã mais nova de Isabel, renunciou ao título de princesa do Brasil quando se casou com o príncipe alemão Luís Augusto (Duque de Saxe), que inicialmente seria marido de Isabel, enquanto o Conde d’Eu era o prometido de Leopoldina.

No entanto, pesaram as respectivas opiniões das princesas sobre os pretendentes, o que resultou na inversão dos casamentos. Leopoldina teve quatro filhos e, em 1871, morreu com apenas 23 anos em Viena (Áustria), vítima de febre tifoide.

Conde d’Eu – Daniel Torres

O príncipe Gastão de Orléans (nascido em 1842) recebeu o título de Conde d’Eu já no seu nascimento. Aos 5 anos de idade, foi exilado com a família para a Inglaterra, já que o seu avô, Luís Filipe I, abdicou do trono francês. Posteriormente, viveu na Espanha, onde construiu uma notória carreira militar.

Depois de se casar com Isabel, atuou como comandante dos exércitos da Tríplice Aliança – formada por Brasil, Argentina e Uruguai – durante a Guerra do Paraguai (1864-1870). Em 1922, quando viajava de navio ao Brasil para celebrar o primeiro centenário da Independência, morreu de causas naturais.

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Luísa, Condessa de Barral – Mariana Ximenes

Atuando como preceptora das princesas Isabel e Leopoldina, a baiana Luísa Margarida Portugal de Barros despertou a paixão de Dom Pedro II. Os dois mantiveram um longo caso amoroso.

Luísa recebeu o título de condessa por ser casada com o francês Eugène, conde de Barral. Além da beleza física, chamava a atenção pela forte personalidade e por seu intelecto. Faleceu em 1891, aos 74 anos, na França.

Duque de Caxias – Jackson Antunes

Patrono do Exército Brasileiro, Luiz Alves de Lima e Silva foi um dos personagens mais importantes da história do país. Leal a Dom Pedro I, lutou contra Portugal pela Independência e na Guerra da Cisplatina. Foi mestre de armas de Dom Pedro II, tendo ensinado esgrima e hipismo ao imperador, de quem se tornou amigo. Durante o Período Regencial, ajudou a derrotar diversas revoltas populares.

No Segundo Reinado, colecionou vitórias no comando do Exército, especialmente nas guerras do Prata e do Paraguai. A brilhante carreira militar lhe rendeu a patente de marechal e títulos de nobreza: foi barão, conde, marquês e, por fim, Duque de Caxias. Também foi político, tendo sido, entre outros cargos, senador, ministro da Guerra e presidente do Conselho de Ministros. Morreu em 1880, aos 76 anos.

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Solano López – Roberto Birindelli

Segundo presidente constitucional do Paraguai, Francisco Solano López sucedeu no cargo ao seu próprio pai, Carlos Antonio López. Comandava as forças armadas e se tornou chefe supremo da nação durante a Guerra do Paraguai.

Considerado como um herói pelo povo paraguaio, era acusado de ser um ditador sanguinário por parte dos governos de Brasil e Argentina, que se uniram ao Uruguai para formar a Tríplice Aliança. Casado com a irlandesa Elisa Alicia Lynch (1835-1886), com quem teve seis filhos, López foi morto em combate ao fim do conflito, em 1870, quando tinha 42 anos de idade.

Barão de Mauá – Charles Fricks

Dotado de um notável espírito empreendedor, Irineu Evangelista de Sousa foi comerciante, industrial e banqueiro, mas se tornou amplamente conhecido por seus títulos de nobreza: além de barão, também foi Visconde de Mauá.

Liberal e abolicionista, seu pioneirismo estabeleceu marcos importantes para a economia, como a primeira ferrovia brasileira e um cabo submarino telegráfico entre América do Sul e Europa. Gaúcho de Arroio Grande, faleceu em Petrópolis (RJ) pouco antes do fim da Monarquia, em outubro de 1889, aos 75 anos.

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José de Alencar – Alcemar Vieira

Célebre autor da trilogia indianista – formada por “O Guarani” (1857), “Iracema” (1865) e “Ubirajara” (1874) – e de outros títulos, o cearense José de Alencar não só foi um escritor de renome (homenageado com o título de patrono da cadeira nº 23 da Academia Brasileira de Letras): formado em Direito, foi advogado, jornalista e teve uma destacada carreira política.

Militante do Partido Conservador, defendia a escravidão, foi deputado federal e ocupou o cargo de ministro da Justiça de 1868 a 1870. Magoado com Dom Pedro II por não ter sido nomeado senador, morreu em 1877, aos 48 anos, vitimado pela tuberculose.

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