Cena icônica de atriz que nos deixou foi refeita em outra novela da Globo
17/08/2023 às 18h18

A atriz Léa Garcia morreu na última terça-feira (15), aos 90 anos, vítima de complicações cardiológicas. Nome de peso no teatro e no cinema, Léa também fez história na televisão.
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Uma de suas personagens de maior sucesso foi Rosa, de Escrava Isaura (1976), assinada por Gilberto Braga. O desfecho da vilã marcou época e foi reproduzido em um grande êxito de Walcyr Carrasco, Alma Gêmea (2005), numa cena protagonizada por Ana Lúcia Torre (foto acima).
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Escrava Isaura

Lucélia Santos e Lea Garcia em Escrava Isaura (reprodução /Memória Globo)
Cativa da fazenda da família Almeida, Rosa inveja Isaura (Lucélia Santos), escrava branca tratada com todas as regalias por Ester (Beatriz Lyra). Ela se une aos feitores e ao vilão Leôncio (Rubens de Falco), que deseja Isaura, para maltratá-la.
No último capítulo, após o suicídio de Leôncio, Isaura assume a propriedade ao lado do amado Álvaro (Edwin Luisi) e dá a carta de alforria para a inimiga. Mesmo assim, Rosa decide matá-la com um ponche envenenado.
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Porém, ao servir a bebida, ela se atrapalha e acaba vítima do próprio plano. O castigo “lavou a alma” do público que fez de Escrava Isaura um dos grandes êxitos das seis.
https://www.youtube.com/watch?v=XzWZBYXgzAE
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Alma Gêmea
Cristina (Flavia Alessandra) e Débora (Ana Lúcia Torre) em Alma Gêmea (divulgação/Globo)29 anos depois, Walcyr Carrasco repetiu o entrecho criado por Gilberto Braga em Alma Gêmea. Desta vez, quem provou do próprio veneno foi Débora (Ana Lúcia Torre), mãe e “mentora” da maléfica Cristina (Flávia Alessandra).
Diante da iminente separação da filha e de Rafael (Eduardo Moscovis), Débora decide eliminar o genro para que Cristina herde toda a sua fortuna. Contudo, é ela quem toma do refresco “batizado” oferecido ao botânico.
A alma de Débora deixa o corpo logo em seguida. Enquanto Cristina chora pela mãe, a malvada se debate contra seus inimigos, em uma sequência que gera memes até hoje.
Outros casos
Cassia Kis como Adma em Porto dos Milagres (divulgação/Globo)Situação semelhante aconteceu em Porto dos Milagres (2001), de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares. Após dar fim a vários personagens com a substância que carregava em um anel, Adma (Cássia Kis) prepara um golpe fatal contra o aliado Eriberto (José de Abreu). Ciente da armação, o empregado troca as taças.
Em Mar do Sertão, de Mário Teixeira, a última investida de Deodora (Débora Bloch) para liquidar Candoca (Isadora Cruz) e José Paulino (Sergio Guizé) se voltou contra ela. Quem tomou o chá envenenado foi Tertulinho (Renato Góes), filho da bandida que terminou seus dias presa.
Bebidas fatais também foram servidas em Força de um Desejo (1999), de Gilberto Braga e Alcides Nogueira. Bárbara (Denise Del Vecchio) ceifou a vida de todos que atravessaram seu caminho e o do esposo Higino Ventura (Paulo Betti), bem com das testemunhas de tais crimes.