Atriz explica sumiço das novelas da Globo: “Nunca tive padrinho”

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Uma atriz que foi considerada promessa na década de 1980 teve poucas oportunidades nas novelas da Globo. Em Chocolate com Pimenta, por exemplo, ela fez uma breve participação como a mãe do personagem Fabrício (Gabriel Azevedo).

Elida L'Astorino

Atualmente com 63 anos, a carioca Élida L’Astorina Sigmaringa Seixas nasceu no dia 1º de fevereiro de 1959 e iniciou sua carreira de atriz no cinema, aos 18 anos, em A Árvore dos Sexos, dirigida por Sílvio de Abreu. Seguiu para a televisão, com trabalhos na TV Educativa e depois em novelas na Rede Globo.

Élida fez apenas cinco novelas. A primeira, Pecado Rasgado (1978 – novamente em dupla com Sílvio de Abreu), abriu as portas na Globo. Também participou de programas como Geração 80, ao lado de Kadu Moliterno.

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Apesar de começar na pornochanchada, seu rosto angelical lhe rendeu personagens românticos de sucesso, com destaque para Duda, de Pão Pão Beijo Beijo (1983), novela de Walter Negrão, recentemente exibida no canal Viva e disponibilizada no Globoplay.

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Destaque em Pão Pão Beijo Beijo

Elida L'Astorino

Duda era filha de Guido (Mano Benvenutti) e Loreta (Renata Fronzi), irmã de Benito (João Carlos Barroso) e Geninho (Paulo Vignolo). Delicada, bonita, mas com opinião forte, não aceitava a rígida moral italiana imposta pelo pai.

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Ela queria viver o que as moças de sua idade faziam e assim, fica muito próxima de seu primo Franco (Cássio Gabus Mendes) e dos jovens que moram no condomínio, para curtir sua juventude. A surpresa é que Duda e Franco se apaixonam e esse romance proibido dá o que falar.

Chocolate com Pimenta

Élida L’Astorina marcou presença na televisão até início dos anos 1990. Só retornou nos anos 2000, para participar da novela Chocolate com Pimenta, de Walcyr Carrasco, em 2003. Depois disso, ainda fez algumas outras participações, até que em 2011, esteve em Aquele Beijo, de Miguel Falabella, sua última aparição nas telinhas.

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Voz de Jennifer Aniston no Brasil

Jennifer Aniston

Hoje, Élida segue como dubladora. Um de seus trabalhos mais conhecidos é ser a voz de Jennifer Aniston no Brasil, durante todas as temporadas de Friends (1994-2004) e em filmes estrelados pela eterna Rachel.

“É muito raro que um dublador faça um determinado artista várias vezes, e eu e Jennifer Aniston temos uma ligação muito louca. Comecei a dublando em Friends e Rachel me trouxe sorte. Vieram vários filmes seguidos, que até esqueci os nomes, e o sucesso Marley & Eu. Quando menos espero, ela aparece na minha vida (risos). Tive que dublar três longas dela: Mistério no Mediterrâneo, The Yellow Birds (um filme sobre a Guerra do Iraque) e outro de quando ela era muita nova. Eu sou a voz de Jennifer Aniston”, declarou, em 2019, ao site Notícias da TV.

A atriz também deu vida a Willow, amiga de Buffy, A Caça-Vampiros e à Tia Perucas, em Carinha de Anjo, do SBT.

“Quando comecei a engravidar, vi que precisava de um trabalho em que eu pudesse ficar até o bebê nascer. Lembrei que uns amigos tinham falado de dublagem e resolvi entrar nesse mercado. Já estou há 30 anos nele”, explicou, na mesma entrevista.

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Panelinha

Elida L'Astorino

A artista é casada com o advogado Alexandre Seixas, com quem teve uma filha, Sabrina, depois de quatro tentativas frustradas.

“Das vezes anteriores, sempre tive a gravidez interrompida sem uma explicação lógica. Os médicos me diziam que o jeito era tentar de novo”, contou.

Élida demorou a entender porque teve sua carreira interrompida no auge do sucesso.

“Somente depois de anos descobri que tinha um diretor da Globo que era ótimo não só em cortar cenas como também atores”, afirmou, sem dar detalhes, mas com mágoa. “A verdade é que nunca tive padrinho”, completou.

A atriz ainda confirmou que existe panelinhas na área de dramaturgia da Globo.

“Existe [panelinha], sim. E isso acontece em qualquer lugar. Quando alguém é chamado para comandar, coordenar ou ser chefe, ele vai querer trabalhar com pessoas que ele conhece e com pessoas que ele confia. Normal, e na televisão é assim também. É preciso ter boas relações pessoais”, disparou.

Atualmente, Élida diz que é feliz na nova profissão, mas tem saudades de ficar frente às câmeras.

“O meu último grande trabalho na TV foi em Anos Rebeldes (1992). Atuei em Negócio da China (2008), de Miguel Falabella, fiz participações em outras produções como Ti-Ti-Ti (2010), e depois mais nada. Sinceramente, não sei o que houve. Ainda sou reconhecida nas ruas e as pessoas até me perguntam o que aconteceu, mas é difícil responder”, concluiu.

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