Chamado de esclerosado, vilão de O Cravo e a Rosa convive com brigas e processos

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Atualmente com 83 anos, Carlos Vereza, filho de um pintor de paredes e uma enfermeira, tem uma carreira tão sólida que faz parte da lista da Ordem do Mérito Cultural, onde também figuram Renato Aragão, Chacrinha, Oscar Niemeyer e muitos outros ilustres.

Carlos Vereza

Carioca da gema, o ator é autodidata e virou ator em comerciais da Tupi em 1959. Assíduo dos programas de auditório, foi sem querer que teve a primeira oportunidade.

Na falta de um ator, Vereza se ofereceu para substituí-lo e logo foi contratado para o programa Noite de Gala.

Durante a ditadura militar, Vereza fazia parte de um grupo de intelectuais e artistas e foi militante do Partido Comunista Brasileiro, onde conheceu Dias Gomes.

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Destaque em Selva de Pedra

Carlos Vereza

Em 1969, estreou na Globo em A Ponte dos Suspiros. Foram mais de 30 novelas na emissora, com o primeiro grande papel vindo na lendária Selva de Pedra (1972), como o vilão Miro.

Também fez Verão Vermelho (1969), Assim na Terra Como no Céu (1970), O Rebu (1974), Aritana (1978), Coração Alado (1980) e Direito de Amar (1987), papel que lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator pela APCA.

Outro papel de destaque foi o senador Roberto Caxias, em O Rei do Gado (1996), o qual “alfinetou” muitos políticos em todo o Brasil e gerou protestos da classe.

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Vilão em O Cravo e a Rosa

Drica Moraes e Carlos Vereza

Em 2000, Carlos Vereza esteve em O Cravo e a Rosa, sucesso em reprise na nova faixa de reprises da Globo, como Joaquim.

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Misterioso e calculista, o vilão é pai de Marcela (Drica Moraes), uma mulher liberal que lhe causa desgostos.

Ele atribui a perdição da filha a Petruchio (Eduardo Moscovis), a quem decreta vingança, fazendo de tudo para que o matuto perca sua fazenda e também o casamento com Catarina (Adriana Esteves).

Além de ser enganado pela filha inescrupulosa, Joaquim descobre ser pai do simplório e inocente Januário (Taumaturgo Ferreira).

Substituiu ator em Velho Chico

Carlos Vereza

Depois disso, Vereza ainda atuou em O Clone (2001), Kubanacan (2003), Começar de Novo (2004), Sinhá Moça (2006), Duas Caras (2007), Paraíso (2009), Escrito nas Estrelas (2010), Amor Eterno Amor (2012), Além do Tempo (2015) e Velho Chico (2016), cujo personagem substituiu o padre vivido por Umberto Magnani, ator que morreu ao longo das gravações.

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Nos últimos anos, esteve em Os Dias Eram Assim (2017) e na série Sob Pressão (2018).

Ganhou fama internacional por sua caracterização do escritor Graciliano Ramos em Memórias do Cárcere (1984), no Festival de Cannes. Pelo papel ganhou vários prêmios, como o Pavão de Ouro, no Festival Internacional de Cinema da Índia.

Atuou em mais de 30 peças, tendo escrito duas delas. No mesmo ano, ganhou o Molière de Melhor Ator, por No Brilho da Gota de Sangue, escrita e dirigida por Domingos Oliveira.

Por onde anda Carlos Vereza, o Joaquim de O Cravo e a Rosa?

Carlos Vereza

Sua posição política tem trazido muita dores de cabeça nos últimos tempos. Recentemente, Vereza processou colegas de trabalho, como José de Abreu, que lhe chamou de “esclerosado”, e Mário Gomes, que fez críticas em áudio divulgado no WhatsApp.

“Alô, José de Abreu! Respeite a Regina Duarte! Respeite as escolhas diferentes das suas! Sempre te tratei com afabilidade, aceitando seu ponto de vista em questões ideológicas. Por que vibrar sempre no ódio, nas baixas energias? Procure em você o lado mais generoso, que, com certeza, possui”, escreveu o ator.

“Embora não acredite, estamos numa democracia, 57 milhões de eleitores fizeram uma escolha, assim como você. Esqueça os tristes adjetivos, o país carece de amabilidade. Espere, calmamente, até 2022 e vote nos seus candidatos”, completou.

“Achei bonita sua hipocrisia, sua falta de caráter e memória, digna de um esclerosado que costuma falar com supostos aliens, considerados ‘espíritos superiores’ que vieram visitá-lo em discos voadores, como se pode ver em um vídeo postado na rede”, rebateu Abreu.

Em julho, registrou queixa-crime contra um fotógrafo que o xingou nas redes sociais, também por divergências políticas.

Carlos Vereza e Sergio Moro

Ex-apoiador do presidente Jair Bolsonaro, defendia a candidatura do ex-juiz Sérgio Moro, dizendo que ele era a “única via”.

Outras polêmicas envolvendo o ator vão desde a mudança drástica de ideologia política, premonições, conversa com espíritos, ovnis e críticas ao movimento LGBTQIA+.

Carlos Vereza foi casado com as atrizes Renata Sorrah (de 1969 a 1974), Xuxa Lopes (1974 a 1976) e com a artista plástica Delma Godoy (de 1976 a 1991), com quem teve uma filha, a também atriz, Larissa Vereza.

Com a atriz e cantora Andréa Ferreira, teve sua segunda filha, Diana; já com a jornalista Vanessa Mazzari (casado desde 2001), seu terceiro filho, Luiz Sérgio.

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