Clipes, zebrinha e mais: 10 coisas que só quem via o Fantástico nos anos 80 vai se lembrar

1 – O Show da Vida, como é conhecido o Fantástico desde a sua estreia, já começava pela abertura, com as criações de Hans Donner. As versões das pirâmides coloridas e a inesquecível viagem pelas belezas naturais do mundo com Isadora Ribeiro e companhia mexeram com a cabeça dos telespectadores da época e são lembradas até hoje.

2 – Todo mundo fazia uma fezinha na loteria esportiva, que era febre e distribuía milhões em cruzeiros. Lembre-se que não havia TV paga, pay-per-view, internet e afins, ou seja, quem queria ver os gols do domingo ou ficar sabendo quanto foram os jogos, tinha que ver Os Gols do Fantástico, com Léo Batista e Fernando Vannucci.

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3 – Falando em loteria esportiva, a Zebrinha do Fantástico era mania entre adultos e crianças. Claro que existiam aqueles que tinham medo da criatura, mas a maioria gostava.

4 – Sem serviços de streaming para acompanhar os lançamentos musicais do mundo todo em tempo real, como o Spotify, o público esperava ansiosamente a noite de domingo para saber quais canções, nacionais e estrangeiras, fariam a cabeça da galera nas semanas seguintes. O lançamento do clip de Thriller, de Michael Jackson, em 1983, marcou época. Além disso, muitas bandas nacionais, especialmente de rock, ficaram famosas ao aparecer no programa.

5 – O auge foi nos anos 1970, mas na década seguinte o público ainda esperava as noites de domingo para acompanhar as longas e exclusivas matérias de Hélio Costa diretamente dos Estados Unidos (ou outras partes do mundo), trazendo novidades a respeito de saúde, economia, lançamentos e entrevistas com personalidades e artistas. O programa foi o primeiro a abordar a explosão dos casos de AIDS, ainda na primeira metade dos anos 1980.

6 – E as Garotas do Fantástico? Todo domingo, duas jovens desfilavam em paisagens paradisíacas e o público escolhia uma delas, que se classificava para a final. Nesse quadro, foram reveladas belas garotas que fizeram fama nos anos seguintes – algumas, até hoje, como Paula Burlamaqui, Luciana Vendramini, Cléo Brandão, entre outras.

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7 – Quem gostava do quadro Incrível, Fantástico, Extraordinário? Ou você tinha medo? Os telespectadores enviavam relatos e a equipe do programa transformava-os em histórias sobre fantasmas e outros fenômenos sobrenaturais, com apresentação do saudoso Mário Lago.

8 – Quem gostava de humor, tinha diversas opções, incluindo o monólogo do mestre Chico Anysio, presente desde o início do programa, em 1973.

9 – Aí já foi mais no final da década, mas marcou mesmo assim: a sátira política inteligente de Alexandre Garcia, jornalista vindo da Manchete, que fazia uma crônica bem-humorada sobre os bastidores da política, diretamente de Brasília (DF).

10 – E, claro, como anunciava Sérgio Chapelin, o Fantástico era o momento de conferir “as notícias do domingo, no Brasil e no mundo, via satélite”.



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