Artista que brilhou com Ratinho tirou os dentes para ter chance na TV

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Quem anda pelas ruas do centro de uma cidade se depara com cantores, malabaristas, mágicos, dançarinos e tantos outros artistas que buscam mostrar seus talentos para o público. Luiz Carlos Ribeiro, o Rodela, foi um destes. E ele chegou lá, entrando para a TV graças a Ratinho.

Ratinho

Natural do Rio de Janeiro, Luiz Carlos se mudou ainda pequeno para Recife (PE) e lá permaneceu até os 22 anos. Depois, ele seguiu para São Paulo, onde trabalhou como metalúrgico na empresa de seu tio.

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Quando foi demitido, Ribeiro decidiu se apresentar nas ruas da cidade, a fim de mostrar o seu talento para o humor. Não foi fácil fazer sucesso. Tanto que ele teve de tomar uma atitude radical, conforme ele revelou em entrevista ao Notícias da TV:

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“Descobri que a feiura era um meio de fazer sucesso. Quando um dentista não queria arrancar, eu ia a outro. Minha mulher não achou muito legal, não. Nasci para fazer os outros rirem. Depois, ela se acostumou”.

A primeira vez que Rodela apareceu na TV foi no Show de Calouros, de Silvio Santos, arrancando risadas do público e do júri por suas caretas e pela habilidade em mexer com a dentadura. Mas ele continuou mesmo nas ruas…

“Até hoje trabalho na rua e não me arrependo. Faço o que gosto. Tem lugar que se eu for trabalhar eu não ganho o que ganho na rua”, destacou.

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Mágoa com Gilberto Barros

Rodela

O humorista viu que teria espaço na televisão por meio do Ratinho Livre, exibido pela Record em 1997. Figura sempre presente na atração, Rodela animava o público e os telespectadores. Em 1998, Ratinho foi para o SBT, mas o humorista ficou.

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“Negociei com a Record, peguei uma luva de R$ 10 mil, pedi salário de R$ 5 mil por mês, assinei por quatro anos. Ratinho ficou bravo demais, mas eu tinha que arrumar o melhor para mim”, revelou Rodela.

Essa, contudo, não foi uma boa decisão. Luiz Carlos Ribeiro guardou mágoas de Gilberto Barros.

“Fiquei dois anos engavetado por causa dele. Odeio aquele cara. Falso para caramba, nojento, autoritário, gostava de dar bronca no pessoal ao vivo. Ele ficou bravo comigo porque dei uma entrevista na época, e falei que só fiquei na Record por causa do dinheiro, mas o meu apresentador favorito era o Ratinho”, disparou.

Reencontro com o amigo

Rodela

Fora do canal de Edir Macedo, ele foi chamado para trabalhar com Ratinho e voltou a fazer parte do programa, participando de quadros como o Teste de DNA.

Ele também sempre esteva presente no The Noite, do Danilo Gentili. Só que era na rua mesmo que Rodela se encontrava, interagindo com o público, vendendo seus DVDs e faturando um pouco mais que os cachês da televisão.

Em 2 de dezembro de 2020, aos 66 anos, Rodela faleceu, depois de ficar duas semanas internado por conta da Covid-19. A trajetória desse artista comprova que na rua existem milhares de anônimos talentosos, que também merecem espaço na mídia.

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