Artistas de Bebê a Bordo que já morreram

Confira a lista de artistas de Bebê a Bordo, novela produzida em 1988 pela Rede Globo, que infelizmente já nos deixaram.

Dina Sfat – Laura

Consagrada no cinema e no teatro, Dina Sfat passou pelas TVs Tupi e Excelsior até chegar à Globo, em 1970. Fez o público vibrar com o desequilíbrio mental de Fernanda, vilã de Selva de Pedra (1972); arrebatou a audiência com a voluntariosa Amanda, da primeira versão de O Astro (1977). Em 1979, decidiu abandonar as novelas, chateada com os rumos de Os Gigantes. Voltou ao gênero em 1983, atendendo ao chamado da amiga Janete Clair, em seu último folhetim, Eu Prometo. Cinco anos depois, esteve em Bebê a Bordo – já acometida por um câncer de mama, que a levou em 20 de março de 1989, aos 50 anos -, como a temperamental Laura, que, na busca pela filha que abandonou quando bebê, Ana (Isabela Garcia), acaba encontrando a neta, Heleninha (Adriana Valbon / Beatriz Bertu).

Armando Bógus – Liminha

Intérprete de Liminha, marido de Laura que desapareceu do mapa sem dar explicação – e que regressa quando ela está prestes a aplicar outro golpe do baú. Armando Bógus era “cria” da Excelsior; quando a emissora fechou as portas, seguiu para a Globo, estrelando desde programas infantis – Vila Sésamo (1972) – até novelas do horário mais adulto, o das 22h – Gabriela (1975). Sua participação em Bebê a Bordo se deu entre dois grandes êxitos de sua carreira: Zé das Medalhas, de Roque Santeiro (1985), e Modesto Pires, de Tieta (1989); neste período, também participou de Bambolê (1987). Bógus faleceu em 2 de maio de 1993, vítima de leucemia, aos 63 anos. O ator, que vinha do vilão Cândido Alegria, de Pedra Sobre Pedra (1992), deixou um trabalho póstumo: a minissérie Sex Appeal (exibida em junho de 1993).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Felipe Pinheiro – Ladislau

Filho do primeiro casamento de Liminha, Ladislau sofria ataques de sonambulismo, momentos nos quais fazia coisas inimagináveis, o que o deixava constrangido após despertar. O divertido papel fora destinado a Felipe Pinheiro, um dos expoentes do teatro besteirol, parceiro de cena, por anos, de Pedro Cardoso – o Agostinho, de A Grande Família (2001). Pinheiro, que também foi redator do icônico TV Pirata (1988), faleceu em 1° de novembro de 1993, aos 33 anos, vítima de um ataque cardíaco. O ator, hipertenso, atuava na novela Olho no Olho, às 19h. Após sua morte, o diretor teatral Bob Walter, personagem que interpretava, partiu numa viagem para o exterior.

Leina Krespi – Vespúcia

A governanta da casa de Laura, Vespúcia, era cúmplice tanto da patroa, como de seu desafeto: o sogro Nero (Ary Fontoura), a quem acompanhava em noitadas etílicas. Leina, de marcantes olhos azuis, estreou no teatro na década de 1960; pouco depois, migrou para a recém-inaugurada Globo, participando de tramas como Pecado Capital (1975), Guerra dos Sexos (1983) e Cambalacho (1986). Acumulou também uma participação no filme Lua de Cristal (1990), como mãe da protagonista Maria da Graça – mas pode chamar de Xuxa Meneghel. A atriz faleceu aos 70 anos, em 27 de maio de 2009, por conta de um câncer no esôfago. Ela estava ausente da televisão desde 1997, quando participou da novela Zazá, às 19h.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Sebastião Vasconcelos – Tico

Este paraibano desembarcou no Rio de Janeiro na década de 1950, para atuar no teatro – que lhe rendeu um prêmio Molière em 1977 – e no cinema – onde fora laureado com um Candango em 1983. O sucesso, contudo, veio graças à televisão e personagens marcantes, como o Zé Esteves de Tieta (1989), pai da protagonista (Betty Faria), e seu Floriano de Mulheres de Areia (1993), genitor das gêmeas Ruth e Raquel (Glória Pires); além, claro, do solteirão Tio Abdul, de O Clone (2001). Em Bebê a Bordo foi Tico, ex-presidiário, pai ausente de Rei (Guilherme Fontes), Rico (Guilherme Leme) e Tonhão (José de Abreu). Faleceu aos 86 anos, em 15 de julho de 2013, por conta de uma parada cardiorrespiratória. Sebastião lutava, há anos, contra o Mal de Parkinson, um enfisema pulmonar e a depressão.

Rodolfo Bottino – Antônio Antonucci

O atrapalhado Antônio Antonucci, ex-noivo de Ângela (Maria Zilda Bethlem), era um dos supostos pais da menina Heleninha. Rodolfo Bottino, que respondia pelo personagem, atuou em Livre Para Voar (1984), Tititi (1985), Anos Dourados (1986), Roda de Fogo (1986), O Sexo dos Anjos (1989), Lua Cheia de Amor (1990) e Pátria Minha (1994). Também apresentou programas de culinária. Bottino morreu em razão de uma embolia pulmonar, ocorrida durante um exame de ressonância magnética, em 11 de dezembro de 2011, aos 52 anos. Descobriu ser soropositivo na década de 1990; tratou abertamente do assunto, bem como de um câncer do pulmão, que o atingiu em 2006, e da anorexia grave, que o levou a pesar apenas 41 quilos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Cláudia Magno – Gilda

A atriz emendou Fera Radical, encerrada em novembro de 1988, com a reta final de Bebê a Bordo. Saiu da despachada Vicky para a introvertida Gilda, advogada que livrou Ana de suas mil e umas enrascadas. Cláudia Magno nos deixou em 5 de janeiro de 1994, aos 35 anos, acometida por uma insuficiência respiratória aguda, em decorrência do vírus HIV. Na ocasião, Cláudia – que também esteve em Champagne (1983) e Tieta (1989) – integrava o elenco de Sonho Meu, às 18h, como a enfermeira Josefina.

Irving São Paulo – Bad Cat

Intérprete do atrapalhado bandido Bad Cat, Irving também partiu cedo demais: em 10 de agosto de 2006, aos 41 anos, de falência múltipla dos órgãos, por conta de uma pancreatite. O irmão do também ator Ilya São Paulo acumulou participações mais do que especiais em folhetins como Final Feliz (1982), O Sexo dos Anjos (1989), Mulheres de Areia (1983) e A Viagem (1994), todas escritas por Ivani Ribeiro. E repetiu a parceira com Carlos Lombardi, desta vez do outro lado da lei, como o policial Johann, de Perigosas Peruas (1992).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Fábio Pillar – Amado

Ator e diretor, Pillar se consagrou no teatro; com Rádio Nacional – as ondas que conquistaram o Brasil recebeu duas indicações ao Prêmio Shell. Na televisão, surgiu contracenando com Natália do Vale em Baila Comigo (1981). Em Bebê a Bordo, emprestou seu talento a Amado, o submisso esposo da voluptuosa Ester (Patricya Travassos). Morreu aos 50 anos, em 14 de julho de 2010; a causa não fora divulgada.

Tereza Rachel – Eva

Após uma participação em Bebê a Bordo – como Eva, mãe de Joana Mendonça (Débora Duarte) – Tereza se consagrou na novela seguinte, Que Rei Sou Eu? (1989). A intérprete da tresloucada Rainha Valentine, também lembrada pela vilã Renata Dumont, de Louco Amor (1983), faleceu em 2 de abril de 2016, aos 82 anos, em decorrência de um quadro agudo de obstrução intestinal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Alfredo Murphy – Advogado

Intérprete do advogado de Laura; participou de novelas como Duas Vidas (1976), Paraíso (1982) e A Gata Comeu (1985). Alfredo morreu aos 64 anos, em 11 de outubro de 1993, vítima de câncer no estômago.

Carlos Eduardo Dolabella – Augusto

O Arnaldo de Por Amor (1997) esteve em ‘Bebê’ numa participação especial, como Augusto. Sofreu um infarto em fevereiro de 2003; ficou hospitalizado até 26 de maio, quando partiu, aos 65 anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Catalina Bonaky

Atuou também nas novelas Vida Nova (1988), Que Rei Sou Eu? (1989) e Rainha da Sucata (1990). Não encontramos maiores informações acerca de sua carreira e morte, ocorrida em 2002, no Rio de Janeiro.

Chiquinho Brandão – Joca

Estreou na Globo com o Joca, de Bebê a Bordo. Faleceu aos 39 anos, em 4 de junho de 1991, num acidente automobilístico na Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro, ao sair do estúdio onde gravava a minissérie O Sorriso do Lagarto.

Fábio Sabag – Dr. Valcourt II

Na Globo de 1967 a 2005 – ano de sua última novela, A Lua Me Disse -, Sabag surge na novela como Dr. Valcourt II. O ator e diretor nos deixou em 31 de dezembro de 2008, aos 77 anos, por conta de um câncer de próstata.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Germano Filho

Sempre lembrado como o jornaleiro Vicente, de A Gata Comeu (1985), Germano Filho partiu em 26 de abril de 1998, aos 65 anos, por insuficiência respiratória. O ator também registrou importantes participações em Partido Alto (1984) e Sinhá Moça (1986).

Moacyr Deriquém – Dr. Lúcio

Participou da trama como Dr. Lúcio. Multimídia, Moacyr foi ator, diretor e um dos responsáveis pelo departamento de elenco da Globo. Faleceu em 13 de abril de 2001, aos 74 anos; Deriquém sofreu um ataque cardíaco enquanto dormia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Paulette

Ator, comediante e dançarino, Paulette fez sucesso no grupo Dzi Croquettes; na televisão, participou de programas como Viva o Gordo (1981) e Chico Anysio Show (1982). Nos deixou em 30 de julho de 1993, em decorrência de complicações do vírus HIV.

Rosita Thomaz Lopes – Maria Clara

A atriz, sempre associada a personagens elegantes, especialmente nas novelas de Gilberto Braga, partiu em 9 de março de 2013, aos 92 anos, por falência múltipla dos órgãos. Surgiu em Bebê a Bordo como Maria Clara.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Thelma Reston

A atriz nos deixou em 20 de dezembro de 2012, aos 73 anos; até abril do mesmo ano, pode ser vista em Aquele Beijo, às 19h, como Dona Violenta. Thelma, de novelas como De Quina Pra Lua (1985) e Anjo Mau (1997), também fez sucesso no cinema.

Márcia Real – Walkíria

Atriz e dubladora, morreu em 15 de março de 2019, em Ibiúna (SP), aos 90 anos. Ela sofria de Mal de Alzheimer há mais de uma década. A causa da morte não foi divulgada pela família.

Jorge Fernando – Zetó

Diretor e ator de novelas de sucesso da Rede Globo, Jorge Fernando morreu no dia 27 de outubro de 2019, aos 64 anos. Ele já lutava contra alguns problemas de saúde há alguns anos e foi vítima de uma parada cardíaca. Na novela, viveu ele mesmo, dirigindo uma cena de Êta Mundo Bom! que foi invadida por Leonora e Dinalda disfarçadas de figurantes.



Leia também