Como a censura da ditadura ajudou Costinha, morto há 25 anos, a fazer ainda mais sucesso - TV História

Como a censura da ditadura ajudou Costinha, morto há 25 anos, a fazer ainda mais sucesso

Um dos humoristas mais censurados do regime militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985, Costinha, ou melhor, Lírio Mário da Costa nos deixava em 15 de setembro de 1995, aos 75 anos. Apesar de ter tido problemas com as proibições, ele sempre disse que aquilo acabou ajudando sua carreira.

Nascido em 25 de março de 1923, em Vila Isabel, no Rio de Janeiro (RJ), Costinha vinha de uma família com inúmeros artistas. Com ele, não poderia ser diferente: após ser abandonado pelo pai, aos 13 anos, iniciou a carreira no circo – mas também teve outros trabalhos, como contínuo, garçom, engraxate e apontador do jogo do bicho.

A carreira no rádio começou em 1942, na Rádio Tamoio, onde entrou como faxineiro. Logo começou a participar dos programas humorísticos da casa e esteve na versão radiofônica da Escolinha do Professor Raimundo, de Chico Anysio.

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Desde os anos 1950 no cinema e na televisão, participou das mais variadas produções, sendo censurado uma infinidade de vezes. Mas não pense que ele se importava com isso – pelo contrário.

“Os teatros onde me apresentava ficam lotados. Todos queriam ouvir as coisas que eu não podia dizer na televisão. Acabou sendo ótimo para minha carreira”, declarou o humorista, em entrevista ao jornal O Globo de 6 de agosto de 1991.

Na televisão, esteve em Balança, Mas Não Cai, Apertura, Aperte o Cinto, Domingo de Graça, O Planeta dos Homens, Os Trapalhões, Chico Anysio Show, entre outros, terminando sua carreira como Mazarito, na Escolinha do Professor Raimundo, da Globo.

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Outra característica do humorista era o pavor de avião. As viagens para apresentações de shows pelo Brasil eram feitas somente de carro ou ônibus.

Fumante inveterado – chegava a consumir dois maços por dia – não ouviu as recomendações do médico após problemas de saúde, continuando com o vício. Após ser internado com falta de ar em 4 de setembro de 1995, morreu no dia 15 do mesmo mês, de enfisema pulmonar. Pouco tempo antes, ele havia programado para 29 de setembro um espetáculo teatral que encerraria sua carreira, mas não houve tempo.



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