Autor que já tirou a Globo do buraco coleciona acusações de plágio

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Sucesso de Walcyr Carrasco no horário das nove da Globo, a novela A Dona do Pedaço está sendo alvo de denúncia de plágio. De acordo com o site Notícias da TV, a vendedora Sandra Rodrigues Campos, de São José do Rio Preto (SP), alega que a saga de Maria da Paz (Juliana Paes) é inspirada na história de sua vida.

Walcyr Carrasco

Sandra explica que há vários pontos em comum entre sua história e a da protagonista da novela exibida em 2019. Ela também aprendeu a fazer bolos com sua avó, e se destacou em sua cidade ao começar a vender bolos caseiros.

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Sandra também teve um programa na TV em 2004, que se chamava A Dona do Pedaço. Ao Notícias da TV, Amora Mautner, diretora da novela, negou as acusações. A Globo não comentou.

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A Dona do Pedaço

No entanto, não é a primeira vez que Walcyr Carrasco, que já foi chamado para tirar a Globo do buraco diversas vezes, é acusado de plágio. Outras novelas suas também foram apontadas de trazer semelhanças com outras obras. Em alguns casos, houve até processo, mas é importante ressaltar que Carrasco foi absolvido de todas as acusações.

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O Outro Lado do Paraíso

Bianca Bin em O Outro Lado do Paraíso

Antes de A Dona do Pedaço, Carrasco assinou outro sucesso na faixa das nove, a novela O Outro Lado do Paraíso (2017). Por causa da trama, o autor e a Globo foram acusados de plágio por uma escritora, que alegava que a novela copiava uma obra literária sua.

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Segundo o site NaTelinha, em matéria de 2020, a escritora Célia Moreia Mendes da Silva alegava que O Outro Lado do Paraíso tinha vários pontos em comum com sua obra literária Caminhos de Marias.

Na época, Walcyr Carrasco e a Globo responderam às acusações judicialmente, apontando várias diferenças entre O Outro Lado do Paraíso e o livro em questão. Carrasco também afirmou que sua novela era uma releitura de O Conde de Monte Cristo.

Autor e emissora acabaram absolvidos. Segundo nota do site da Istoé Gente, de abril de 2021, a juíza responsável concordou com os argumentos de Carrasco e da Globo e concluiu que os temas semelhantes entre o livro e a novela são referentes à vida cotidiana, frequentemente encontrados em inúmeras obras literárias e não dotados de proteção pela Lei 9.610/98, que trata dos direitos autorais.

Alma Gêmea

Alma Gêmea

Sucesso de 2005 e atualmente em exibição no canal Viva, Alma Gêmea também foi alvo de processos. De acordo com matéria do UOL, o escritor Carlos de Andrade entrou com um processo alegando que a trama copiava seu livro Chuva de Novembro, de 1997.

Mas Andrade não foi o único. A escritora Shirley Costa também entrou com um processo ao afirmar que Alma Gêmea plagiava a trama de seu romance, Rosácea.

“Tenho provas de que meu livro chegou às mãos de Walcyr. Uma fita gravada está em poder da justiça”, disse a escritora ao jornal Agora, em 2007.

Contudo, o autor foi absolvido das acusações.

Alfinetadas

Aguinaldo Silva

No entanto, uma das mais famosas acusações de plágio contra Walcyr Carrasco não gerou processo, mas sim muito burburinho nos bastidores da Globo.

O autor Aguinaldo Silva apontou que Carrasco copiou a trama principal de Fina Estampa em uma novela das sete, Morde & Assopra. Na trama de Carrasco, Guilherme (Klebber Toledo) tinha vergonha da mãe, Dulce (Cassia Kis), que se sacrificava vendendo cocadas para financiar a faculdade de medicina do filho.

Já em Fina Estampa, Antenor (Caio Castro) também tinha vergonha de Griselda (Lilia Cabral, o “Pereirão”, que trabalhava como faz-tudo para sustentar a família.

“Houve um momento em que a TV Globo disse que ele [Walcyr Carrasco] tinha que tirar a história da novela dele, isso foi pedido pelo Manoel Martins [então diretor-geral de Entretenimento da Globo]. Daí ele se reuniu comigo para jantar e criar um jeito para as duas histórias ficarem diferentes. Isso aconteceu perante duas testemunhas. Nós acertamos os detalhes de como ele deveria fazer para afastar a história dele da minha, mas ele não fez nada do que combinamos”, acusou Silva, numa entrevista à Caras.

Carrasco, por sua vez, se defendeu:

“Não existe ideia original em dramaturgia. Essa história me marca muito, desde criança, quando assisti a um filme americano em que a filha rejeitava a mãe negra”, justificou, numa declaração ao Notícias da TV.

Os dois autores passaram anos se alfinetando em razão desta história.

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